Mostrando postagens com marcador Poetar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poetar. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Os meus re-versos

Críck na imagem para migrar pro lado avesso, o meu inverso, meu eu em marcha ré.


Eu tenho um outro espaço, um outro lado. Ele é recente. Na verdade, ele é antigo. Está dentro de mim o tempo todo, mas, só decidi criar um 'quarto', uma caverna, pr'esses tantos do meu ser, à poucos dias. Ainda está em construção. Mas, tudo bem. Eu também estou sempre assim.
Lá, eu postarei as inversões de mim, daquelas que não cabem aqui.
Caberiam se eu quisesse, mas, prefiro lhes contar em outro canto, um esconderijo mais secreto, pra não perder o sentimento, ou o clima, desse grito intimista, uma abafo da garganta, um manifesto em fundo escuro, mas que, quando externado, vai clareando à céus os dias.
O meu coração, por lá, está exposto de outro modo.

Há muita coisa publicada. A grande maioria, também já publiquei aqui. Mas, lá, haverá mais, que aqui, não escreví.
Visite.

Beijo,

Isa.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Mais açucar pro seu peito?

A angústia é, de certo, um serrote.
Parte ao meio não se sabe ao certo onde. Faz doer cada raspar, até que passe. - Ou não.

O peito, confuso, sangra, perdido como um leigo em ler mapas.
É certo que a angústia também mata. Se dormir passa? - Tem gente que a varre pra baixo do tapete.

A angústia tem um "Bom Dia" estridente.
Ela dóma o peito que não dorme em berço quente. - Como ninar nesse colchão?

Ah, se eles soubessem que pra angústia,
a fé é feito açucar a estancar o sangue.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Fé navegante

Ai, quem sabe, vai, me diz; com'é que faz viver sem fé?
Se o amor é paz que vem do céu, não crêr, quem vai querer?
É, avisa lá que acreditar não é se acorrentar.
Eu posso ir navegar no mar ou voar num arranha céu.

Mas, se ficar aqui couber no meu sentir
Ah, tão bom seria ver o amanhecer em euforia
E o amor raiar em luz de paz, como sossego vem.
Ver na vida em fé brotar um mar de alegria.

[Isabela Pizani - 26/03/2010]

quinta-feira, 25 de março de 2010

Coração de pássaro





Sou um pássaro, meu coração é minhas asas


Quando ele arde, os vôos desnorteiam

E o meu peito toma sopro em outra sorte, em outro vento.



Quando se é pássaro, a vida vira um ninho

O que aqui a gente bota, choca o mundo inteiro

E eles gritam todos: gema, gema, gema.


Que desejar mais tortuoso. Que tanto ódio que se expreme.


Ah, o vôo sangra, se o coração aberto está

De tão sincero o meu sentir, o mundo me dói dentro.


Não tenho cascas, não sou ovo.

Tenho carne e muito sangue. Do meu migrar faço canção.

Eu sou um pássaro, exploro os céus. No coração, asas abertas.




[Isabela Pizani - 26.03.10]


Ao Som de Bill Callahan

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Es-quadrinho Coração.

Eu sou rabisco, um rascunho e pronto.
A ponta de um lápis cor do céu, um ponto.
S'eu risco um lá, me faço clave, a ave e só.
Um dó que é ré em mí só Lá.
Sí eu fá, Sí eu dó. E se torta eu cantar?
Que tanta forma pro viver.
A gente tem é só que ser, voar.
Minha garganta é rouca, a minha voz arranha
Eu tenho o grave de soar, fininho desafinar.
O artista é morto se é solto o não pensar.
Deixa a alma bater, espernear, atiçar as cordas do cordão.
Corre junto ali, n'algum jardim, pra se molhar.
Deslig'éssa televisão de atrofiar.
Um grande irmão não te vigia, nem por um buraquim.
Mas fecha-um-dura o laço, amigo é de se confiar.
Se todo mundo é crítico, por que não vão se criticar?
Deixa vir a arquitetura torta, a pintura branca, o cantar gritando.
Eu ando um dia de inventar, e de amanhã ninar um coração aguento.
Fará chover o céu, com as estrelas e galáxias, unindo versos todos.
Tem tanta gente boa aí. Tem tanta voz num violão. Con-cordas ou não?
Deixa ser sem amarrar. É no borrar que a vida ganha animação.



Uma e seis da madrugada

Quarta-feira, dia Dez de Fevereiro de Dois mil e Dez. Uma e seis da madrugada. As férias acabaram. Hoje, às Sete e Meia da manhã a vida volta a ser dura, sem sossego, sem os sonhos das dez horas da manhã. Eu que gosto tanto do sossego, do desapego do relógio, do entardecer da lua no pré-sol. Eu me alegro um tanto com o dia, com a liberdade da escolha, de fazer o qu'eu quiser. A hora é só a hora que marcar, sem os ponteiros pra acusar que já é hora de dormir. Meus olhos se recusam a gravar os tempos, a saber dos marcos. Meus ouvidos não desejam ouvir os galos, nem despertar na obrigação. Que dor de despertar. Mas nessa vida, quase tudo é obrigação faz tempo. Você tem que isso, você tem que aquilo. E se eu não quero? Eu pago o meu diploma. Ah é, porque ganhar é que não vou. Todos os meses chega um boleto na caixinha do portão. Queria ver se eu é que mandasse. Ia dizer pr'eles pararem cá exploração. Eles estão vendidos, isso, sim. Se eu não quiser, ninguém me compra. Queria durar a noite inteira dessa vida. Ou será a vida inteira dessa noite? Televisão não dá, não. Hoje cedo tudo volta. A vida vira pressa. E passa, como passa. Daqui uns dias eu tô é amanhã. Pr'eu não cansar meu coração, vou convencer meus olhos a fechar que é hora de acordar jajá. Mas eles quase nunca fecham cedo. Teimam em se aventurar em noite a dentro. Madrugam e viram olhos de coelho. Quem vê pode até pensar que é de fumar. Mas eu não fumo. Melhor eu descansar. A vida vai amanhecer de novo como um dia à trabalhar. Saudades dos meus sonhos de sossego. Que sono eu tenho dessas coisas de obrigar.


quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Um Parto Anormal

Uma letra que me surgiu, com uma melodia que se pariu por conta. Quase nem se fez força.

- > Anormal < -

Eu quero a paz no peito sem o desrespeito da televisão.

Eu quero ver direito, só o amor dá jeito em toda imperfeição.

Eu quero a fé e um tanto mais de liberdade, sem ser mornidão.

Eu não vou me acostumar com os teus pecados normais.

Tua libertinagem não é o meu cais.

Eu quero um andar sincero, à luz da verdade, sem lei de obrigação.

Não vou comprar os berros, nem vender discursos de falsa salvação/solução.

Eu quero o amor no peito e a paz que mostra o certo à todo coração.

Eu não vou me render à tudo, nem à loucura de ser mais um

Nesse mundo de anomalia absurda e sem paz.

Eu quero ver direito, sem o desrespeito da televisão.

Eu quero a paz no peito, só o amor dá jeito em toda imperfeição.

Eu quero ver respeito a todos os direitos, reta informação.

Eu só vou entregar meu mundo ao Deus que é dono da cor do amor

Nesses rumos estranhos eu sigo é sendo anormal.

[Isabela Pizani - 08/12/2009]

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

PoEtiSaR [Parte 4]

Talvez um dos primeiros poemas. Feito em uma aula de geografia, durante uma conversa sobre refúgio, ilha de meu próprio quarto, com um amigo de longos anos, chegado.

~> 1/4 [Um Quarto] <~

Meu canto é meu estrado,
e eu o canto no meu canto.
O estado do meu canto
é livre dos seus livros.
Esse canto é livre dos livros do canto,
que em seu canto,
não encontram estrada.

[Diogo Nemésio – Isabela Pizani - (29.11.06)]


Esse é o Blog do Diogo - O Malabares - Lá tem alguns escritos dele. Ele continua escrevendo, mas nem sempre posta por lá.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

PoEtiSaR [Parte 3]

~> Cronomomento <~

Sento, espero o tempo passar.
Já é hora, vai.
Vem depressa, aperta o passo.
Eu largo mão daqui se tiver que esperar demais.

O tempo espera você passar por mim.
E ele pára, de vagar minutos.
Vende a pressa, a pé eu passo a te levar.
Não largo mão de ti. Se o tempo voa, eu quero é mais ficar.

Parei o tempo só pra te ver chegar depressa.
E foi tão lendo o passo, qu'eu me esqueci de acelerar de volta.

(Isabela Pizani - 18/08/2009)

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

PoEtiSaR [Parte 2]

Podem rir, eu também rí. rs
Contudo, eis o que me surgiu:



~> Vegetais <~

Bata. Tá na porta o segredo pra entrar.
Na sala da re-união se tem toda sorte de gente.
Toda face estrangeira. Toda. All-face.
Tempero com sal, pimenta. Azeite que conserva a junção.

No calor do encontro, venha, encha o seu prato.
Não há diferentes, apenas um destinto sabor da diversidade dos seres.
Toma-te, então, coragem para experimentar da junção.
Be - Terra - Ba, é água do mundo inteiro pra você tomar.

Beba a terra de todos os povos; é só o que pode te saciar.
Amor sem validade, sem in-diferença, sem lote ou intoxicação.
Bata. Tá na porta o segredo que te faz enxergar.
Ora, veja os tais.


(Isabela Pizani - 08/10/2009)

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

PoEtiSaR

Eu não sei vocês, mas as vezes me vêm uns versos, e aí, eu me deixo levar. Esse é de uns 2 meses atrás.


-> Aquarela <-

Te fiz papel, um texto, um beijo meu.
Te vi tão raro grão, o sal, areia.

Me fiz maré, um vento, um todo seu.
Me vi tão cheio mar, ao meio, um ar e ia.

Deixa a maré te levar.
Ah, deixa, que amar é te ler, vai.

(Isabela Pizani - 09/08/2009)