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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Textos Curtos: Fragmentos



O presente

Experimentei um gorro de papai noel, pensei em usar nesse natal. Pra treinar, caminhei com ele na cabeça, dentro do supermercado.

Depois, na sessão de pneus, eu rebolei num bambolê que fiz com um pneu de moto, à venda por lá. Umas três voltas e, perdi o rebolado. Nunca levei jeito pra isso mesmo. A sorte é que ninguém me viu, isso até qu'eu me lembrei que as bolinhas pretas pelo této, são câmeras.

O vigia viu. Pensei: Acho que ele riu.
Ser vigia não deve ser muito divertido. Ficar olhando aquelas tevêzinhas todas, em preto e branco, mudando de setor, e mudando, e mudando, e mudando... que grande tédio.

Mas, ele riu - Acreditei profundamente.
O riso é remédio pro tédio.
Esse foi meu primeiro presente.
Resolvi comprar o gorro.



Sonhar é destino.

Numa noite, eu sonhei.
Sonhei com um bolinho de ovo, daqueles que vendem na feira, botecos ou rodoviárias. Às vezes, estão murchos e frios, mas, às vezes são fritinhos na hora, como os da feira de sábado, aqui onde moro. Eles fritam e a gente come quentinho e não fica oleoso. A qualidade se estende às coxinhas e salsichas empanadas.

No sonho, eu dava uma grande e única mordida no bolinho, que chegava até a ver a gema, cozidinha.

Fui à feira nesse último sábado. Mordi um bolinho de ovo e ví a tal da gema, cozida.
Quando cheguei em casa, tentei ver um filme, que travou.
Na primeira cena, a primeira frase que ouvi, dizia: sonhar é destino.



Marina

Um dia, se de mim nascer uma menina, ela se chamará Marina.
Ela saberá, desde o seu tempo dentro de mim, que é amada.
E eu direi todos os dias, cochichando em seus ouvidos, o seu nome e o meu amor: Marina, minha filha, eu te amo.
Ensinarei a ela que os jardins são belos por natureza, mas ficam mais ainda quando as borboletas pousam sobre eles. Direi que a vida é boa, apesar das injustiças, das diferenças sociais e dos amores não correspondidos.
Contarei histórias nas tardes de domingo e estórias antes de dormir, com direito à capítulos e continuações, feito os seriados, na verdade, uma desculpa, só pra vê-la fechar os olhinhos descansados toda noite.

Vou lhe dar um livro, um disco e um filme, daqueles que mais gosto de ler, ouvir e ver, mas deixarei que ela mesma descubra e escolha os seus preferidos. Contarei sobre os ensinos dos meus avôs, sobre como o céu fica vermelho quando vai chover, que os velhos – a maioria deles – sabem de coisas do céu que os jovens não sabem ou não entendem, que as maiores e melhores emoções da vida estão em ver um show ao vivo da sua banda favorita, em conhecer pessoas e lugares, em celebrações junto aos amigos, em dar o primeiro beijo na pessoa amada, em sentir saudades, em abraçar seus pais, em contemplar a arte, em dedilhar algumas notas, em viver reencontros. Que escola é importante, mas, mais importante ainda é saber que fora dela é que aprendemos as coisas que mais importam, como os abraços com poder de unificar as cores da pele, os sorrisos que trazem esperança, os olhares que contam histórias – algumas, desejaremos que fossem verdade apenas nas ficções -, que a terra, quando molha, fica com um cheiro bom.

Ela saberá que tudo é lícito, mas que, apesar disso, nem tudo é bom e faz bem e que, quase sempre, o único modo de escapar das besteiras é fugindo pra bem longe delas. Que o melhor é sempre a moderação, mas que certas loucuras precisam ser cometidas. Que basta a cada dia o seu próprio mal e que o amanhã não tem dono, senão Deus. Que Deus não é invenção e nem está preso às limitações e projeções dos homens, mas que só o conhece quem nEle crê. E que quem crê, descobre que Ele também conta histórias, canta afinado, mas que também brinca de desafinar, que Ele dança feito menino, com os pés descalços ao sentir o vento no rosto e que Nietzsche sabia disso, de alguma forma, e orou ao Deus desconhecido, apesar de não ter tido a coragem de acreditar mais do que duvidava. Que a fé é incerteza, é passo no escuro, é coragem, e que por ela se vive coisas impensáveis.

Que a imaginação é asa, e que quem não se permite assim, é pássaro desaninhado no viver. Que o amor, quando deixa de ser teoria, funciona, transforma o mundo, põe as pessoas de pé. Que de tudo que se possa ter, sem amor, não terá proveito algum. Que a ditadura da beleza trás tristeza, mas a beleza como ela é, é alegria e confiança. E que não há problema em ser gordinha, que brigar com seus irmãos ou amigos é uma coisa que acontece, mas não se deve alimentar nenhum sentimento pelo outro que não seja o amor.

Ela saberá que nada do que ela fizer me fará amá-la menos.
Marina, minha doce menina.



Canção do Alívio

João Alexandre escreveu e cantou assim:

“Quem não fez o que devia, mas, só fez o que queria, vai ter que se explicar.
“Timidez ou covardia, estupidez ou valentia, vai ter que se explicar”

Quem muito se explica, assim o faz por culpa.
A culpa, na gente, gera um espírito de auto-justificação como obrigação, pra aliviar a dor da consciência. Por isso que a canção bem diz “vai ter que se explicar”.
Não é falta de liberdade, nem cobrança. Cada um pode escolher o que quiser e não prestar contas. Mas, se não escolher bem, é certo que ficará se justificando. Vai ter que se explicar porque a culpa é grande, a dor é intensa e a consciência sente-se suja, indigna.

Mas, para toda culpa, os corações podem se aliviar naquEle que veio para que ninguém mais precisasse ficar se justificando. Ele tomou as nossas dores e vergonhas, se fez culpado por nós, nos justificou, compôs canções de alívio aos corações.

No lugar da culpa, agora cabe apenas arrependimento.
Os corações podem descansar.



terça-feira, 27 de abril de 2010

Mais açucar pro seu peito?

A angústia é, de certo, um serrote.
Parte ao meio não se sabe ao certo onde. Faz doer cada raspar, até que passe. - Ou não.

O peito, confuso, sangra, perdido como um leigo em ler mapas.
É certo que a angústia também mata. Se dormir passa? - Tem gente que a varre pra baixo do tapete.

A angústia tem um "Bom Dia" estridente.
Ela dóma o peito que não dorme em berço quente. - Como ninar nesse colchão?

Ah, se eles soubessem que pra angústia,
a fé é feito açucar a estancar o sangue.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Um conto em 144 caracteres

O menino, pqno, corria de braços abertos, pelos corredores do templo, imaginando ser 1 avião."nhóoumm", fazia com a boca, qndo de repente...

Altivo, veio o homem engravatado, com sua religiosa razão, lançando-lhe 1 repreensão: Muleque encapetado, + respeito com a casa do Senhor...

Ele desligou os motores e aterrissou. Confuso, sentou-se num canto pra tentar entender o sentido daquela repreensão...

É q ele aprendeu certa vez, que Deus faz morada nos corações. Então, ele gritou: "Mais respeito comigo, senhor, pq a casa de Deus sou eu."

Deus habita onde há corações de menino, que fazem da vida um vôo livre. Mas jamais morará em corações q se assemelham à templos de concreto.

sábado, 24 de abril de 2010

No Jardim

Caminhando pelo Éden, estava Adão e também eva, sua mulher.
Ela havia sido criada à partir da costela.
Ele sempre fazia a mesma piada, todos os dias: Você é o meu filé mingnon! hahaha - Gargalhava Adão.
E Eva respondia: E você é a picanha!
Passeavam pelo jardim, dando frutinhas aos esquilos e aos leões. É que antes, os leões também não se interessavam por carne. E eles todos faziam churrascos de morangos no espeto, banhados no mel.
Diziam que era uma delícia. Adão e Eva gostavam e faziam de monte. Nunca faltavam morangos e as abelhas não ferroavam e nem se importavam em repartir o mel. Davam-no como presente.
Tudo estava na mais perfeita harmonia. Deus sempre aparecia pr'esses churrascos e trazia suco de uva, desses concentrados. Quando todos já estavam empanturrados de comer, Deus contava umas piadas. A turma toda ria até a barriga doer. Não dava dor de barriga, então, podiam rir à vontade.

Certa manhã, Eva caiu na lábia da serpente sagaz.
Confundida, foi apanhar uma das frutas da árvore que Deus havia dito para não comerem, porque, no dia em que comessem, era certo que morreriam.
Mas, Eva se esqueceu, e foi. Comeu e dividiu também com Adão.
Então, como nunca antes haviam percebido, notaram-se nús, e envergonharam-se.
Era quase hora do churrasco do dia e Deus estava chegando com as amoras, suco de uva e outras novas piadas.
Quando eles ouviram os assovios de Deus se aproximando, correram pra se esconder atrás de umas folhas de figueira.
Deus, ao se aproximar, notando o silêncio incomum e ausência dos bichos, perguntou: Onde vocês estão?
Eles, escondidos, tiveram vergonha de responder. Mas, por causa da piniqueira que a folha causava, não aquietavam-se e Deus os encontrou, e disse:
O que fizeram? Eu não disse pra não comerem a fruta?
Eles não sabiam se se coçavam ou se continuavam a esconder suas 'vergonhas'.
(Dizem que por causa desse episódio da piniqueira, é que os homens coçam seus 'chuveirinhos' até hoje. rs)

A cena era a mais ridícula que se consiga imaginar.
Um tentou jogar a culpa pro outro.
- A mulher me ofereceu, e eu comi. Não fui eu quem teve a idéia - Dizia Adão, fugindo.
- Foi a serpente, meu Deus. Foi a serpente. Ela me confundiu e me enganou. - Dizia Eva, sem saber o que fazer e dando mais uma mordida pra conter a ansiedade.

Como Deus havia dito que aconteceria, a morte passou a existir quando eles tornaram-se conhecedores do bem e do mal.

Ora, o saber é sobremodo atraente. Mas, não conduz a outro caminho senão o de engano e de morte.
Aquele que anseia o saber, nota-se nú e se esconde nas folhas que pinicam por inteiro, se embaraçam em situações ridículas.
Deus, com muita dor no coração, ainda disse: Faremos outro churrasco quando vocês perceberem que, mesmo tudo sabendo, do bem e do mal, fóra dos Meus planos perfeitos, vocês sempre estarão nús e expostos ao extremo ridículo.


Isa.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Deus não existe

Deus não existe! Eu creio nisso!
Ora, Pr'um Deus criador de todas as coisas, até mesmo a existência está debaixo da Sua criação.
Sim. Deus não existe porque a existência é criação dEle, logo, Ele está acima desta, portanto, não existe.
Tal fato existe como uma das maiores provas da limitação da mente humana.
Como compreender a 'existência' de um Deus que está pr'além da própria existência, onde, debaixo dela, todas as coisas existem?
Deus excede todo o entendimento.
D'onde surgiu Deus?
Deus não surgiu, Deus é.
Quem vai explicar tal 'existência'? Nem a própria existência poderia explicar, pois, ela mesma não existe senão como criação daquEle que É, mas que debaixo de existência nenhuma está.
Daí a tal crise da humanidade nas buscas pelas explicações de como surgiu Deus e o universo inteiro.

Ora, o universo surgiu porque Deus criou a existência. O que faz os meios da criação serem pequenos demais para tanto se discutir. O simples fato da existência existir faz com que os elementos necessários para que tudo exista estejam postos, de modo que, onde então, passa-se a existir a possibilidade da vida surgir por sí só, segundo Deus vai soprando e permitindo. Nisso, tanto faz o big bang ou não. Tudo é criação de Deus, uma vez que Ele mesmo criou a existência e todos os modos possíveis pelos quais a vida possa surgir, na liberdade da criação de Deus.

Deus é Verbo que só se conjuga no presente; Ele É. Não há passado, nem futuro, só há eternidade. E essa, não tem começo e nem fim; tudo é um 'Agora pra Sempre'. Ele não está dentro da existência, onde tudo é temporal e se pode medir (apesar de muitas coisas o homem não conseguir nada além de méras especulações).

Pra Deus, a vida é como um gibi de três quadrinhos; em um há o passado, n'outro o presente, e no outro o futuro. Contudo, Deus os enxerga em uma folha só, ao mesmo tempo, de modo em que o tempo pra Ele, não existe. Nada existe pra Deus, porque Ele não está limitado a existência. Porém, tudo existe para Ele, nEle e por Ele, porque são feituras dEle, de modo que, nada pode existir fora dEle e sem Ele.

Esse texto pode parecer um monte de méras repetições ou frases sem nexo.
Mas, o que importa?
Deus é Deus que excede todo o entedimento, porque o entendimento existe, mas Deus, não.
Ele está pr'além da existência.
Ele não surgiu, Ele É.


Isa.


Para uma melhor compreensão dos pontos abordados no texto, de modo subjetivo ou implícito, explore as 'Entre-Linhas': Deus Existe

terça-feira, 16 de março de 2010

Em Síntese

Sobre as religiões:

Eu não creio nas religiões. Ainda que se diga que 'religião' significa 'a busca do homem por 'deus''. Ora, tal significado refere-se à busca por qualquer 'deus' a partir de uma atitude humana, até mesmo ao deus-homem mesmo. Acaso sabe o homem o que buscar? Se soubesse, não haveria apenas uma única religião ou religião nenhum? Quando parte do homem, é falho.

Sobre Deus:

Eu creio em Deus. Sim, Ele eu bem sei que posso buscar, pois, ao contrário das religiões, não parte nunca de mim, mas, dEle. Porque Ele amou primeiro. Isso é o que dá acesso direto, e encaminha a busca da gente pra cruz, longe dos altares humanos. Ele me buscou primeiro. Quando parte de Deus, é redenção perfeita e eterna.

Mas, que fique claro: não faço da minha descrença das religiões uma desculpa para ficar à deriva na vida. Ainda creio que Deus se manifesta na re-uniões das igrejas quando esta se faz no coração dos que congregam, e independem do 'templo'. Melhor é estar à deriva com Deus, onde ele sopra na direção que quiser e a gente, como barquinho à velas, apenas vai e navega.

Sobre o meu ceticismo e a minha fé:

Eu sou cética. Sim, sou cética em meus modos de agir na vida. Descobrí isso com maior eviência em Janeiro, quando fiz uma viagem pra Brasília, pra passar as férias numa ONG, desenvolvendo um trabalho. Durante os dias lá, fiz uma trilha e diagnostiquei ceticismo em mim, muito mais forte do que eu imaginava. Preciso 'ver para crêr'.

Eu tenho fé. Sim, eu sou alguém que crê. Pode parecer um paradoxo, uma contradição, e, de fato, é. A fé é a firme convicção das coisas que se esperam e a certeza das coisas que não se vêem. Assim, a minha fé é para mim um bem, pois, à medida em que creio, eu, que naturalmente sou cética, nego-me a mim mesma. Isso porque a lógica da fé é outra e dá pra gente, que é cético, outra ordem. O paradoxo em ser cético e ter fé faz a gente ficar invertido; Quem precisava 'ver para crêr', vira gente que 'crê para ver'. O que, por incrível que pareça, faz sempre muito mais sentido.

Isa.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Téo-rias de A-e-teísmo

O humanismo nunca humanizou ninguém; ele bem sabe disso.
O iluminismo nunca foi luz pra nada. O comunismo, por ser 'ismo', não foi 'Comum'. O socialismo não foi social. O capitalismo foi apenas CapEtal. Igual ao Cristianismo, que por também ser 'ismo', nunca foi Cristo.

As faculdades não formam ninguém se, antes, a gente não é formado na consciência. Pelo contrário, de-(s)-formam qualquer indivíduo que não saiba onde está, porquê está e quem é. De modo que, assim sendo, de nada lhe servirá diploma algum.
O homem, como centro do universo, ficou marginalizado por toda a eternidade. Esteve no centro apenas alguns umbigos, sempre. Ora, antes mesmo do iluminismo, o homem já existia assim. Ou, acaso, tendo sido estabelecido a igreja como centro do universo, o homem esteve des-centralizado? Não. O que se dizia sobre Deus ser o centro de tudo eram apenas argumentos cheios de absolutismofococentristahumanóide. Ou seja, o homem era o ser absoluto no centro e no foco. Por isso que o que havia estabelecido em um nível antecessor a esta ladainha era de que Deus era a igreja. Logo, Deus sendo a igreja, a igreja era 'Deus' e assim, detentora de todo o poder. Mas Deus jamais teve qualquer ligação com tal maluquice. Ora, Deus sempre soube que a terra era redonda; a igreja não, e queimou gente na fogueira por isso. A igreja como Deus era homem e defendia seus devidos interesses em tudo; políticos, sociais e etecÉteras.

Ante ao 'Deus' criado pela igreja, sou completamente ateísta. Sim, de fato, não creio.
Jesus também não cria, e olha que a igreja ainda nem existia como hoje está instituída. Mas, as mesmas criações e projeções de 'Deus' já eram poderosamente presentes na sociedade.
Assim, O evangelho de Jesus também é ateu. Deus é ateu quanto ao 'Deus' dos homens. Porém, Deus também é ateu quanto ao ateísmo, coisa que o ateísmo não é; ateu de sí mesmo.

Historicamente, a defesa ateísta sempre foi a favor de uma vida vivída pura e simplesmente como se quisesse viver - e eu não digo que Deus tenha dito ao contrário, afinal, ele não força a barra nunca. Tudo é amor- com cada indivíduo tendo-se a sí mesmo como Deus do seu ser e dono de seu próprio destino.
Entretanto, o ateísmo e, consequentemente os ateus, nunca foram de fato, ateus de tudo. Ora, Um ateu que faz de sí mesmo um 'Deus" não é de fato ateu, mas, um teísta de sí mesmo. Assim, um ateu teísta é muito mais um teísta-egocêntrico, se pensarmos numa perspectiva de que um ateu endeusa-se ao ponto de se ter no centro de seu próprio universo ou umbigo.
(o egocêntrico aqui em nada se refere a uma postura egoísta, num sentido de com mais nada se importar no mundo, mas, apenas para significar o endeusamento de sí mesmo como 'divindade' única na vida.)

Ora, pensando assim, se um ateu endeusa-se a sí mesmo - e de forma alguma digo que endeusar-se é o mesmo que gostar e amar-se a sí mesmo - é de fato um ateu-teísta. Um ateu ateu mesmo não teria pra sí nem a sí mesmo como seu próprio 'deus'. Ora, assim sendo, alguém que não víve nem pra sí mesmo torna-se tão muito mais destrutivo quanto uma bomba atômica na guerra. Ou, no mínimo, tem uma baixa auto estima, o que pode nos fazer concluir que um ateu ateu mesmo, é deprimido, depressivo ou dep qualquer coisa do tipo.

Mas reparem. Esse meu texto de forma alguma tem caráter de polemização do tema e nem pretende levantar discussão ou questionar quem assim se denomina. Quem lê aqui, não leia como um texto de ataque, como fazem os religiosos que tentam ridicularizar os ateus e os ateus tentam igualmente desmoralizar os religiosos. Esse texto não é assim. Ele é ateu de todas essas coisas. rs

Sobre Deus nada se pode dizer para provar nada sobre Ele. Não há prova alguma em lugar nenhum, apenas na alma e no coração de quem experimenta crêr e prova de Deus Deus mesmo, o amor e tudo o que foge ao entendimento. Ora, Deus não força a barra. Ele se mostra pra quem deixa que Ele seja Deus - Mas não depende de alguém deixar qualquer coisa pra que Ele seja sempre Ele; Deus. Ele É e fim. Nada o relativiza. - O resto, é tola discussão.

Enfim, são apenas pensamentos soltos que permeiam a minha mente pelas madrugadas em que o sono demora a me derrubar, mas quase me mata de vontade de dormir e descansar.

No mais, percebo e te convido e perceber comigo como a linha que separa o ateísmo conceitual do que na vida existe de Deus pra nós na vida é, de fato, muito fina. Sim, eis algumas de minhas observações;

No ateísmo-teísta: O Homem é o deus e Deus não existe em outra forma se não como o homem mesmo.

No ateismo-ateu mesmo: Deus não existe e nem deus algum. Nada importa, nem eu mesmo. Tudo é lixo e melhor seria que a terra explodisse, os ETs dominassem o mundo e exterminassem a raça humana.

Em Deus: Deus é Deus. O homem é o objeto do amor de Deus, onde tudo e todas as coisas são feitas afim de reconciliar a relação com Ele, uma vez que o homem é livre para escolher trilhar os seus próprios caminhos, até mesmo como sendo deus de sí mesmo.

No ateísmo-teísta: A razão é a minha amiga, minha mulher, minha amante. Eu sou deus de mim mesmo. O que é razão EU posso explicar e provar pelas leis da física, química, físicaquantica, metafísica e o que mais eu puder dominar como conhecimento. Logo, se eu posso dominar tais ciências, com tal poder, explico e provo tudo o que por elas pode ser explicado. Ora, nada se conhece além delas como outra ciência. Portanto, eu domino todo o conhecimento que é capaz de explicar pela razão. Assim, o deus sou Eu e todo o resto que ainda não foi desvendado apenas carece de um pouco de tempo.

No ateismo-ateu mesmo: Deus não existe e nem deus algum. Nada importa, nem eu mesmo. Tudo é lixo e melhor seria que a terra explodisse, os ETs dominassem o mundo e exterminassem a raça humana.

Em Deus: Deus é Deus. As leis da física, química, físicaquântica, metafísica e toda ciência não são negações de Sua existência. Sua plenitude e seu todo é tão, e sobremodo, plena que estende-se além da razão; mas foje a todo o entendimento, ciência e lógica. Porém, certamente, tudo o que ainda não se pode compreender e possa ser explicado cientificamente algum dia, ainda assim, não o negariam. Antes, apenas refletiriam a majestosa grandiosidade de sua glória, sem jamais, ainda, revelar o seu Todo. Pois, o seu Todo, ninguém, nem ciência alguma, seria capaz de entender as lógicas, reações, forças, empuxos, transformações, solidificações, gaseificações, liquidificações e toda forma de existência possível e impossível. Deus é incalculavelmente soberano.

Assim, concluo tudo isso assim, sem conclusão alguma, pois, nada tenho a concluir. Apenas que, toda religião, todo manifestação ateísta, nem a mente mais gênio que possa existir ou tenha existido será de fato tão capaz de entender os mistérios da existência. Do Papa ao Darwin, eu e você, nenhuma mente será tão sonhadamente 'aberta' ao ponto de poder compreender.

Assim, bem-aventurados os que tem a sua fé no Deus-desconhecido e que sabem como convém saber; que nada sabemos. Porque esses sim conhecerão tudo como de fato é na verdade, sem jamais crêr que o mais importante era de fato saber coisa alguma, apenas crêr que tudo, mas tudo mesmo, já está consumado.

Isa.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Quando os pensamentos voam e os olhos incendeiam

(Pensamento soltos. Sentindo os sons ao meu redor, as energias que emanam.)


O diabo é o diabo. Os demônios são os demônios, todos do diabo.
Deus É. Jesus é Verbo. O espírito é sopro.
Todo o resto é apenas o que é e, sendo, poderá ser daqui ou acolá, caso se perca em engano de ser.
A criação é vida, povo, viva. Semelhança do criador poeta. Lírico Pai de orfãos. Amor que adota a cria. De modo que, tudo, sendo criado, pertence ao seu dono, posto que nada foi vendido ou roubado, contudo, em nada esteve acorrentado.
Ora, o que é sanidade, sabe. O que é loucura, sabe de outro modo.
A sanidade tem olhos de criança. É cheia de sois azuis, árvores roxas, homens-palitos, jardins e primavera.
A loucura, ora, é cega dos dois olhos. Faz de tudo um diabo endemoniado no ser da existência.
O que é diabo, é diabo. Porém, o que não é, torna-se assim, endiabrado pelos olhos de quem vê.
A possessão contorce o puro, distorce o limpo, o vinho, o pão, a cruz.
Não há ressurreição. Os sois são negros, de raios ultra-violentos. A vida vira a besta do Mar morto, emergida dos infernos de uma alma mórbida, alquimista de 2 rabos, 9 olhos, 3 cabeças. Hercúleo do diabo.
Arreda-te de ti tal macumbaria. Ora, quem assim enxerga faz da vida um vodoo de seu próprio ser e o entrega ao diabo, o próprio.
Ora, Deus É. Jesus é pão e vinho. O seu corpo é cruz, é verbo, espírito de luz e vida.
Vai, feito menino, corre pelo chão, de pés no pó que tem a terra, levando o cesto de 2 peixes, cinco pães e um só grão. Amarelado e ardido, moverá as serras todas. As montanhas andarão, dançarão o baile doce. Ah, eterna mansidão.
A sabedoria não é tola. Se alegra com a verdade.
Vê tudo como tudo é.
A loucura, a sí mesma engana, como a maior das sanidades.
Os olhos incendeiam o corpo inteiro, quando se incendeiam os olhos do corpo.
Mas, se o olhos são refrescos, a alma tem descanso.
Tudo é apenas o que é.
O sangue é a misericórdia de todas as manhãs.
O diabo é o diabo. Os demônios são os demônios.
Deus É. Jesus é Cruz, é vinho. O espírito é verbo e pão, num sopro.
O resto todo é apenas o que é.
Se os olhos endiabram, tudo o que se olha, diabo é.
Se as candeias forem puras, os olhos, iluminam o corpo com sabedoria , pois tudo é bom e para o bem quando o espírito tem olhos de criança.

Homem, entenda o teu caminho.

Os passos do homem são dirigidos pelo Senhor; como, pois, poderá o homem entender o seu próprio caminho? [Pv 20: 24]


Até a psicanálise sabe disso. A medicina também.

Nenhum analista se analisa. E nenhum médico faz autoprescrições.

A proximidade também tira a isenção na visão do diagnóstico, que vira um dói-agnóstico.

Assim, os mais próximos vêem menos um parente que um ser mais isentamente afastado—certas coisas até o estranho enxerga melhor.

O homem, então, vivendo proximamente distante de si mesmo, como sempre é o caso, como entenderá seu próprio caminho?

Ele é ele mesmo demais para se ver, e muito próximo demais para se perceber. Assim, para a sua própria auto-análise sobra a projeção de sua própria imagem como holograma satisfatório de representação de seu ser: tudo ilusão.

O sujeito quase nunca enxerga o seu próprio ser, mas apenas o substantivo de sua representação: a sua própria imagem.

E mais que isto: Que homem pode de fato entender o caminho de outro homem?

Somente a eternidade revelará nossa total ignorância.

Então, eu saberei que provavelmente minhas maiores ignorâncias foram grandes salvações e que supostas certezas fizeram muito mal.

No fim...saberemos que Deus não é detalhista—é onde entra nosso livre arbítrio—,mas o caminho está nas mãos Dele.

Tem gente que não gosta disso porque não entende.

Eu gosto justamente por não entender e, assim mesmo, saber que é verdade.

O importante não é que eu entenda o meu próprio caminho, mas que eu faça o caminho com Ele, mesmo quando não entendo...



Caio Fábio

Site: www.caiofabio.com

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

SER é muito mais do que ESTAR

Mais religioso e fanático do que os crentes religiosos e fanáticos, são os que dizem que não vão à igreja por algumas razões clichês-tradiconais. Dizem que vêm muita coisa errada, ou que não concordam com isso e aquilo, que não sabem qual está certa, ou se baseiam nos comportamentos alheios para justificarem-se.


Assim como é puramente religioso o pensamento "cristão" de que Deus está nas 'igrejas' (concreto e tijolo) e de que alguém necessita inegavelmente pertencer à uma para estar com Cristo, tão mais ainda é o dos não-frequentadores-de-'igrejas' que simplesmente não querem nada com Jesus e justificam tudo com a velha e manjada desculpa da igreja-física-concreto-e-tijolo ser imperfeita.

Ora, sejam frequentadores ou não, o caso é que, de fato, nenhum entendeu o que realmente diz o evangelho. Sim, pois, o evangelho nada diz a respeito dessas concepções e percepções de igreja. E mais, tudo isso faz parte do conjunto de males do cristianismo, implantado por Constantino, com a única finalidade de obter poder político, lutando em almejo pelo domínio de Roma, e que, após o surgimento da Igreja Católica, e, logo mais, o Vaticano e todo o resto, como religião advinda de Cristo, mas que por Ele jamais foi implantada, são estes também: A religiosidade impregnada em todo mundo; cristãos e não cristão, frequentadores e não frequentadores, praticantes ou não, crentes ou não-crentes, tanto faz.

Sim, pois, notem: Os crentes, com suas doutrinas e visões à luz da religião cristã - mas sem que Cristo tenha criado qualquer religião, portanto, nada tem a ver com isso, sendo, assim, o cristianismo obra humana, e muito mais das maluquices de constantino - dizem ser necessário ESTAR em alguma 'Igreja' e assim se achegar a Deus, ou ainda, por tanto estreitam ainda mais o caminho, dizendo ser alguma denominação e suas doutrinas como sendo o próprio CAMINHO, ou o próprio Jesus, e assim, preocupam-se com apenas condutas externas e reputações morais, religiosas, intelectuais e afins.

De igual modo, e também com a religiosidade impregnada em suas mentes e corações, os que fogem nada fazem de diferente daqueles que eles próprios julgam serem 'religiosos e fanáticos", antes, procedem de igual modo, pois, tão religiosos e fanáticos estão eles que, estando livres do ambiente da religião e da 'igreja', nada de diferente conseguem enxergar, senão a mesma coisa, do mesmo modo. (A religiosidade está impregnada em diversos ambientes. Em culturas, sociedades diversas.)

Jesus é objeto de interpretação, e não redentor e amigo pessoal, cujo acesso a Deus é intermediado apenas por Ele, e somente Ele. Através de tudo, tenta-se olhar pra Jesus, quando, na verdade, é necessário que o processo aconteça ao contrário, invertido, sendo Jesus a chave hermenêutica para toda interpretação de mundo. Sim, é à partir de Jesus que se olha todas as coisas, e não à partir de todas as coisas que se olha pra Jesus. Desse jeito, nada se pode alcançar além de uma espiritualidade e existência míupe, caolha, cega, de olhos arrancados e furados pela visão à partir da religião.

Quem quer Jesus, não quer religião, pois esta nada pode fazer por ninguém, além de contribuir para o agravamento das doenças psicológicas e espirituais de todos os individuos da terra.
Jesus, sendo o caminho, a verdade e a vida, extermina todas as possibilidades de vida procuradas em outro lugar, a menos que se deseje viver a morte. O caminho não é a religião, seja ela qual for. A verdade não é outra senão Cristo e o seu evangelho, e a vida não está em qualquer outro lugar senão no sangue.
Assim, todo aquele que conhece a verdade, é liberto por ela, o próprio Cristo, ainda que a muito andem enganados pelo lobo vestido de pastor. Pois, as suas ovelhas ouvem a voz do BOM PASTOR, e o seguem.
Quem está livre da religiosidade, e anda pelas estradas da vida na lucidez do evangelho, prossegue para o alvo, pois bem sabe que igrejas não são lugares, mas pessoas. Tanto mais sabe, que com Deus não há desculpas, apenas verdades e sinceridade no viver.
Igreja sou eu, é você, e todos quantos, de alguma forma, deixaram-se invadir pelo espírito de Deus, e foram tomados de amor por Jesus e fizeram-se casas, morada de Deus.
Igreja são corações, de carne e sangue. Logo, só o que pode haver de bom em fugir das "igrejas"-templos-construções com as corriqueiras desculpas é não ser um religioso-praticante. do contrário, nenhuma diferença há.

Quem é de fato livre da religiosidade, mas sabe que precisa de Deus e O reconhece como único capaz de oferecer transformação, cura, libertação, verdade, caminho, esperança e vida, sabe que Jesus não habita em nenhum lugar senão em corações, que não há doutrina alguma além daquela que é sã, o evangelho, e que igreja são todos aqueles que se deixaram ser assim, invadidos por Cristo, mesmo quando ficaram desamparados das comunidades cristãs. Gente assim, sabe que antes de tudo, é ovelha do Bom Pastor, que igreja se faz no coração e acontece na congregação dos que estão do mesmo modo.
Sabe também que diante de Deus, que sonda todos os coração, que é QUEM tem todas as coisas muito bem expostas e às claras, importa muito mais SER (igreja) do que ESTAR ('igreja'). Ora, quem ESTÁ, mas não É, de fato, nunca esteve em lugar nenhum senão na re-união dos NÃO-SOMOS. Porém, quem É, é de fato, mesmo que não esteja. Estes sim, estiveram em todos os cantos, sem deixarem de estar na igreja que é única.
A Igreja que É de Cristo não é de tijolos, nem de concreto ou janelas, tampouco é fixa em algum terrano, ao contrário, de igual modo, assim como Ele, os seus também não têm aonde relinar as cabeças.

Que Deus, que é aquEle que É, cujos seus também SÃO, não deixe de SER em você, ainda que você não esteja. Pois Deus, Sendo, está em todos os lugares quando É no nosso coração.

Beijão, pessoar.
Isa.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

As tolas discussões

Se tem uma coisa que neguinho gosta de pegar no pé de quem é Presbiteriano, é sobre a predestinação.
Quando entrei pra igreja, por causa de Jesus, fui pra Presbiteriana. Mas, tampouco me importa os discursos de predestinação. Minhas raízes não estão ligadas à doutrina calvinista, pois, apenas congrego porque há gente com quem congregar. Se a denominação fosse outra, mas a mesma gente estivesse lá, certamente, lá eu estaria. Minhas raízes estão em Deus somente, por isso, não me questione sobre as doutrinas afim de provar qualquer coisa de quem está certo ou errado, como isso ou auqilo funciona e o que for, seja você da igreja que seja.

Ah, não se escandalize comigo ou, se você for presbiteriano daqueles que batem no peito e gritam "eu tenho orgulho de o ser", nem tente colar-me os versículos da pré-eleição. Bem sei sobre eles e digo: De que acaso tanto se orgulha? Não é tolo aquele que se vangloria na graça como vantagem sobre outros ? Ora, pois, como poderá alguém orgulhar-se do que lhe é favor imerecido de redenção? Pode o homem salvar-se a sí mesmo e de seus pórprio delírios ou fazer qualquer coisa que lhe torne digno de tal graça recebida? Quem há que tenha alcançado a Deus por suas próprias forças e feitos, capaz de pensar poder se orgulhar quanto ao que lhe foi concedido gratuitamente? Assim, jamais se orgulhe de nada, mas, apenas não se envergonhe de Cristo e de a ele pertencer, posto que tudo lhe é dado pela graça, quer bem ou mal, mas para o bem de todo aquele que ama à Deus.

Assim, quem há que saiba das coisas mais do que Deus, que é quem criou todas elas? Por isso, digo, discutir sobre tais coisas é tolice, bobeira dos homens que insistem em discutir por toda a existência as formas de Deus. A teologia toda é assim; pensante à respeito de Deus, mas sempre segundo os homens. Por tal razão, jamais poderá explicar os mistérios daquEle que é, e nunca deixa de ser.
Deus existe na eternidade de seu próprio tempo, ao mesmo tempo em que não há tempo para Deus. Por isso é que Ele nunca foi, está sendo ou será, mas, apenas É. Estado que excede todo o tempo, é a-temporal, mas nunca fora de tempo.
Assim como está escrito "os MEUS planos são mais altos que os seus planos, e os MEUS caminhos são mais altos que os seus caminhos", também há que "para Deus, um dia é como mil anos e mil anos como um dia". Assim, não há passado, presente ou futuro para Deus, há apenas o que é, o tempo todo, a todo tempo, o tudo junto em uma coisa só. Quem pode compreender tais mistérios de toda existência e toda a eternidade ?
Assim, saiba, é perda de tempo discutir sobre qualquer coisa, a menos que seja para discernir das babaquices que impõem às almas dos homens coisas além do Cristo e a sua graça.
Por isso, não tente saber, e tampouco discuta, apenas creia que pela fé somos salvos, pela graça do cordeiro imolado antes da fundação do mundo, pois, para Deus, todas as coisas acontecem, nunca passam e jamais ainda serão. A linha do tempo apenas existe para nós, inseridos dentro de nosso próprio tempo presente. Porém, Deus não está preso à linearidade alguma de tempo algum. Por isso, ninguém jamais saberá, apenas poderá crer e discernir pelo espírito.
Os paradoxos de toda existência estão anexos aos mistérios da divindade de Deus que jamais se pode entender ou explicar, apenas se crêr no que nos excede todo o entendimento, porque Deus é.

No mais, não sou anti-isso ou anti-aquilo, apenas, mesmo congregando em uma igreja-denominação, sou apenas corpo que congrega com outros; não tenho religião. Tenho Deus em mim e além de mim, que me ajuda a desvendar o meu próprio mistério de ser quem eu sou. Tudo o que eu puder conhecer de Deus, jamais O será por completo, contudo, será o todo dEle que me foi revelado.
Afinal, um Deus que eu pudesse pensar, racionalizar, medir, compreender, entender e explicar, não seria Deus. É por isso que Ele não cabe dentro das religiões, da teologia, das doutrinas e toda sorte de racionalização. É Deus que excede todo o entendimento. Está além de todas as placas de igrejas.
É desse Deus que eu sou.


NEle, que É.
Um Beijão!

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O respeito como fruto do amor.

Durante o golpe de 1969, meu avô era militar.
Pra ele, o que era bom naquela época, que hoje ele diz quase não ver, era o respeito às autoridades. Bastava passear pelas ruas vestindo uma farda e já se impunha respeito.

Eu entendo o porquê de meu avô dizer assim.

Nos nossos dias, dificilmente se verá tanto respeito por alguém que vista uma farda ou qualquer roupa de autoridade qualquer, ainda mais se for política. Mas, talvez, tanto des-respeito seja resultado da própria Ditadura militar.

Naquele período, provavelmente o respeito não vinha pelo serviço de segurança prestado à população. Mas sim como resultado de todo o efeito de repressão, ou seja, medo. Medo de sofrer perseguição, medo de ser morto como alguém que conspirava contra o governo. Medo de abrir a boca e levar um soco que lhe quebrasse os dentes todos.

Entretanto, se a ditadura militar gerou medo nas pessoas, certamente, também gerou revolta, raiva, inconformismo e intolerância. O que explica, de certa forma, todo o des-respeito que é presente hoje. Quem sabe seja isso herança impregnada e desenfreada em nossa geração, pela vivência reprimida de nossos pais e avós, e nos traga repulsa quanto às autoridades, e a todo mundo, pela associação com o mal da injustiça praticada pelos que deveriam prezar pela ordem justa a todo cidadão durante a ditadura militar.

Por isso, a nossa intolerância hoje é tão des-norteada e cheia de injustiça quanto eram as ações dos militares da ditadura. Sim, pois, se os que lutaram contra o militarismo opressor foram tomados por intolerância contra a injustiça, engajados numa luta por direitos, democracia e liberdade, nós somos cheios de intolerância sem senso de justiça e que não enxerga nunca qualquer compromisso de respeito pelo outro. Somos revoltados contra os nossos próprios pais, mas conformados com as besteirices da política suja e com as injustiças sociais.

Por isso, o fruto do respeito pelo medo, nunca será o respeito de verdade, mas sempre o próprio des-respeito sem o medo de des-respeitar pela justiça injusta da geração de intolerância burra e sem propósito.

Diferente de quando o respeito acontece pelo amor. Sim, pois, o amor dá como fruto o respeito que preza sempre pela justiça e verdade e é intolerante com o des-respeito e a própria injustiça, posto que o amor também não toléra tais coisas, mas também não des-respeita.

No amor, toda e qualquer sub-missão acontece pelo respeito conciênte que reconhece no outro um poder de autoridade ou posição a ser respeitada, mesmo quando esse outro não possui qualquer posto a que se lhe atribua poder a lhe render gente submissa.
Sim, o respeito acontece por se ver no outro o direito de respeito mesmo que se não concorde com ele, que não se lhe deva comportamento submisso, ou que se ache nele toda forma de injustiça com os outros. Ainda assim, não se deve des-respeitar.

Ora, acaso a injustiça de alguém já não lhe cai como o seu próprio mal, posto que até mesmo a injustiça gera o fruto justo do respeito falso sem amor e da intolerancia com a injustiça por ele cometida? Assim, não é injusto respeitar alguém em sua injustiça, bem como não é justo o des-respeito onde há justiça. Entretano, respeitar não é sinônimo de tolerancia com o que é injusto, e tampouco de conformidade. Pois, assim como quem des-respeita não é justo, quem tolera a injustiça também é conivente e de igual forma praticante da injustiça.

É por isso que eu entendo o meu avô e o respeito, mesmo sem concordar que naquele tempo existia mais respeito, apenas medo e opressão. É por causa do amor, que é justo e verdadeiro. Pois, à luz da verdade do amor, nem sequer necessidade haveria de existir gente de farda pra que houvesse respeito se, ao contrário, existisse amor, que é só o que pode gerar o fruto do respeito verdadeiro e justo! Nem mesmo seria necessário respeitar as manifestações de injustiça, pois no amor nada existe que não seja justo.

Assim, você pode discordar, achar besteira e injusto tudo o que eu disse aqui. Mas jamais des-respeitar. Se não, o fruto da justiça do amor não estará em você.

Com amor e respeito,
Isa.


(Me desculpem pelas tantas repetições. É qu’eu quis enfatizar. Rs)

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

DoS HoMeNs QuE PodEMoS SeR e Da JustIçA qUe NãO NoS É JuStA

De um lado.

Ensinaram-lhe que deveria fazer como se fosse o próprio.
Assim, enquanto olhava, bem mirado, projetou-se nave.
Desacoplou de seu compartimento-base. Num estouro, explodiu em direção ao alvo.
Percorreu viajante o caminho desimportante, focado, veloz que nem se via.

"Seja a bala" - sussurrava-lhe as vozes do sitema que o domesticou assim.
É pelo bem da população.
"Eu sou a bala" - Concentrava-se em aplicar o que aprendera um dia.

Enfim, terra inimiga a vista: vamos penetrar.
Ao tocar o solo-pele, rasgou-o como se fosse um fino papel. Esfolheou-lhe o couro. Arrancou-lhe o sangue. Perfurou as chapas de cálcio-crânio que protegiam o núcleo-cérebro.

Na mosca.
Aterrissou num metal-placa de portão de casa. Vinho, como as plaquetas escuras do sangue fresco pelo chão.

O dia livre.
Herói pela concepção estranha de justiça e certo.
O Civil salvo.
Missão completa.
Saiu da nave.
O homem-bala.




Do outro lado.

Apreensão. Desnorteado, extravazou no erro.
Se power-transformou em homem-bomba, em terrorísta da sua própria vida.
Ficou tomado pelo diabo da loucura. Inferno em sí mesmo. Desesperou-se agarrado à vítima. Explodiu-lhe a sensatez-Humana. Endoideceu no ser.
Nada se sabe da sua existência. Consideraram em preservar-lhe a vida.
Angustiava-se aguardando o fim. Foi preso. Pelas entranhas de sua alma só, foi pego de surpresa. Esquecido, odiado. Acharam justo a decisão.

Em um vascilo só: Pá! - Sem dó.
Miolos pelo chão. Mil olhos na televisão.
Satisfação de alguns.
Disseram: É menos um!

O Civil salvo.
"Bandido, ladrão, sem-vergonha e folgado" - Assim julgado sem pré-disposição em conhecer-lhe a história.
Maldito dia de surto.
Missão Failed.
Morreu na guerra.
O homem-bomba.




Isso é pra dizer como eu jamais entenderei as soluções desses meus dias.
Todo tiro certeiro deveria ser luto em todo ser humano, por não acharmos solução capaz de preservar as vidas. Ao contrário disso, a gente bate é palma.


Entre bandidos e mocinhos, matar ou morrer, eu fico é com a justiça que não é dos homens.


Maranata!



Isabela Pizani.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Sentido no horário

Eu não sei quanto a vocês, mas, tem vezes que a minha mente voa. E aí, eu deixo ela solta, sobrevoar. E vôo junto, vou viajar.
Não é poema ou poesia. Não sei o que é, mas, é. rs


- > Sentido no horário < -

Tudo é ponteiro.
É por isso que a vida é cheia de quase tempos, quase horas.
Há tempo para todas as coisas e todas as coisas tem o seu tempo.

Ai, quanto tempo de esperar. Quem sabe o próximo ainda não é... ou, quem sabe, é, será!
Percebo os livramentos que me dá o quase tempo.
Escapadas de precipitações, pra não dizer depois, no fim: "quase acertei a hora".

Isso me traz sossego, pois, se não há tempo a perder, porque o tempo é curto, pra que tudo apressar?
Correr o tempo pode me fazer atrasar, perder a hora. E ai, se foi. Como voltar?

Deixa, deixa o tempo passar no seu devido tempo que a hora certa chega e marca o fim de toda espera.
Deixa, deixa que o que é ponteiro um dia se encontra e deixa tudo no lugar.

Há sentido no horário, mesmo quando se gira ao contrário, se tudo é ponteiro.



[Isabela Pizani - 24/09/2009]

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Um CoNtO Do SabEr

Naquela manhã, levantou cedo. No despertar do próprio dia. Arregalou os olhos mal dormidos, avermelhados, insônia companheira. Perambulou o quarto todo, a casa toda, indoidecido de saber. A sua mente estava gróg, com pensamentos embriagados. De tanto tempo que não dormia, já nem sabia se era noite, ou será dia, se tinha hora.

Na cozinha, bebeu um café frio, ruim, que o diabo tinha feito. Lembrou-se da vida, dos dias que antecederam seu declínio na existência. Já tinha feito todas as coisas, foi deus de sí mesmo, no trono do seu ser.

De súbito, sentou-se no chão, encostando-se na parede, ao lado da pia. Coçou a cabeça e indagou, ao berros: “Quem me livrará do corpo desta morte?”

Ele sentia as tripas contorcerem-se dentro de sí, o estômago embrulhar e os dedos dos pés encolherem-se até estralar os ossos. Sangrava sabedoria de morte. Desejou não saber de mais nada, deixar se esvair pelo ralo do universo tudo o que possuía. Flertou com a morte, com o diabo, ao murmurar de sua condição, dizendo: “Deus, você não existe. Se assim não fosse, porque de tanta angústia morro em minh’alma?”

Em um momento, em um inesperado instante, disse-lhe Deus, num sussurrar de sopro pelo vento: “Não há na terra e no universo, maior tolo que você. Tornou-se cético pelo saber, diabo de sí mesmo. Ainda que não se lhe fechem os olhos por toda a eternidade, não poderá me ver se não entregar-me a sua alma. Sou Deus que excede todo o entendimento.”

Ficou pasmo. Asmo. Silenciou-se. Surgiram-lhe os primeiros sinais de conciência sã-nta. Raciocinou: “Miserável homem que sou. Bestifiquei-me pelo saber. Intelecto demoníaco. Tornei-me sábio dentre os homens, doutor de toda ciência, mas leigo na alma, no espírito e conciência. Todo entendimento me foi ocultado. Rastejei-me pra morte, abriguei-me no abismo do falso conhecimento. Correntes do cão. Alimentei-me de loucuras vãs, como os porcos.
Mas, agora, se me abriram os olhos. Misericórdia do Deus qu’eu não cria. Euréca. Mal posso explicar tanto alívio. Libertaram-me as asas. Sou pássaro livre.”

Naquela noite, foi deitar-se cedo. No adormecer do mesmo dia. Fechou os olhos cansados, descamados de toda cegueira, sono profundo de paz. Sonhou com o céu do outro dia, um azul de repousar a cabeça. A sua mente estava leve, pensamentos soltos, sóbrios. De tanto tempo que não vivia, morreu eterno sono de vida. Só sabia que a noite ou o dia não tinham tempo, excediam as horas. Acordou, o café estava fresco. Novo dia. Seguinte de Deus.


Deus é.

Isabela Pizani

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

VeNdE-Se TrAnSFoRmA-aÇãO

Com o termino da 1° guerra mundial, a produção industrial americana aumentou, os produtos eram exportados para os países da Europa e a economia do país se aquecia. Porém, quando os países Europeus começaram a se recuperar dos estragos da guerra, a importação de produtos americanos diminuiu e os Estados Unidos sofreram com um desaquecimento industrial, que resultou na existência de muita mercadoria, mas poucos compradores. O resultado foi a conhecida crise de 1929, a Grande depressão, onde grande parcela da população sofreu com o desemprego e a fome.

Depois da 2° guerra mundial, as coisas pareciam seguir o mesmo rumo. O setor industrial começou a produzir mais do que nunca, de tal forma que, novamente, não haviam compradores que dessem conta de consumir os tantos produtos que se estocavam absurdamente nas fábricas. E foi aí que as coisas começaram a mudar no cenário mercadológico e, conseqüentemente, na sociedade, com as mudanças nas aplicações do Marketing.

Com as transformações advindas da revolução industrial, decorrente das mudanças tecnológicas, e das metamorfoses dentro do cenário mercadológico, incluindo a presente necessidade de vender os produtos que sobravam e esturricavam as prateleiras dos estoques, é que passou a existir, dentro do planejamento e estratégias de Marketing, o processo da troca de maneira mais fortalecida e com novas visões. Com um estoque grande de produtos, era necessário que se conseguisse vender para além dos consumidores que compravam por necessidade, mas, agora, com o desenvolvimento de métodos de persuasão, pretendia-se conseguir vender para quem não necessitava desses produtos. O que explica, em partes, o surgimento do que recebeu o nome de “indústria cultural”.

Foi na década de 20 que surgiu o termo "industria cultural". E foi proposto pelos filósofos e sociólogos Theodor Adorno (1903 - 1969) e Max Horkheimer (1895-1973), ambos alemães, para definir a cultura como produto de mercado, dentro do sistema capitalista. E, talvez, ou certamente, em resposta, mais tarde, iniciou-se na Europa o movimento que ficou conhecido como Pop-arte, que tinha a princípio como razão de existência a crítica, junto à ironia, a todo o esquema de consumismo dentro do sistema capitalista. E logo se ramificou aos Estados Unidos, agregando-se também como forma de expressão dos beatniks, na década de 50 e 60, que manifestavam, principalmente através da literatura, suas insatisfações com o modelo de sociedade materialista da época. Logo em seguida, ainda nos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que a ditadura militar acontecia no Brasil e o movimento feminista ganhava forças em sua 2° fase, explodia a manifestação do movimento hippie, com uma filosofia que defendia a liberdade da vida (muito mais libertinagem), o sexo livre, a harmonia com a natureza, e que deixou como marca muito mais do que a máxima “paz e amor”. Na intenção de protestar, mas sem saber a dimensão que poderia ter e que conseqüências e transformações poderia causar, foi organizado um festival de musica, o maior festival de rock and roll dos últimos tempos, afim de reunir a moçada e explanar pra quem quisesse ver que a filosofia hippie tinha força e que eles não concordavam mesmo com os padrões morais, regras e afins da época. Surgia então, em 1969, a 40 anos atrás, no mesmo ano em que o homem colocou seus pés em solo lunar, o festival de Woodstock .

Woodstock foi, talvez, a expressão máxima do desgosto que aquelas pessoas tinham com o chamado “modelo de vida americano”, onde as pessoas consumiam sem parar, persuadidas pelos apelos publicitários e de propagandas, submetidas ao processo da troca. Porém, até mesmo os movimentos de contra-cultura estão fadados a se transformarem em produto cultural, como já se estudava a algum tempo. Sem imaginar, Woodstock e todas as suas “criações”, hoje, nada mais são do que meros produtos do mercado cultural. E mais, é curioso pensar sobre como o sistema capitalista, em prol da “cultura consumista”, consegue reduzir os grandes movimentos a simples produtos de consumo. Sim, pois, de Woodstock, o que resta hoje além da moda hippie, dos apetrechos de vestimenta e etc? (resumidamente)

É como se de tudo o que foi causado na época, a postura de protesto, a posição contrária, o inconformismo, ideologias e utopias, sonhos e anseios, só o que restasse como digno de lembrança fossem as influências que podem render algum tipo de giro de capital. Como se todo o resto não importasse, afinal, quem é que vai comprar ideologias e utopias inconformadas se é bem mais fácil e barato comprar as saias, camisetas, calças, colares e etc? É como se não quiséssemos nos envolver com as implicancias do movimento e tudo o que ele representou, que impactou e trouxe transformações na sociedade, mas gostássemos de nos vestirmos de hippies. Woodstock é muito mais que produto.

A gente faz parte de uma geração vendida, rendida ao consumismo, ao processo da troca, onde quem tem é que é, que faz o jogo, que representa. Mas, quem é por ter, não é e nem pode ser qualquer coisa além do que tem, posto que definir-se no ser por ter é como ser o nada e querer ser alguma coisa por ser dono do vazio. O que pode representar ter alguma coisa se nada se é além de um ser-nenhum que nada tem?
Em geral, quando tudo é produto, troca e consumo, tudo é existência vendida, todas as chances de transformação são jogadas pelo ralo, vendidas a baixo preço de satisfação pelo imediato sem sacrifício.

Woodstock é só um exemplo que comprova a nossa rendição. Não queremos ir de fato pra guerra, mas gostamos de nos vestir de soldados.

É só uma analogia. Bom mesmo seria se não desistíssemos das utopias, dos sonhos e ideologias surgidas pelo amor que dizemos ser o que é cura pra alma e pro mundo. Que lutássemos pelos nossos ideais que nos fazem ter uma existência mais relevante, inconformada e transformadora, mesmo que o mundo esteja vendido ao esquema de consumo e da futilidade.

Assim, como woodstock, não haverá sistemas ou capitalismo que nos condicionem e resumam à meros produtos de mercados.

Imagine só.



Um Beijão!
Isa.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

O HoMeM Na LuA




O homem pisou na Lua! - Essa é minha nova convicção.

Em 20 de Julho de 1969, espalhava-se pelo mundo as notícias sobre o homem ter chego à lua. Foram divulgadas imagens do pouso do módulo lunar Apólo XI em terras lunares, e transmitidos audios de conversas ao vivo entre os astronautas e o comando terrestre, na NASA. E esse ano é ano de comemoração dos 40 anos da viagem do homem à lua. Em plena guerra fria, os astronautas Neil Armstrong, Mike Collins e Buzz Aldrin , e dentre eles, o mais conhecido, Buzz Audrin, foram os protagonistas do que ficou conhecido como "um pequeno passo para o homem, mas um passo enorme para a humanidade". Palavras ditas por Armstrong.

Em 1969, com as investidas da URSS e EUA na chamada corrida do espaço, após a URSS enviar o 1° satélite pra lá, onde o ´vácuo é o dono de tudo, o pouso na lua foi o que assegurou aos rapazes astronautas um lugar na história. Hoje, o investimento em novas missões destinadas ao satélite natural da terra apontam que em um curto período de tempo novas visitas devem acontecer por lá outra vez: estima-se que em 2020 seja o ano de novas missões enviadas à lua. E vai além. Para 2030 espera-se construir a 1° base lunar.

Mas, há controvérsias. Há um tanto de gente que não crê que o homem chegou lá. E tantas teorias, teses e argumentações estão surgidas sobre o polêmico acontecimento, tido por muito como "Fraude do Século". São fotos com contradições visuais quanto às condições que a atmosfera lunar permitiria. Cosias como, escuridão total em lugares onde a luz solar não atinge por não haver movimentação de moléculas, por exemplo. E vários outros fatores que fazem metade do mundo duvidar.


O homem pisou na lua. - Digo re-afirmando.

Eu não duvido. Não mais.

Há tanta coisa nesse mundo que não me deixa duvidar. E não é coisa pouca, não. E eu não creio por causa das reportagens, argumentos, por causa da Tv ou por alguém ter me contado. É por causa da manifestação das coisas nessa terra. Sério, esse mundo resmunga pra gente sobre os feitos dos homens, sejam bons ou ruins. E, pra mim, muitas das vozes que gritam por aí, me fazem crer que o homem esteve por lá, na lua, rondando o mundo como se fosse parte do satélite natural. Essas vozes e gritos falam sempre com muita sinceridade e verdade. E é tanta força que tem um tom que estrala alto na vida da gente. Um incomodar além do que a conciência pode trazer.

No mundo, há cerca de 800 milhões de pessoas desnutridas, 11 mil crianças que morrem de fome a cada dia. Um terço das crianças dos países em desenvolvimento apresentam atraso no crescimento físico e intelectual, 1,3 bilhão de pessoas no mundo não dispõe de água potável, 40% das mulheres dos países em desenvolvimento são
anêmicas e encontram-se abaixo do peso, uma pessoa a cada sete padece de fome no mundo. São vozes que explanam-se aos bérros.

A Faixa de Gaza permanece em guerra. Os malucos do oriente não sessam de morrer e de matar, a coréia do Norte ainda acredita na loucura das armas nucleares. Em São Paulo a moçada ainda mora nos matagais de tanta droga no sangue. Os cristão continuam achando que Deus é um negociante, que a igreja é um clube, e que Jesus é ponto turistico, só pra tirar foto, como aquele lá do Rio, e que os outros que se danem.

Há tantas outras coisas que não cabem aqui. Coisas mais importantes do que essas que escrevi, que me fazem crêr que o homem pisou na lua. Dessas é que me lembro agora.

E é por causa das maluquices que tem, que o homem vive no mundo da lua, achando que dá pra sair dessa terra como se mais nada existisse, e habitar outro terreno. Olham pra cá e só vêem um jauntamento de massa redondo que brilha no escuro. Bom mesmo seria se de lá, onde a luz não tem refração pra deixar tudo às claras e as cráteras não são fenômenos causados por desabamentos de terra, eles conseguissem ver o mundo como é de verdade, na vida de toda essa gente que mora por aqui, e se importassem com esses desse chão. Investissem toda essa grana pra dar jeito na vida do povo que quando vê a lua no céu, fica com o coração apertado por não saber se vai ve-la de novo.

Pra que a suposta viagem do homem à lua acontecesse, foram gastos aproximadamente 22 bilhões de dólares. Sem contar o que fora investido nesses 40 anos posteriores à viagem de 1969. A quantidade de comida produzida no mundo alimentaria a população mundial inteira sem que fosse necessário racionar a quantidade. E toda a quantia que vira lixo disperdiçado só não tem como destino os outros estômagos porque a fome que eles têm não é moeda de troca, e aí, eles não podem comprar e morrem de fome.

As marcas deixadas nesse mundo deveriam ter mais atenção do que uma pegada nas areias de pó lá da lua.


Se o homem não pisou por lá, o que mais poderia explicar essa existência lunática?


É por isso que creio, mas eu é que não vou comemorar.


Um Beijo!

domingo, 14 de junho de 2009

VocÊ ConSeGue CrêR?





Casa como morada pra quem morreu de frio sob as pontes. Você consegue crer ?

Descanso para os pés dos meninos que tiveram suas pernas arrancadas pela mina terrestre.

Dignidade para a prostituta expulsa da igreja aos berros do sacristão. Você consegue ouvir seus passos ?

As lágrimas são enxugadas da menina-mãe que beirou o caixãozinho do bebê que se foi com a enchente.

As correntes dos mártires se quebrou no pronunciamento dum único Nome.

Abraço para os órfãos que o Holocausto provocou. Reencontro.

Uma fila de aleijados que agora em pé, abandonavam suas muletas. Macas foram empilhadas.

Crianças correndo. Negrinhas, japonesinhas, indiozinhos e loirinhos de mãos dadas. Você vê o vento em seus cabelos ?

Filhos e pais sorriem juntos quando passeiam pelos verdes campos.

Os que dantes, desidratados nos sertões, nos desertos, nas vilas africanas, lavam as mãos no Rio.

Não há desconhecidos. Todos dormem sob as enormes oliveiras sem o medo de qualquer assalto.

Não há um, um que seja o coração que ame pouco. E por se amarem tanto, mistura-se lágrimas com sorrisos.

Não existem mais velhos ou mais novos. Só se sabe que os de cabelos brancos contam belas histórias em volta da mesa na colina.

Há cores. Tudo é colorido. Mas as bandeiras são brancas de paz.

Há trajes. Cada nação se veste como lhe é típica. Alguns brasileirinhos de olhos puxados e rosto pintado não se vestem - eles preferem assim.

Os italianos, com a bagunça típica, festeja ante o Trono.

Os ugandenses dançam juntos, celebram.

Os chineses, um pouco acanhados, sorriem e disfarçam. Suas palmas puxam o grande coral de aplausos!

Há tribos, e cada uma celebra de uma forma. Mas seus barulhos são uniforme, quebrando a barreira física dos sons.

Não há furacões, mas a leve brisa que vem cheirosa, chacoalha os capins-cidreira. Faz cair a folhagem do carvalho.

Não há tempestades, a não ser que se deseje, na hora do sono. Não há sono, a não ser que deseje tirar uma soneca.

Há chuva, onde os meninos correm pelo campo enlamaçado. Não existe gripe nem resfriado. Não existe. Mesmo que deseje.

Seres antes invisíveis são vistos por todos os lados. Alguns grandes e luminosos jogam futebol com as crianças - eles sempre trapaceiam de brincadeira e quando são descobertos, os meninos têm por regra o direito de dar uma volta com eles, e voam.

Há animais. Até os feiosos são amáveis. Os que dante inimagináveis, dão carona aos menores.

Em toda manhã os sabiás, piriquitos, canários e pardais se reúnem na copa das árvores e cantam. Alguns anjos fazem segunda voz.

Os papagaios fazem algumas piadas. Realmente engraçadas, mas o riso da hiena sempre causa mais riso, até que o porco arrote, depois de segundos de silêncio com certa indignação, todos riem até que a barriga dói. Não tem como não sorrir.

Alguns homens, mulheres e crianças andam com coroas que se encaixam perfeitamente na cabeça e realça a beleza dos olhos. Essas coroas, os de cabelos brancos explicam que é para todos aqueles que traziam no rosto as cicatrizes produzidas pelo ódio contra o amor. Mas ninguém sabe o que é ódio, apesar disso, todos entendem.

Há uma porção de coisas que ninguém sabe o que é mas entende o que se diz. Relógios, velórios, dor, tristeza, rejeição, fome, medo, sede, armas, seringas, dogmas, preconceito...

Quem segue o rio, chega num lugar onde há um trono. Mas quem quiser ir sem chegar, pode. A onipresença alcança a todos, mas cada um ocupa o seu lugar. As crianças que geralmente correm pra lá e prá cá, são sempre seduzidas a ficarem perto do trono. Não há tempo e nem relógio, portanto, não há hora pra chegar em casa. Apesar de não ter tempo, tem dia e tem noite. Mas tem pra quem quer. Dá pra escolher o cenário.

Todos são um pelo amor. Há sempre um clima que acende os corações. Há sempre uma paz que excede todo o entendimento. Não os de quem vive lá, mas o entendimento dos que ainda não chegaram.

Há um Homem franzino, de cabelos cacheados e sorriso fácil. Todos, quando vêem suas mãos, as segura e ajoelham com reverência. Depois O abraçam e evitam olhar nos Seus olhos. Os de cabelos brancos dizem que são olhos que mostram o amor por todas as pessoas do mundo. Amor deste tamanho é grande demais prá um só. Mas as crianças olham com facilidade, algumas com olhinhos puxados, parecidas com um menino que existiu antigamente, seu apelido era Down, porque ele tinha olhinhos puxados e sorriso contagiante, olham e até piscam! Os de cabelos brancos dizem que é porque essas crianças são especiais porque dentro de seus olhos cabe todo o amor pelo mundo todo e eles também dizem, em volta da mesa na colina, que quem tem cabelo branco conhece bem o Homem de olhos doces, mas que só as crianças conseguem desvendar os segredos dos olhos de Quem amou a todos.

Ah, e não pode se esquecer da madeira em forma estranha de cruz. Ela está vazia. Todos sabem que lá, o Cordeiro de Deus foi imolado antes da fundação do mundo. Ninguém sabe o que é mundo. Mas todos sabem que já estiveram lá e se emocionam quando de alguma forma se lembram que Aquele que se assenta no trono, amou o mundo de tal maneira que se fez gente num menino que chamou Jesus. Ele estava em Jesus reconciliando consigo o mundo.

Ah, esse é o nome do Homem de olhos doces. E quando se pronuncia até dói o coração por amor. Todos sentem. Mas ninguém sabe o que é dor. Por isso, em unânime eles costumam falar que é um aperto no coração. Do amor que dói de tanto amar e ser amado.

Ah, um segredo. Ninguém sabe explicar o que é amor. Sabem que é o que define o Homem do trono e Seu Filho. Mas só. Eles dizem que amor não se explica ... aperta no coração.



Gito.



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Um texto sobre o céu.
Toda vez que leio, releio e Fico imaginando.
É o Lugar por onde o meu peito chora de saudade.

Fé e PolíTicA

Fé e política

A Palestina, nos dias de Cristo, era alvo do desinteresse romano, jogado às traças, nas mãos dos que usavam o poder religioso. Religiosos, no entanto, eram os 'Senhores' políticos. Ora, se é entregue à eles tal poder, óbvio que era poder político!
Miquéias, séculos antes e contemporâneo do profeta Isaías, descreve com precisão a formação de um sistema monolítico, onde as áreas de poder fazem parte de um mesmo bloco. O príncipe, o sacerdote, o juiz, o poderoso, juntamente, urdem a trama e Miquéias diz, no capítulo 7 de seu livro que as mãos deles estavam sobre o mal e o faziam com diligência.
Já, nos dias de Cristo, esse sistema em blocos, não perdeu força.
João Batista, que anunciou o Cristo, foi condenado à pena de morte por apontar às práticas de infidelidade de Herodes, publicamente. João estava trabalhando no sul da Peréia quando foi preso e levado imediatamente para a prisão da fortaleza de Macaerus, onde foi encarcerado até a sua execução, numa trama familiar, em que deveria ser apresentada a sua cabeça num banquete. João foi considerado uma ameaça à nação e aos líderes. Ele anunciou o Cristo e Cristo desencadeou uma ação transformadora do ser humano em todas as dimensões! Leia comigo o texto de Frei Betto:

Não há nada mais político do que dizer que religião nada tem a ver com política.
Desmond Tutu
Bispo sul-africano e prêmio Nobel da Paz

Na América Latina, não se pode separar fé e política, assim como não seria possível fazê-lo na Palestina do século I. Na terra de Jesus, quem detinha o poder político, detinha também o poder religioso. E vice-versa. Talvez soasse estranho, hoje, a certos ouvidos religiosos introduzir a leitura do Evangelho falando de Clinton e Nelson Mandela, Felipe Gonzaléz e François Mitterand. No entanto, ao introduzir-nos nos relatos da prática de Jesus, Lucas primeiro nos situa no contexto político, informando que "já fazia quinze anos que Tibério era imperador romano. Pôncio Pilatos era governador da Judéia, Herodes governava a Galiléia e seu irmão Felipe, a região da Ituréia e Traconites. Lisânias era governador de Abilene. Anás e Caifás eram os presidentes dos sacerdotes" (3, 1-2).
Foi sob o símbolo da cruz que a colonização ibérica na América Latina promoveu o genocídio de 30 milhões de indígenas e o saque das riquezas naturais. Sob a silenciosa cumplicidade da Igreja católica, mais de 10 milhões de negros foram trazidos da África, como escravos, para o nosso continente. Com a conivência das Igrejas cristãs, instalou-se em nossos países o sistema burguês de dominação capitalista. Portanto, não se trata de vincular fé e política somente quando se refere ao atual processo eleitoral.
O fato de que fé e política estejam sempre vinculados em nossas vidas concretas, como seres sociais que somos - ou animais políticos , na expressão de Aristóteles - não deve constituir uma novidade senão para aqueles que se deixam iludir por uma leitura fundamentalista da Bíblia, que pretende desencarnar o que Deus quis encarnado. A fé é um dom do Pai a nós que vivemos neste mundo. No Céu, nossa fé será vã, pois veremos a Deus face a face. Portanto, a fé é um dom politicamente encarnado, que tem razão de ser nesta conflitividade histórica, na qual somos chamados, pela graça, a distinguir o projeto salvífico de Deus.
Nem mesmo em Jesus é possível ignorar a íntima relação entre fé e política, ainda que, para alguns cristãos, pareça estranho aplicar certas categorias Àquele que nos assegura, por sua ressurreição, a vitória, em última instância, da vida sobre a morte e da justiça sobre a injustiça. Que Jesus tinha fé o sabemos pelos textos que falam dos longos momentos que ele passava em oração (Lucas 4, 16; 5, 16; 6, 12).
Ora, só quem necessita aprofundar sua fé entrega-se ao encontro orante com o Pai. A oração é para a fé o que o adubo é para a terra ou o gesto de carinho para o casal que se ama. O Evangelho nos fala até mesmo das crises de fé de Jesus, como as tentações no deserto (Mateus 4, 1-11; Marcos 1, 12-13; Lucas 4, 1-13) e o abandono que ele sentiu na agonia no horto das oliveiras (Mateus 26, 36-46; Marcos 14, 32-42; Lucas 22, 39-46).
Há quem insista que Jesus se restringiu a comunicar-nos uma mensagem religiosa que nada tem de política ou ideológica. Tal leitura só é possível se reduzimos a exegese bíblica à pescaria de versículos, arrancando os textos de seus contextos. Não é só o texto que revela a Palavra de Deus, mas também o contexto social, político, econômico e ideológico, no qual se desenrola a prática evangelizadora de Jesus. Todos nós, cristãos, somos inelutavelmente discípulos de um prisioneiro político. Mesmo que na consciência de Jesus houvesse apenas motivações religiosas, sua aliança com os oprimidos, seu projeto de vida para todos (João 10, 10), tiveram objetivas implicações políticas. Por isso ele não morreu na cama, mas na cruz, condenado à pena de morte.
Já na introdução de seu evangelho, Marcos mostra como as curas operadas por Jesus - o homem de espírito mau, a sogra de Pedro, os possessos, o leproso, o paralítico, o homem de mão aleijada - desestabilizaram de tal modo o sistema ideológico e os interesses políticos vigentes, que levaram dois partidos inimigos - o dos fariseus e o dos herodianos - a fazerem aliança para conspirar em torno de "planos para matar Jesus" (3, 6). Assim, vê-se que as implicações políticas da ação salvífica de Jesus tornaram-se tão graves e ameaçadoras, que induziram Caifás, em nome do Sinédrio, a expressar que era "melhor que morra apenas um homem pelo povo do que deixar que o país todo seja destruído" (João 11, 50).
E como situar, no contexto da Palestina do século I, a questão ideológica?
Lucas registra que "Jesus crescia tanto no corpo como em sabedoria" (2, 52). Era pois um homem de seu tempo e que, segundo Paulo, "pela sua própria vontade abandonou tudo o que tinha e tomou a natureza de servo e se tornou semelhante ao homem" (Filipenses 2, 7). A divindade de Jesus não transparecia por uma consciência que pudesse emergir completamente de seu contexto cultural e sobrepairar, onisciente, acima do tempo e do espaço. Tal possibilidade adequa-se à imagem grega de deus e não à imagem bíblica. Jesus era Deus encarnado e possuía a mesma natureza do Pai. Ora, para o Novo Testamento, "Deus é amor. Quem vive no amor vive em união com Deus e Deus vive em união com ele" (1 João 4, 16).
Portanto, Jesus era Deus porque amava assim como só Deus ama. E nisto consiste a nossa imagem e semelhança com Deus: é divina a natureza de todo amor de que somos capazes. E o somos como abertura a Deus, que nos habita mais profundamente do que o nosso próprio eu, e nos faz acolher o próximo. No entanto, nossa consciência, como a de Jesus, permanece tributária de nosso lugar social e de nosso tempo histórico. Em Jesus, Deus acolhe preferencialmente os oprimidos, em cujo lugar social se encarna e a partir do qual anuncia a universalidade de sua mensagem de salvação. Não há pois neutralidade. Jesus assume a ótica e o espaço vital dos pobres. Seu ponto de vista é a vista situada a partir de um ponto, o da Promessa que ressoa como bem-aventurança aos que injustamente foram privados da plenitude da vida.
Há também em Jesus um vínculo profundo entre sua fé e a ideologia apocalíptica, que o fez esperar com tanta expectativa a eclosão do Reino de Deus ainda para a sua geração (Marcos 9, 1). Muitos exegetas estão de acordo que a crise maior de Jesus foi constatar que não haveria coincidência entre seu tempo pessoal e seu projeto histórico.
O Reino, que se antecipou em sua vida e ressurreição, exigiria a Igreja como sacramento histórico capaz de anunciá-lo, testemunhá-lo e prepará-lo na acolhida do dom de Deus.
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Sou político, mas não participo da política partidária e nem das politicagens para fazer um nome ou saciar o ego, tampouco, entrego santinhos de meu candidato ao Senado e não me verão como candidato nem a Vereador. Me arrependo profundamente de aos 14 anos ter sido eleito Presidente da Chapa da Escola. Teria feito alguma coisa, se continuasse sem os holofotes que existem para sondar quem carrega atrás do nome, um cargo. Sou, ainda assim, alguém político, com consciência de que fora dela há poucas ações e que é possível fazer política para o bem, fora da Câmara Federal, com ações de amor e de justiça.

Gito.


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Post do Gito, um amigo. Tem um post daqui por lá, no blog dele também.
Nesse lance de compartilhar posts nos blogs a gente vai tentando espalhar o que a gente acredita ser boas idéias.
Passe sempre por lá (www.giito.blogspot.com). Na soma de idéias, as daqui, as suas e as de lá, quem sabe a gente não consegue descobrir mais da vida, simples e cheia do que é bom e faz bem.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

SoBre A EnQuEte "O evangelho e a Falência do Cristianismo"


Enquete:

Você acha que o evangelho sobreviverá à falência do cristianismo?

a) Não. Sem cristianismo não há evangelho.
b) Dependerá da lábia dos líderes cristãos para manter os fiéis na igreja.
c) Sim, pois Jesus está além do cristianismo e o seu evangelho nunca passará.
d) Estou confuso. Faltei à última EBD. (Escola Bíblica Dominical)

Resultado:

a) 0 votos
b) 0 Votos
c) 5 Votos
d) 1 voto



"A falência do cristianismo em forma de religião instituída, certamente, é inegável. Porém, os pequenos cristos, ressurgidos nEle pelo sangue derramado no calvário, e pela ressurreição ao terceiro dia, jamais serão desamparados. Aquele que permanece na videira, é ramo que jamais secará. "

Foi o que eu disse no final do post sobre o tema "A falência do Cristianismo".

Por isso, de fato, não porquê eu disse, mas O evangelho não passará e nem morrerá caso suma da face dessa terra o "Cristianismo-Religião-Instituição". Jesus está além de todas as coisas e dessas coisas. Ele é o próprio evangelho. É verdade, caminho e vida e por Ele é que se conhece o Céu, no céu ou na terra.

A opção "Estou confuso. Faltei à última EBD" era uma opção-crítica. Curiosamente, dentre os votos na enquete, um deles foi nesta opção. Mas, não sei se quem votou entendeu o que eu dizia, implicitamente.
Trata-se de uma referência às crenças que se adquiri após adentrar em uma Igreja. Em geral, são ditas as mesmas coisas em todas as instituições. E assim, quem não explora as escrituras por sí só, crendo que o espírito é o guia maior que o pastor, padre e o sacerdote que for, limita-se ao mundinho dos "ensinamentos" clichês, os chavões-cristãos e assim, tornam-se bitoladamente radical e se mantém à margem do mundo, da sociedade e das pessoas, integrando assim, uma igreja que existe pra ela mesma e que prossegue assassinando almas e acorrentando corações que correm em busca de Deus, mas encontram apenas um enlatado Divino. É o "Evangelho"-Miojo. Com um pouco de água quente e 3 minutos, pronto, pode ser saboreado. Não mata a fome, mas engana por algumas horas.

A analogia com a EBD é só pra dar a idéia de cristãos ensinados, enlatados, formados com aulas, adestrados segundo as doutrinas.
Mas, que fique claro: Não é uma crítica a EBD e sim à a alienação cristã. Aos métodos e moralidades, padrões e afins. É crítica ao "crer porque se ouve" e não porque assim é o evangelho.

O evangelho não precisa de frases feitas ou prontas pra ter efeito nas pessoas, posto que quem convence é Cristo, pelo espírito. Toda pregação ou manifestação do que se diga ser evangelho, se houver manipulação, indução ou coisas assim, forçadas, então, não há espírito e não é evangelho.
Bem como Cristo não está presente em tais coisas, ditas em seu nome, mas que nada tem a ver com Ele.

Portanto, seja Cristo Aquele que nos move e nos convence quanto a todas as coisas.
E é NEle e por Ele que ainda tenho esperança.
Os olhos me foram abertos!