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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Fé e esquisitices

Eu nunca me encaixei nos estereótipos das menininhas bonitinhas da escola, mas, na adolescência, eu fiquei ainda mais esquisitinha. Culpa da puberdade que, geralmente, piora tudo. A pele ficou mais oleosa, o cabelo uma verdadeira derrota e ainda vieram as espinhas, que não eram grandes, mas eram muitas. Além do mais, eu era magrela, muito mais do que hoje. E, o agravante maior, eu nasci menina, então, todas essas questões são muito mais intensas na auto-estima feminina do que eu imagino que sejam na dos meninos - tirando as exceções. No mais, eu ainda continuo desengonçada como uma adolescente, mas um pouquinho melhor agora, eu acho. rs

O fato é que, assim como a minha esquisitice na adolescência, talvez, nunca antes, a fé tenha andado tão esquisita como em nosso tempo.

sábado, 13 de novembro de 2010

A feira dos milagres.


- A feira dos milagres -

"Não perca, nesta quinta, Explosão de milagres, na Tenda dos Milagres" - Era o que anunciava o carro de som, pela rua.

Coisa mais esquisita de se ouvir! - Pensei, já constatando; coisa mais esquisita se de divulgar.
Milagre, com data, local e hora certa, é milagre certo ?
Eu nunca ví.
O que faz o milagre ser certo?
A hora?
A data?
O lugar?
Ou tudo isso junto?
Ah, vai ver é isso. Todos esses elementos juntos, faz o milagre.
Será que foi alguém que disse que era assim?
Imagine, pode ter sido alguma revelação: "quando esses três elementos estiverem alinhados e unidos, o portal dos milagres se abrirá, e tudo acontecerá" - Dizia o sr. da profecia.

Não sei não.
Tem gente que acredita.

Uma vez, ví num vídeo, um monte de gente ouvindo um pastor/apóstolo/evangelista/bispo/profeta/oquefor dizendo que, quer fosse alguém que precisasse de cura, ou libertação, ou de descarrego, de quebra de macumba, de des-encosto (rs) e por aí vai, precisaria apenas passar pelo corredor dos 5 elementos, que eram: Sal, Azeite, Óleo, Arruda (sim, arruda) e água.
Ah, e quem quisesse mais proteção ainda, poderia comprar o kit e levar pra casa.
Nada melhor não é, mesmo?
Depois do Kit, porque não reforçar a segurança com vassoura atrás da porta, terra nos batentes, alho e crucifixo, banho de salmoura e tantos outros mais.

Ah, não sei não.
Mas, até nisso, tem gente que acredita.

Eu acredito em milagres. Eu acredito na vida, acredito em Jesus.
E acredito que o maior milagre dessas tendas milagreiras da vida, de verdade, é que alguns poucos consiguam sair de dentro delas com sua fé ainda saudável, depois de tanta maluquice.

Naquele que veio e operou em nós o milagre da reconciliação e entendimento, e disse: creiam, mas creiam sem crer em qualquer coisa.

A verdade é só Um,
Isa.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Coitada da árvore do conhecimento...

Coitada da árvore do conhecimento: virou o judas vegetal da queda!

A Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal não era má, só não era para o homem...

Talvez por nada... Talvez apenas porque era assim ou precisasse ser...

Quem sabe?

Eu apenas confio!

Aliás, possivelmente nada houvesse em seu fruto, nenhum alterador de consciência, nenhuma cannabis sativa edemica, nenhum LSD natural, nenhuma cogumelo alucinógeno; enfim..., nada.

Tudo acontecia apenas na mente.

A Árvore, do lado de fora, poderia sem um pé de Tamarindo, como no Livro de Enoque, ou um Jenipapo engelhado, como no quintal/éden de aminha avó.

Tudo acontecia apenas dentro...

A Árvore não era; ela se fazia; ou se faria ou não.

Se ela nunca tivesse sido comida, ela teria sido apenas aquilo que nunca foi por nunca ter sido comido.

Mas como ela foi comida, ela virou todas as árvores do jardim e muito mais; ela se tornou todo o potencial da mente humana sem o teto da obediência ao mandamento do amor de Quem falava.

A Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal teve sua representação simbólica do lado “de fora”, se teve; porém, sua verdadeira manifestação é dentro da mente, no jardim ou desertos de decisões; pois, ela carrega apenas o poder do gosto e da química que decorrem da obediência ou da desobediência.

Entretanto, uma vez comida, ela nasce em nós; ela vira DNA; ela é a gente.

Do lado de fora ela é a teia que nós formamos; para o bem e para o mal; feita de todas as nossas bondades, maldades ou ambigüidades.

Tudo o que Deus criou, Ele criou bom. E a Árvore do Conhecimento não era um ente caído ou amaldiçoado, mas apenas um ente Referente; um ente/portal de escolha; um lugar interior de decisão de amor livre; um lugar de confiança; um singelo berço da fé que obedece por que confia...

Era só isto, pois era tudo isto!

Essa Árvore não aparece na Nova Jerusalém.

Ela é a Árvore de nossas relatividades e ambigüidades. Por isto ela morrerá quando vier o que é Perfeito.

Espero que isto seja útil ao seu discernimento do processo de bem e mal neste mundo.

Esta é a razão de eu escrever tanto acerca desta Árvore. Coitada. A culpa não é dela. Falo da Árvore de nossas obsessões, e que existe hoje dentro de cada um de nós.

Pense nisto!

Caio

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Quando o Sal perde o Sabor


O sal tem que ter mais alegria em dar gosto do que em ser visto

"Vocês são o sal da terra. Mas se o sal perder o seu sabor, como restaurá-lo? Não servirá para nada, exceto para ser jogado fora e pisado pelos homens..."

O que salva o sal é a sua dissolvência, aceitando a sua missão invisível de ser sentido sem ser visto; se não, vira monturo ou estatua de sal.

O sal tem que ter mais alegria em dar gosto do que em ser visto.
O sal tem que saber que seu papel é ser discernido, não preservado.
O sal existe para inexistir...
O sal que é visto, não é sentido; pois o sal que é sentido, não é mais visto, porque se tornou parte do sabor que anima os humanos a comer com prazer.

Caio Fábio

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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Um conto em 144 caracteres

O menino, pqno, corria de braços abertos, pelos corredores do templo, imaginando ser 1 avião."nhóoumm", fazia com a boca, qndo de repente...

Altivo, veio o homem engravatado, com sua religiosa razão, lançando-lhe 1 repreensão: Muleque encapetado, + respeito com a casa do Senhor...

Ele desligou os motores e aterrissou. Confuso, sentou-se num canto pra tentar entender o sentido daquela repreensão...

É q ele aprendeu certa vez, que Deus faz morada nos corações. Então, ele gritou: "Mais respeito comigo, senhor, pq a casa de Deus sou eu."

Deus habita onde há corações de menino, que fazem da vida um vôo livre. Mas jamais morará em corações q se assemelham à templos de concreto.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Deus não existe

Deus não existe! Eu creio nisso!
Ora, Pr'um Deus criador de todas as coisas, até mesmo a existência está debaixo da Sua criação.
Sim. Deus não existe porque a existência é criação dEle, logo, Ele está acima desta, portanto, não existe.
Tal fato existe como uma das maiores provas da limitação da mente humana.
Como compreender a 'existência' de um Deus que está pr'além da própria existência, onde, debaixo dela, todas as coisas existem?
Deus excede todo o entendimento.
D'onde surgiu Deus?
Deus não surgiu, Deus é.
Quem vai explicar tal 'existência'? Nem a própria existência poderia explicar, pois, ela mesma não existe senão como criação daquEle que É, mas que debaixo de existência nenhuma está.
Daí a tal crise da humanidade nas buscas pelas explicações de como surgiu Deus e o universo inteiro.

Ora, o universo surgiu porque Deus criou a existência. O que faz os meios da criação serem pequenos demais para tanto se discutir. O simples fato da existência existir faz com que os elementos necessários para que tudo exista estejam postos, de modo que, onde então, passa-se a existir a possibilidade da vida surgir por sí só, segundo Deus vai soprando e permitindo. Nisso, tanto faz o big bang ou não. Tudo é criação de Deus, uma vez que Ele mesmo criou a existência e todos os modos possíveis pelos quais a vida possa surgir, na liberdade da criação de Deus.

Deus é Verbo que só se conjuga no presente; Ele É. Não há passado, nem futuro, só há eternidade. E essa, não tem começo e nem fim; tudo é um 'Agora pra Sempre'. Ele não está dentro da existência, onde tudo é temporal e se pode medir (apesar de muitas coisas o homem não conseguir nada além de méras especulações).

Pra Deus, a vida é como um gibi de três quadrinhos; em um há o passado, n'outro o presente, e no outro o futuro. Contudo, Deus os enxerga em uma folha só, ao mesmo tempo, de modo em que o tempo pra Ele, não existe. Nada existe pra Deus, porque Ele não está limitado a existência. Porém, tudo existe para Ele, nEle e por Ele, porque são feituras dEle, de modo que, nada pode existir fora dEle e sem Ele.

Esse texto pode parecer um monte de méras repetições ou frases sem nexo.
Mas, o que importa?
Deus é Deus que excede todo o entedimento, porque o entendimento existe, mas Deus, não.
Ele está pr'além da existência.
Ele não surgiu, Ele É.


Isa.


Para uma melhor compreensão dos pontos abordados no texto, de modo subjetivo ou implícito, explore as 'Entre-Linhas': Deus Existe

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Fé navegante

Ai, quem sabe, vai, me diz; com'é que faz viver sem fé?
Se o amor é paz que vem do céu, não crêr, quem vai querer?
É, avisa lá que acreditar não é se acorrentar.
Eu posso ir navegar no mar ou voar num arranha céu.

Mas, se ficar aqui couber no meu sentir
Ah, tão bom seria ver o amanhecer em euforia
E o amor raiar em luz de paz, como sossego vem.
Ver na vida em fé brotar um mar de alegria.

[Isabela Pizani - 26/03/2010]

terça-feira, 16 de março de 2010

Em Síntese

Sobre as religiões:

Eu não creio nas religiões. Ainda que se diga que 'religião' significa 'a busca do homem por 'deus''. Ora, tal significado refere-se à busca por qualquer 'deus' a partir de uma atitude humana, até mesmo ao deus-homem mesmo. Acaso sabe o homem o que buscar? Se soubesse, não haveria apenas uma única religião ou religião nenhum? Quando parte do homem, é falho.

Sobre Deus:

Eu creio em Deus. Sim, Ele eu bem sei que posso buscar, pois, ao contrário das religiões, não parte nunca de mim, mas, dEle. Porque Ele amou primeiro. Isso é o que dá acesso direto, e encaminha a busca da gente pra cruz, longe dos altares humanos. Ele me buscou primeiro. Quando parte de Deus, é redenção perfeita e eterna.

Mas, que fique claro: não faço da minha descrença das religiões uma desculpa para ficar à deriva na vida. Ainda creio que Deus se manifesta na re-uniões das igrejas quando esta se faz no coração dos que congregam, e independem do 'templo'. Melhor é estar à deriva com Deus, onde ele sopra na direção que quiser e a gente, como barquinho à velas, apenas vai e navega.

Sobre o meu ceticismo e a minha fé:

Eu sou cética. Sim, sou cética em meus modos de agir na vida. Descobrí isso com maior eviência em Janeiro, quando fiz uma viagem pra Brasília, pra passar as férias numa ONG, desenvolvendo um trabalho. Durante os dias lá, fiz uma trilha e diagnostiquei ceticismo em mim, muito mais forte do que eu imaginava. Preciso 'ver para crêr'.

Eu tenho fé. Sim, eu sou alguém que crê. Pode parecer um paradoxo, uma contradição, e, de fato, é. A fé é a firme convicção das coisas que se esperam e a certeza das coisas que não se vêem. Assim, a minha fé é para mim um bem, pois, à medida em que creio, eu, que naturalmente sou cética, nego-me a mim mesma. Isso porque a lógica da fé é outra e dá pra gente, que é cético, outra ordem. O paradoxo em ser cético e ter fé faz a gente ficar invertido; Quem precisava 'ver para crêr', vira gente que 'crê para ver'. O que, por incrível que pareça, faz sempre muito mais sentido.

Isa.

quarta-feira, 10 de março de 2010

O Marketing da Fé

Uma vez, na minha adolescencia, me disseram que ser um cristão radical era dizer não às drogas. haha, pode rir. Eu também dei risada.
Achei curioso e pensei que, talvez, me soaria com algum sentido se eu tivesse problemas com drogas. Mas eu duvido. Se não usei drogas foi porque usa-las me fez muito menos sentido do que a tal afirmação sobre o que é ser radical.

Assim, uso esse episódio como pretexto para perguntar; Por que dizer não às drogas é radical?

Eu não quero ser a maça podre aqui, e nem avacalhar com todo o esforço realizado em pról da tentativa de manter a moçada longe das drogas. Mas, é que não faz o menor sentido mesmo. Seria como eu dizer que um cristão tradicional é aquele que não bate palmas na igreja na hora das canções, caso eu quisesse que ninguém batesse palmas no culto.

O que vejo, é apenas que tudo faz parte de alguma coisa que eu chamarei aqui agora de 'marketing da fé'. Digo isso porque não entendo o que essas estratégias de persuasão, e tantas vezes manipulação mesmo, na caruda, podem produzir de melhor que o simples e puro evangelho não possa.
No evangelho, tudo está tão às claras, tão solto que é justamente por isso que ele vem como Boa Nova, como libertação, que produz bons frutos e transforma as vidas de quem entende e passa a viver o próprio evangelho; sem máscaras, manipulações ou tradicionalismos.
Não é necessário que existam essas coisas. Ora, se Deus é luz, logo, nada está escondido, posto que em nada haja escuridão e possa ser camuflado. Isso é o que faz da vida com Deus um jogo limpo. Mas, essas coisas surgem porque alguém antes também disse que um cristão 'assim', tinha que ser 'assado'.

O problema não é dizer isso, mas a forma como se diz e para que se diz. Isso me faz lembrar de quando Jesus disse aos discípulos que importava que eles amassem uns aos outros e que apenas o amor daria valia a tudo o que viessem a fazer. Não há manipulação, apenas um caminho para a verdade. Jesus não argumenta nada além de que sem amor nada vale. Sim, leia lá em João. Jesus está dizendo que importava apenas que eles amassem e que pelo amor eles seriam conhecidos como seus discípulos, mas ele não diz 'um bom disípulo meu é aquele que ama'. Ele apenas diz que a gente precisa amar e que a consequência disso seria sermos conhecidos, pelos outros, como seus discípulos.

Ele não dá importancia pro título, mas, ilustra o que quer dizer com a idéia de que discípulo é aquele que ama. Ora, Ele diz assim porque não há como ser discípulo sem amor, pois, Deus é amor e quem não ama, não conhece a Deus, porque Deus amou o mundo de tal maneira que...

Então, se quem não ama não é discípulo, acaso, quem usa drogas não é cristão?

Pergunto isso sem fazer apologia a nada. Mas apenas para ilustrar como a lógica ‘cristã’ é diferente da ‘lógica’ de Jesus. Jesus não trabalha com esteriótipos, condições, tipos disso e daquilo. Ele trata sim de problemas existênciais, circunstânciais, sociais e espiriuais, conforme cada pessoa necessite. Em João é possível encontrar todos esses tipos abordados por Jesus. E, em nenhum deles Ele diz ‘gente assim é assado’. Apenas trata tudo como deve ser tratado, sem dar importância excessiva ao que não é necessário. No mais, diz o que é o evangelho e como deve ser a vida. Ora, as coisas do evangelho, que é Jesus, são coisas simples e que produzem o que é bom pra existência do homem. De modo que, tudo é feito na verdade e no amor, porque isso produz vida.

Assim, que argumento pode ser mais poderoso e transformador do que o próprio evangelho puro e simples?

Ah, mas nossas igrejas estão tão cheias de discursos de manipulação, de constrangimento, disso e daquilo, de proibições, de lista de pecados, de punições pra isso e para aquilo. Pra moçada, eles tentam vender um esteriótipo ‘desejável’ afim de ‘proteje-los’ dos perigos do ‘mundo’. Daí o velho discurso sobre ‘ser diferente’, ‘radical’, ‘descolado’, isso e aquilo. Tenho tanta preguiça dessas coisas agora.
Você não pode falar palavrão, mas pode julgar o irmão. Você não pode beber cerveja e não pode um monte de coisas [É claro que, se você possuí tendências para o consumo de bebidas e o que for – quer seja por razões biológicas, genéticas, influência e etc – bom é que você não consuma e nem experimente para não desenfrear em você pulsões de auto-destruição.]

Até chega a parecer que quem ensina tais coisas com tal metodologia não crê que a sobriedade quem dá é a conciência do evangelho e que o espírito é quem convence de todas as coisas. Ora, acaso o que está em mim não é maior do que o que está no mundo? [E quando digo mundo, não entenda como se diz por aí, pois, eu e você também somos do mundo. Alguém aí já conheceu alguém que fosse de outro planeta, galáxia ou dimensão?]

Lembrando que aqui, não estou fazendo nenhuma apologia à nada. Já escreví aqui mesmo nesse blog sobre como creio que tudo nessa vida, mas tudo mesmo, é apenas o que é. Na maioria das vezes, a gente, por causa da impregnação da religião em nós, é que endiabramos tudo, segundo os ‘não podes’ e classificações de coisas ‘do mundo’.

Entretando, digo e reforço; Gente, tratem tudo sempre na verdade, sem manipulação. Não endiabrem a vida, mas também não barateiem a graça. Levem Deus à sério. Não é necessário nenhum Marketing pra manter ninguém em lugar nenhum, quando se trata de Deus. Aos que estão começando agora a caminhada pelo Caminho, digo, coma do evangelho e somente do evangelho, a verdade é só Jesus e o fardo dele é leve. O que estiver fora disso e vier como peso, não provém dEle, pois, a verdade em nada oprime, mas liberta.

Aos que estão no Caminho a mais tempo, instrua os novos somente com a verdade, pois, todos estamos debaixo da graça que nos justifica e dentro de nós há um espírito que nos convence do pecado e nos conduz, diante de todas as coisas que nos são lícitas, por caminhos que convém e edificam.

Creio muito mais que o que faz realmente diferença é ser igual. Na gente, uns com os outros, é a igualdade que faz a maior diferença. Saber que todo mundo é gente do mesmo jeito, vive sob o mesmo sistema, tem as mesmas crises, vive as mesmas questões na juventude, enfrenta as mesmas tentações e até comete os mesmos pecados. Caminhar com quem sofre das mesmas coisas que nós é muito melhor do que caminhar achando que a gente é o problemático.

Foi assim com Jesus. Ele, que era Deus, se encarnou e tornou-se homem, igual a nós. Pra viver as mesmas aflições e dores. Do contrário, o sacrifício na cruz não seria de fato sacrifício e não poderia redimir como redime.

A gente vive melhor a verdade quando entende que a vida tem dessas coisas mesmo, que nenhuma anormalidade há nisso tudo, mas que Deus dá força pra gente enfrentar a vida como ela é e escolher aquilo que é bom e faz bem. O merchandising de Cristo foi feito lá na cruz, onde ele foi vendido como produto, pra vender sua vida afim de comprar a nossa, pagando o preço de nossos pecados. E Ele estava nú. Isso sim é que é radical.

Entenda o que digo. E que Deus te dê o entendimento que vem dEle e está pr'além de mim e de qualquer outro,

Isa.