quarta-feira, 9 de junho de 2010
Quando o Sal perde o Sabor
sábado, 24 de abril de 2010
Houve um tempo
Dizia ser um representante de Deus.
Oprimia aos outros homens e lhes cobrava indulgências.
Cortavam-lhes a cabeça. Torravam-nos na fogueira.
O homem se endiabrou, quis ser o deus de outros homens.
Mas, só conseguiu ser diabo.
Houve um tempo em que o homem cansou.
Não aceitou mais ordem nenhuma de nenhum senhor de roupas finas.
Em seu renascimento, iluminou-se nas idéias.
Enfraqueceu o poder do cléro.
Fez-se, então, de sí mesmo, o seu próprio deus.
Amigou-se com o diabo.
Houve um tempo em que os homens de roupas finas
chamaram os outros que se rebelaram, de endiabrados.
Nem perceberam que eles próprios eram diabos.
Estes, desde sempre, atribuíram tudo à Deus
para fugirem da responsabilidade de seus próprios atos.
Fizeram de Deus um diabo.
Houve um tempo em que os homens que se cansaram, pensaram, então, estar livres.
Filosofaram, apedrejaram todas as religiões.
Descreram de tudo e de todos os deuses.
Mais corajosos, assumiram as responsabilidades de seus atos.
Mas, quando a terra tremia, o vento girava, os vulcões cuspiam e os céus desabavam
Impotentes, não sabiam explicar e pensavam: Se esse Deus existe, é certo que é um diabo.
Na verdade, tudo isso ainda há.
Todos fizeram-se deuses de sí mesmo.
Uns, pra sustentar esse reino, fizeram em nome de Deus, sem que Deus, de fato, jamais tivesse assinado embaixo dos feitos.
Outros, pra consquistarem seus reinos livres, fizeram o bem de fugirem desses outros homens, mas, sofreram o mal de confundirem ser Deus esse diabo que é o deus-homem.
E ninguém percebeu Deus de verdade.
Nem mesmo quando a terra tremia, o vento girava, os vulcões cuspiam e os céus desabavam, ninguém se tocou.
Isa.
terça-feira, 16 de março de 2010
Em Síntese
Sobre as religiões:
Eu não creio nas religiões. Ainda que se diga que 'religião' significa 'a busca do homem por 'deus''. Ora, tal significado refere-se à busca por qualquer 'deus' a partir de uma atitude humana, até mesmo ao deus-homem mesmo. Acaso sabe o homem o que buscar? Se soubesse, não haveria apenas uma única religião ou religião nenhum? Quando parte do homem, é falho.
Sobre Deus:
Eu creio em Deus. Sim, Ele eu bem sei que posso buscar, pois, ao contrário das religiões, não parte nunca de mim, mas, dEle. Porque Ele amou primeiro. Isso é o que dá acesso direto, e encaminha a busca da gente pra cruz, longe dos altares humanos. Ele me buscou primeiro. Quando parte de Deus, é redenção perfeita e eterna.
Mas, que fique claro: não faço da minha descrença das religiões uma desculpa para ficar à deriva na vida. Ainda creio que Deus se manifesta na re-uniões das igrejas quando esta se faz no coração dos que congregam, e independem do 'templo'. Melhor é estar à deriva com Deus, onde ele sopra na direção que quiser e a gente, como barquinho à velas, apenas vai e navega.
Sobre o meu ceticismo e a minha fé:
Eu sou cética. Sim, sou cética em meus modos de agir na vida. Descobrí isso com maior eviência em Janeiro, quando fiz uma viagem pra Brasília, pra passar as férias numa ONG, desenvolvendo um trabalho. Durante os dias lá, fiz uma trilha e diagnostiquei ceticismo em mim, muito mais forte do que eu imaginava. Preciso 'ver para crêr'.
Eu tenho fé. Sim, eu sou alguém que crê. Pode parecer um paradoxo, uma contradição, e, de fato, é. A fé é a firme convicção das coisas que se esperam e a certeza das coisas que não se vêem. Assim, a minha fé é para mim um bem, pois, à medida em que creio, eu, que naturalmente sou cética, nego-me a mim mesma. Isso porque a lógica da fé é outra e dá pra gente, que é cético, outra ordem. O paradoxo em ser cético e ter fé faz a gente ficar invertido; Quem precisava 'ver para crêr', vira gente que 'crê para ver'. O que, por incrível que pareça, faz sempre muito mais sentido.
Isa.
quarta-feira, 10 de março de 2010
O Marketing da Fé
Achei curioso e pensei que, talvez, me soaria com algum sentido se eu tivesse problemas com drogas. Mas eu duvido. Se não usei drogas foi porque usa-las me fez muito menos sentido do que a tal afirmação sobre o que é ser radical.
Assim, uso esse episódio como pretexto para perguntar; Por que dizer não às drogas é radical?
Eu não quero ser a maça podre aqui, e nem avacalhar com todo o esforço realizado em pról da tentativa de manter a moçada longe das drogas. Mas, é que não faz o menor sentido mesmo. Seria como eu dizer que um cristão tradicional é aquele que não bate palmas na igreja na hora das canções, caso eu quisesse que ninguém batesse palmas no culto.
O que vejo, é apenas que tudo faz parte de alguma coisa que eu chamarei aqui agora de 'marketing da fé'. Digo isso porque não entendo o que essas estratégias de persuasão, e tantas vezes manipulação mesmo, na caruda, podem produzir de melhor que o simples e puro evangelho não possa.
No evangelho, tudo está tão às claras, tão solto que é justamente por isso que ele vem como Boa Nova, como libertação, que produz bons frutos e transforma as vidas de quem entende e passa a viver o próprio evangelho; sem máscaras, manipulações ou tradicionalismos.
Não é necessário que existam essas coisas. Ora, se Deus é luz, logo, nada está escondido, posto que em nada haja escuridão e possa ser camuflado. Isso é o que faz da vida com Deus um jogo limpo. Mas, essas coisas surgem porque alguém antes também disse que um cristão 'assim', tinha que ser 'assado'.
O problema não é dizer isso, mas a forma como se diz e para que se diz. Isso me faz lembrar de quando Jesus disse aos discípulos que importava que eles amassem uns aos outros e que apenas o amor daria valia a tudo o que viessem a fazer. Não há manipulação, apenas um caminho para a verdade. Jesus não argumenta nada além de que sem amor nada vale. Sim, leia lá em João. Jesus está dizendo que importava apenas que eles amassem e que pelo amor eles seriam conhecidos como seus discípulos, mas ele não diz 'um bom disípulo meu é aquele que ama'. Ele apenas diz que a gente precisa amar e que a consequência disso seria sermos conhecidos, pelos outros, como seus discípulos.
Ele não dá importancia pro título, mas, ilustra o que quer dizer com a idéia de que discípulo é aquele que ama. Ora, Ele diz assim porque não há como ser discípulo sem amor, pois, Deus é amor e quem não ama, não conhece a Deus, porque Deus amou o mundo de tal maneira que...
Então, se quem não ama não é discípulo, acaso, quem usa drogas não é cristão?
Pergunto isso sem fazer apologia a nada. Mas apenas para ilustrar como a lógica ‘cristã’ é diferente da ‘lógica’ de Jesus. Jesus não trabalha com esteriótipos, condições, tipos disso e daquilo. Ele trata sim de problemas existênciais, circunstânciais, sociais e espiriuais, conforme cada pessoa necessite. Em João é possível encontrar todos esses tipos abordados por Jesus. E, em nenhum deles Ele diz ‘gente assim é assado’. Apenas trata tudo como deve ser tratado, sem dar importância excessiva ao que não é necessário. No mais, diz o que é o evangelho e como deve ser a vida. Ora, as coisas do evangelho, que é Jesus, são coisas simples e que produzem o que é bom pra existência do homem. De modo que, tudo é feito na verdade e no amor, porque isso produz vida.
Assim, que argumento pode ser mais poderoso e transformador do que o próprio evangelho puro e simples?
Ah, mas nossas igrejas estão tão cheias de discursos de manipulação, de constrangimento, disso e daquilo, de proibições, de lista de pecados, de punições pra isso e para aquilo. Pra moçada, eles tentam vender um esteriótipo ‘desejável’ afim de ‘proteje-los’ dos perigos do ‘mundo’. Daí o velho discurso sobre ‘ser diferente’, ‘radical’, ‘descolado’, isso e aquilo. Tenho tanta preguiça dessas coisas agora.
Você não pode falar palavrão, mas pode julgar o irmão. Você não pode beber cerveja e não pode um monte de coisas [É claro que, se você possuí tendências para o consumo de bebidas e o que for – quer seja por razões biológicas, genéticas, influência e etc – bom é que você não consuma e nem experimente para não desenfrear em você pulsões de auto-destruição.]
Até chega a parecer que quem ensina tais coisas com tal metodologia não crê que a sobriedade quem dá é a conciência do evangelho e que o espírito é quem convence de todas as coisas. Ora, acaso o que está em mim não é maior do que o que está no mundo? [E quando digo mundo, não entenda como se diz por aí, pois, eu e você também somos do mundo. Alguém aí já conheceu alguém que fosse de outro planeta, galáxia ou dimensão?]
Lembrando que aqui, não estou fazendo nenhuma apologia à nada. Já escreví aqui mesmo nesse blog sobre como creio que tudo nessa vida, mas tudo mesmo, é apenas o que é. Na maioria das vezes, a gente, por causa da impregnação da religião em nós, é que endiabramos tudo, segundo os ‘não podes’ e classificações de coisas ‘do mundo’.
Entretando, digo e reforço; Gente, tratem tudo sempre na verdade, sem manipulação. Não endiabrem a vida, mas também não barateiem a graça. Levem Deus à sério. Não é necessário nenhum Marketing pra manter ninguém em lugar nenhum, quando se trata de Deus. Aos que estão começando agora a caminhada pelo Caminho, digo, coma do evangelho e somente do evangelho, a verdade é só Jesus e o fardo dele é leve. O que estiver fora disso e vier como peso, não provém dEle, pois, a verdade em nada oprime, mas liberta.
Aos que estão no Caminho a mais tempo, instrua os novos somente com a verdade, pois, todos estamos debaixo da graça que nos justifica e dentro de nós há um espírito que nos convence do pecado e nos conduz, diante de todas as coisas que nos são lícitas, por caminhos que convém e edificam.
Creio muito mais que o que faz realmente diferença é ser igual. Na gente, uns com os outros, é a igualdade que faz a maior diferença. Saber que todo mundo é gente do mesmo jeito, vive sob o mesmo sistema, tem as mesmas crises, vive as mesmas questões na juventude, enfrenta as mesmas tentações e até comete os mesmos pecados. Caminhar com quem sofre das mesmas coisas que nós é muito melhor do que caminhar achando que a gente é o problemático.
Foi assim com Jesus. Ele, que era Deus, se encarnou e tornou-se homem, igual a nós. Pra viver as mesmas aflições e dores. Do contrário, o sacrifício na cruz não seria de fato sacrifício e não poderia redimir como redime.
A gente vive melhor a verdade quando entende que a vida tem dessas coisas mesmo, que nenhuma anormalidade há nisso tudo, mas que Deus dá força pra gente enfrentar a vida como ela é e escolher aquilo que é bom e faz bem. O merchandising de Cristo foi feito lá na cruz, onde ele foi vendido como produto, pra vender sua vida afim de comprar a nossa, pagando o preço de nossos pecados. E Ele estava nú. Isso sim é que é radical.
Entenda o que digo. E que Deus te dê o entendimento que vem dEle e está pr'além de mim e de qualquer outro,
Isa.
sábado, 16 de janeiro de 2010
Téo-rias de A-e-teísmo
O iluminismo nunca foi luz pra nada. O comunismo, por ser 'ismo', não foi 'Comum'. O socialismo não foi social. O capitalismo foi apenas CapEtal. Igual ao Cristianismo, que por também ser 'ismo', nunca foi Cristo.
As faculdades não formam ninguém se, antes, a gente não é formado na consciência. Pelo contrário, de-(s)-formam qualquer indivíduo que não saiba onde está, porquê está e quem é. De modo que, assim sendo, de nada lhe servirá diploma algum.
O homem, como centro do universo, ficou marginalizado por toda a eternidade. Esteve no centro apenas alguns umbigos, sempre. Ora, antes mesmo do iluminismo, o homem já existia assim. Ou, acaso, tendo sido estabelecido a igreja como centro do universo, o homem esteve des-centralizado? Não. O que se dizia sobre Deus ser o centro de tudo eram apenas argumentos cheios de absolutismofococentristahumanóide. Ou seja, o homem era o ser absoluto no centro e no foco. Por isso que o que havia estabelecido em um nível antecessor a esta ladainha era de que Deus era a igreja. Logo, Deus sendo a igreja, a igreja era 'Deus' e assim, detentora de todo o poder. Mas Deus jamais teve qualquer ligação com tal maluquice. Ora, Deus sempre soube que a terra era redonda; a igreja não, e queimou gente na fogueira por isso. A igreja como Deus era homem e defendia seus devidos interesses em tudo; políticos, sociais e etecÉteras.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Entre os maços, tragos e cigarros
Desde os seus 12 anos, meu avô é fumante. Me lembro de buscar os maços de cigarro pra ele numa mercearia-bar que fica no mesmo quarteirão da casa dele. “Me vê dois maços de FREE, por favor!” – Era o que eu dizia. O vendedor, amigo da família, bem sabia que não era pra mim, mas pro meu avô, e por isso vendia, mas ficava um tanto quanto na espreita quando tinha mais gente no bar. Haha...vender cigarros para menores é crime, ainda mais se for 1 ou dois maços todos os dias. Rs . Apesar de fumar 2 maços de cigaror por dia, meu avô sempre foi contra o cigarro e deixava bem claro para todos os netos quanto a isso. Se algum de nós aparecesse fumando um dia, iria é levar uma fumada dele, e das bem grandes. Rs “Cigarro é um vício desgraçado!” - ele dizia. Apesar de sempre ver o meu avô “puxar uma chupeta do diabo” (ele chamava assim...rs), nunca nem sequer coloquei um cigarro na boca. Só uma vez quando, na escola, quase todos da classe pintavam algum lápis que, de tão pequeno, já estava ruim pra escrever, com corretivo branco e o filtro com caneta marca texto. Queimavamos a ponta e ficavamos finjindo que fumar. Haha... alguns desses amigos realmente passaram a fumar de verdade. Mas a minha experiência com o trago poi apenas esta. Rs
Depois de um tempo, meu avô passou a usar uma espécie de filtro extra, que servia para amenizar os efeitos do cigarro, mas não sei se o efeito de diminuir os danos das toxinas do cigarro no corpo era realmente eficaz. Porém, meu avô passou a fumar apenas um masso por dia. O outro masso transformou-se em um pacote de balas de canela e muito mais goles de café durante o dia. Apesar disso, meu avô não tem problemas em dormir. Insônia mesmo ele teria se não bebesse um golinho sequer do caldo preto. Haha
Minha avó, mulher boa de Deus, é que não vence de fazer café. Ela mesma eu quase não vejo beber. Mas esse é apenas um dos contrastes entre meu avô e ela. Ele bebe café adoidado e tragou um cigarro a vida inteira. Ela quase nem experimenta do gosto do pó preto durante o dia e nunca fumou na vida. Ele usa os mais diversos palavrões e xingamentos diante de acontecimentos diversos, desde chutar a quina do canto da cama com o dedinho do pé, até uma frechada no trânsito. Ela não fala palavrão algum e quando ouve, rí como se fosse uma piada engraçada e diz: “Óia, que boca suja tem esse homi”. Meu avô gosta de programas e filmes policiais, minha avó gosta de novelas e desenhos infantis. Meu avô, agora na velhice, gosta de papear na praça com os amigos, junto ao carrinho do pipoqueiro. Minha avó é integrante de um grupo que desenvolve trabalho de capelania em hospitais aqui da região. Ela volta às 17h todos os dias. Meu avô sempre se disse ateu e nunca acreditou em nada, nem em Deus e nem em E.T., buda ou coisas assim. Minha avó lê a bíblia todas as manhãs, vai à igreja, frequenta as reuniões de orações (onde sempre leva listas de nomes para orar) e faz parte do ministério de intercessão da igreja.
É curioso. Eles estão prestes a completar 50 anos de casamento. São praticamente 50 anos contrastando nos comportamentos, porém, o casório nunca existiu em falsidade ou pra manter uma boa imagem. Há gente que diz que casais assim compõem o que eles chamam de ‘jugo desigual’. Mas, o amor é que dá valia a todas as coisas, e eu é que não ouso des-validar tal união.
Mas, tal ateísmo do meu avô sempre foi relaionado ao ‘deus’ dos crentes, das religiões, do cristianismo, segundo a experiência dele com esses tais. Mas jamais foi embasado com argumentos anti-qualquer-coisa. O empenho dele na vida nunca foi a maluquice da religião ateísta em provar a não existência de Deus. Ele simplesmente ouviu e viu sobre um deus torto, invejoso, esquizofrenico e tórpe, esteriotipado pela igreja e seus seguidores. ‘Deus’ assim eu também não quero e não creio.
Minha avó, mesmo errante na caminhada, jamais forçou um evangelismo fanático. Apenas sempre disse, pra ele, pros filhos e netos, que a gente precisa de Deus e que bom seria ir à igreja. Ela sabe disso porque é assim com ela. Por isso diz pra nós. Ela é gente certa de Deus, mas que comete erros. Mas pra Deus, importa que a gente seja assim mesmo. O inverso é que é problema.
O meu vô agora não fuma mais. Faz um mês e meio desde que puxou a última ‘chupeta do diabo’. É que ele andou passando mal, foi ao médico e lá, além de ouvir do Dr. mais palavrões do que ele mesmo sempre falou, ouviu que o único jeito de chegar aos 90 era parando de fumar, do contrário, os 70 anos seria muito.
Ele parou. Assim mesmo, de um dia pro outro. Sem remédio nenhum e nem redução gradativa de quantidade de cigarros por dia. Simplesmente parou. Dormiu fumante e acordou ex.
Agora, sai fazer caminhada, notou uma relevante quantia a mais sobrando do salário no fim do mês e a saúde esta melhorando. Ele continua com o café e as balas. Mas, agora diz que se soubesse que parar de fumar era tão bom, teria feito isso antes. Até a comida tem outro gosto. É outro paladar.
Uma das netas disse pra ele esses dias: ‘Ê, vô, parou de fumar, a netaiada senta na sua cadeira na janta. Agora só ta faltando o Sr. ir pra igreja”.
Ele riu um riso sem jeito e disse: “Quem sabe”.
É que com Deus também é assim. Por causa do cigarro da religião, a gente percebe um Deus através da fumaça, sente arder os pulmões, tosse como um cachorro e sai fora dizendo: “Deus assim eu não creio.” É só quando a gente larga mão dos tragos de nicotina religiosa que a gente experimenta Deus com outro gosto, agussa o paladar e diz: “Se eu soubesse que Deus era tão bom, teria crido bem antes.”
Meu avô é já que descobre.
Nele, que de todos os gostos, é quem tem o único sabor capaz de agradar o paladar da alma do espírito...
Um Beijão!
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
SER é muito mais do que ESTAR
Assim como é puramente religioso o pensamento "cristão" de que Deus está nas 'igrejas' (concreto e tijolo) e de que alguém necessita inegavelmente pertencer à uma para estar com Cristo, tão mais ainda é o dos não-frequentadores-de-'igrejas' que simplesmente não querem nada com Jesus e justificam tudo com a velha e manjada desculpa da igreja-física-concreto-e-tijolo ser imperfeita.
Ora, sejam frequentadores ou não, o caso é que, de fato, nenhum entendeu o que realmente diz o evangelho. Sim, pois, o evangelho nada diz a respeito dessas concepções e percepções de igreja. E mais, tudo isso faz parte do conjunto de males do cristianismo, implantado por Constantino, com a única finalidade de obter poder político, lutando em almejo pelo domínio de Roma, e que, após o surgimento da Igreja Católica, e, logo mais, o Vaticano e todo o resto, como religião advinda de Cristo, mas que por Ele jamais foi implantada, são estes também: A religiosidade impregnada em todo mundo; cristãos e não cristão, frequentadores e não frequentadores, praticantes ou não, crentes ou não-crentes, tanto faz.
Sim, pois, notem: Os crentes, com suas doutrinas e visões à luz da religião cristã - mas sem que Cristo tenha criado qualquer religião, portanto, nada tem a ver com isso, sendo, assim, o cristianismo obra humana, e muito mais das maluquices de constantino - dizem ser necessário ESTAR em alguma 'Igreja' e assim se achegar a Deus, ou ainda, por tanto estreitam ainda mais o caminho, dizendo ser alguma denominação e suas doutrinas como sendo o próprio CAMINHO, ou o próprio Jesus, e assim, preocupam-se com apenas condutas externas e reputações morais, religiosas, intelectuais e afins.
De igual modo, e também com a religiosidade impregnada em suas mentes e corações, os que fogem nada fazem de diferente daqueles que eles próprios julgam serem 'religiosos e fanáticos", antes, procedem de igual modo, pois, tão religiosos e fanáticos estão eles que, estando livres do ambiente da religião e da 'igreja', nada de diferente conseguem enxergar, senão a mesma coisa, do mesmo modo. (A religiosidade está impregnada em diversos ambientes. Em culturas, sociedades diversas.)
Jesus é objeto de interpretação, e não redentor e amigo pessoal, cujo acesso a Deus é intermediado apenas por Ele, e somente Ele. Através de tudo, tenta-se olhar pra Jesus, quando, na verdade, é necessário que o processo aconteça ao contrário, invertido, sendo Jesus a chave hermenêutica para toda interpretação de mundo. Sim, é à partir de Jesus que se olha todas as coisas, e não à partir de todas as coisas que se olha pra Jesus. Desse jeito, nada se pode alcançar além de uma espiritualidade e existência míupe, caolha, cega, de olhos arrancados e furados pela visão à partir da religião.
Quem quer Jesus, não quer religião, pois esta nada pode fazer por ninguém, além de contribuir para o agravamento das doenças psicológicas e espirituais de todos os individuos da terra.
Jesus, sendo o caminho, a verdade e a vida, extermina todas as possibilidades de vida procuradas em outro lugar, a menos que se deseje viver a morte. O caminho não é a religião, seja ela qual for. A verdade não é outra senão Cristo e o seu evangelho, e a vida não está em qualquer outro lugar senão no sangue.
Assim, todo aquele que conhece a verdade, é liberto por ela, o próprio Cristo, ainda que a muito andem enganados pelo lobo vestido de pastor. Pois, as suas ovelhas ouvem a voz do BOM PASTOR, e o seguem.
Quem está livre da religiosidade, e anda pelas estradas da vida na lucidez do evangelho, prossegue para o alvo, pois bem sabe que igrejas não são lugares, mas pessoas. Tanto mais sabe, que com Deus não há desculpas, apenas verdades e sinceridade no viver.
Igreja sou eu, é você, e todos quantos, de alguma forma, deixaram-se invadir pelo espírito de Deus, e foram tomados de amor por Jesus e fizeram-se casas, morada de Deus.
Igreja são corações, de carne e sangue. Logo, só o que pode haver de bom em fugir das "igrejas"-templos-construções com as corriqueiras desculpas é não ser um religioso-praticante. do contrário, nenhuma diferença há.
Quem é de fato livre da religiosidade, mas sabe que precisa de Deus e O reconhece como único capaz de oferecer transformação, cura, libertação, verdade, caminho, esperança e vida, sabe que Jesus não habita em nenhum lugar senão em corações, que não há doutrina alguma além daquela que é sã, o evangelho, e que igreja são todos aqueles que se deixaram ser assim, invadidos por Cristo, mesmo quando ficaram desamparados das comunidades cristãs. Gente assim, sabe que antes de tudo, é ovelha do Bom Pastor, que igreja se faz no coração e acontece na congregação dos que estão do mesmo modo.
Sabe também que diante de Deus, que sonda todos os coração, que é QUEM tem todas as coisas muito bem expostas e às claras, importa muito mais SER (igreja) do que ESTAR ('igreja'). Ora, quem ESTÁ, mas não É, de fato, nunca esteve em lugar nenhum senão na re-união dos NÃO-SOMOS. Porém, quem É, é de fato, mesmo que não esteja. Estes sim, estiveram em todos os cantos, sem deixarem de estar na igreja que é única.
A Igreja que É de Cristo não é de tijolos, nem de concreto ou janelas, tampouco é fixa em algum terrano, ao contrário, de igual modo, assim como Ele, os seus também não têm aonde relinar as cabeças.
Que Deus, que é aquEle que É, cujos seus também SÃO, não deixe de SER em você, ainda que você não esteja. Pois Deus, Sendo, está em todos os lugares quando É no nosso coração.
Beijão, pessoar.
Isa.