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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Sem medo de ser.

Eu confesso. Queria escrever um texto que pudesse servir de pauta pr'alguma discussão, reflexão sobre algum tema, ou uma crítica sobre qualquer outra dessas coisas que é sempre bom que a gente pense, pese, reflita e, na grande maioria das vezes, fuja, corra pra bem longe e não tenha parte com elas.


Mas, não. Preferi não dizer nada sobre coisa alguma agora. Tudo qu'eu escrevo, eu leio e até releio. Os textos sempre precisam fazer mais sentido pra mim primeiro, se não, melhor que eu apague esse blog. Eu não sei porque eu escrevo aqui. Eu não sei porque faço muitas coisas. Apenas faço, e quando vejo, aquilo faz todo sentido do mundo pra mim. De repente, eu escrevo pra você, que também não sabe porque lê aquí, igual a mim, e vai fazendo, vivendo, pra descobrir onde é que você se acha.
Quanto ao me achar, isso eu já sei. Me acho em Deus e essa é uma verdade imutável, mesmo que essa expressão já tenha se tornado tão clichê entre os crentes. É como diz a música "Não há nada novo, frases repetidas, velhas fórmulas reutilizadas. Mas eu não vou me importar em me tornar repetitivo...". Eu não tenho medo de repetir o que já foi dito se isso for sincero e verdadeiro em mim. Mas, não me conformo com as vãs repetições eclesiásticas. Ora, o evangelho é vivo, é novo todos os dias, como é possível que o que se pode tirar dele é sempre a mesma coisa do mesmo jeito?
Mas, eu não vou me prolongar nessa questão. E nem em questão nenhuma aqui. Tampouco vou discutir sobre alguma coisa. Hoje eu deixo as discussões pros intelectuais, pros senhores supremos das teologias, das filosofias, doutores em conhecimento.
Eu? Eu não tenho teologia, mesmo que às vezes as minhas crenças possam se encaixar em algumas delas, mesmo assim, eu não tenho. Não sou ortodoxa, nem da teologia da libertação, nem Neo coisa nenhuma. Eu apenas sou o que sou, e vou sendo. Posso entender todos esses pontos da teologia e suas 'ramificações', mas, não pertenço a elas. E nem preciso. Só quero o evangelho. Até hoje, apenas ele produziu em mim o que é bom. No mais, eu sigo com a paz de Jesus sendo o árbitro no meu coração e vou me guiando segundo a conciência que o espírito me trás.
Eu não sei tudo sobre todas as coisas. Na verdade, o que sei, quase sempre, é sempre nada perto de tudo o que há a respeito. Prova disso é esse blog. Mas, eu não tenho medo de errar, ou de me precipitar. Geralmente, eu sou impulsiva, o que me faz correr um sério risco de frustração. E, talvez, por causa da melancolia, eu sinto as coisas com muita intensidade. O que pode ser bom e ruim, como tudo nessa vida é se vivido sem sabedoria. Porque tudo o que não edifica, faz mal.
O fato é qu'eu não me envergonho de não saber. Tem um monte de gente aí pra quem eu posso perguntar, com quem posso aprender e tudo mais. Esses dias, eu pensei: E se o contrário de certo for só a incerteza? Ou seja, talvez não seja o erro. Talvez, eu só não saiba e ponto. Isso implica em arriscar. E é bem melhor errar do que perder de viver. Ah, a vida é um mistério. Nem mesmo os que se planejam conseguem garantir os resultados. Mesmo que insegura, eu prefiro arriscar um vôo do que temer viver, e morrer no ninho. Nenhum pássaro voa sem bater suas próprias asas.
E qual é o problema em se contradizer? Talvez, eu tenha dito muita coisa que hoje eu não diria. Ou feito muitas delas que hoje eu não faria. A gente muda o tempo todo e algumas coisas vão tomando outro significado, tendo outro sentido. Isso é condenável?
O que a gente precisa saber é que mudar não nos torna mais ou menos de nós mesmos. A gente muda à medida em que vai se encontrando, ou se perdendo. Às vezes, tem gente que vaga perdido a vida inteira, e só no final sofre a mudança que só a verdade é capaz de proporcionar. Mas, no geral, todo mundo muda o tempo todo. Bom mesmo seria que a gente mudasse sempre que descobrisse o mal do estado presente. Mas, sem esquecer que pra acertar, às vezes, o erro vem primeiro e vem mais de uma vez.

É por isso que eu escrevo esse texto, com coragem. Não temo que, com o passar do tempo, eu tenha mudado sobre tudo o qu'eu disse aquí. Hoje, pode ser que você concorde, ou pode ser que não. Daqui um tempo, talvez você tenha mudado de opinião...


Isa.

quarta-feira, 10 de março de 2010

O Marketing da Fé

Uma vez, na minha adolescencia, me disseram que ser um cristão radical era dizer não às drogas. haha, pode rir. Eu também dei risada.
Achei curioso e pensei que, talvez, me soaria com algum sentido se eu tivesse problemas com drogas. Mas eu duvido. Se não usei drogas foi porque usa-las me fez muito menos sentido do que a tal afirmação sobre o que é ser radical.

Assim, uso esse episódio como pretexto para perguntar; Por que dizer não às drogas é radical?

Eu não quero ser a maça podre aqui, e nem avacalhar com todo o esforço realizado em pról da tentativa de manter a moçada longe das drogas. Mas, é que não faz o menor sentido mesmo. Seria como eu dizer que um cristão tradicional é aquele que não bate palmas na igreja na hora das canções, caso eu quisesse que ninguém batesse palmas no culto.

O que vejo, é apenas que tudo faz parte de alguma coisa que eu chamarei aqui agora de 'marketing da fé'. Digo isso porque não entendo o que essas estratégias de persuasão, e tantas vezes manipulação mesmo, na caruda, podem produzir de melhor que o simples e puro evangelho não possa.
No evangelho, tudo está tão às claras, tão solto que é justamente por isso que ele vem como Boa Nova, como libertação, que produz bons frutos e transforma as vidas de quem entende e passa a viver o próprio evangelho; sem máscaras, manipulações ou tradicionalismos.
Não é necessário que existam essas coisas. Ora, se Deus é luz, logo, nada está escondido, posto que em nada haja escuridão e possa ser camuflado. Isso é o que faz da vida com Deus um jogo limpo. Mas, essas coisas surgem porque alguém antes também disse que um cristão 'assim', tinha que ser 'assado'.

O problema não é dizer isso, mas a forma como se diz e para que se diz. Isso me faz lembrar de quando Jesus disse aos discípulos que importava que eles amassem uns aos outros e que apenas o amor daria valia a tudo o que viessem a fazer. Não há manipulação, apenas um caminho para a verdade. Jesus não argumenta nada além de que sem amor nada vale. Sim, leia lá em João. Jesus está dizendo que importava apenas que eles amassem e que pelo amor eles seriam conhecidos como seus discípulos, mas ele não diz 'um bom disípulo meu é aquele que ama'. Ele apenas diz que a gente precisa amar e que a consequência disso seria sermos conhecidos, pelos outros, como seus discípulos.

Ele não dá importancia pro título, mas, ilustra o que quer dizer com a idéia de que discípulo é aquele que ama. Ora, Ele diz assim porque não há como ser discípulo sem amor, pois, Deus é amor e quem não ama, não conhece a Deus, porque Deus amou o mundo de tal maneira que...

Então, se quem não ama não é discípulo, acaso, quem usa drogas não é cristão?

Pergunto isso sem fazer apologia a nada. Mas apenas para ilustrar como a lógica ‘cristã’ é diferente da ‘lógica’ de Jesus. Jesus não trabalha com esteriótipos, condições, tipos disso e daquilo. Ele trata sim de problemas existênciais, circunstânciais, sociais e espiriuais, conforme cada pessoa necessite. Em João é possível encontrar todos esses tipos abordados por Jesus. E, em nenhum deles Ele diz ‘gente assim é assado’. Apenas trata tudo como deve ser tratado, sem dar importância excessiva ao que não é necessário. No mais, diz o que é o evangelho e como deve ser a vida. Ora, as coisas do evangelho, que é Jesus, são coisas simples e que produzem o que é bom pra existência do homem. De modo que, tudo é feito na verdade e no amor, porque isso produz vida.

Assim, que argumento pode ser mais poderoso e transformador do que o próprio evangelho puro e simples?

Ah, mas nossas igrejas estão tão cheias de discursos de manipulação, de constrangimento, disso e daquilo, de proibições, de lista de pecados, de punições pra isso e para aquilo. Pra moçada, eles tentam vender um esteriótipo ‘desejável’ afim de ‘proteje-los’ dos perigos do ‘mundo’. Daí o velho discurso sobre ‘ser diferente’, ‘radical’, ‘descolado’, isso e aquilo. Tenho tanta preguiça dessas coisas agora.
Você não pode falar palavrão, mas pode julgar o irmão. Você não pode beber cerveja e não pode um monte de coisas [É claro que, se você possuí tendências para o consumo de bebidas e o que for – quer seja por razões biológicas, genéticas, influência e etc – bom é que você não consuma e nem experimente para não desenfrear em você pulsões de auto-destruição.]

Até chega a parecer que quem ensina tais coisas com tal metodologia não crê que a sobriedade quem dá é a conciência do evangelho e que o espírito é quem convence de todas as coisas. Ora, acaso o que está em mim não é maior do que o que está no mundo? [E quando digo mundo, não entenda como se diz por aí, pois, eu e você também somos do mundo. Alguém aí já conheceu alguém que fosse de outro planeta, galáxia ou dimensão?]

Lembrando que aqui, não estou fazendo nenhuma apologia à nada. Já escreví aqui mesmo nesse blog sobre como creio que tudo nessa vida, mas tudo mesmo, é apenas o que é. Na maioria das vezes, a gente, por causa da impregnação da religião em nós, é que endiabramos tudo, segundo os ‘não podes’ e classificações de coisas ‘do mundo’.

Entretando, digo e reforço; Gente, tratem tudo sempre na verdade, sem manipulação. Não endiabrem a vida, mas também não barateiem a graça. Levem Deus à sério. Não é necessário nenhum Marketing pra manter ninguém em lugar nenhum, quando se trata de Deus. Aos que estão começando agora a caminhada pelo Caminho, digo, coma do evangelho e somente do evangelho, a verdade é só Jesus e o fardo dele é leve. O que estiver fora disso e vier como peso, não provém dEle, pois, a verdade em nada oprime, mas liberta.

Aos que estão no Caminho a mais tempo, instrua os novos somente com a verdade, pois, todos estamos debaixo da graça que nos justifica e dentro de nós há um espírito que nos convence do pecado e nos conduz, diante de todas as coisas que nos são lícitas, por caminhos que convém e edificam.

Creio muito mais que o que faz realmente diferença é ser igual. Na gente, uns com os outros, é a igualdade que faz a maior diferença. Saber que todo mundo é gente do mesmo jeito, vive sob o mesmo sistema, tem as mesmas crises, vive as mesmas questões na juventude, enfrenta as mesmas tentações e até comete os mesmos pecados. Caminhar com quem sofre das mesmas coisas que nós é muito melhor do que caminhar achando que a gente é o problemático.

Foi assim com Jesus. Ele, que era Deus, se encarnou e tornou-se homem, igual a nós. Pra viver as mesmas aflições e dores. Do contrário, o sacrifício na cruz não seria de fato sacrifício e não poderia redimir como redime.

A gente vive melhor a verdade quando entende que a vida tem dessas coisas mesmo, que nenhuma anormalidade há nisso tudo, mas que Deus dá força pra gente enfrentar a vida como ela é e escolher aquilo que é bom e faz bem. O merchandising de Cristo foi feito lá na cruz, onde ele foi vendido como produto, pra vender sua vida afim de comprar a nossa, pagando o preço de nossos pecados. E Ele estava nú. Isso sim é que é radical.

Entenda o que digo. E que Deus te dê o entendimento que vem dEle e está pr'além de mim e de qualquer outro,

Isa.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Bruxos vestidos de santos torturam anjos: efeitos de uma teologia endiabrada.

Na África, crianças estão sendo acusadas de bruxarias por pastores cristãos picaretas que, por vezes, possuem ligação política ou mesmo o fazem para levantar dinheiro e benefícios para sí próprios, às custas das vidas dos pequeninos, alegando que estão com espírito demoníacos em seus corpos e por isso, são responsáveis pelas desgraças diversas que atingiram suas famílias, argumento que faz com que muitos pais acreditem e sejam coniventes com os rituais de torturas e todo o resto.
São os delírios derivados da teologia da prosperidade e toda a picaretagem dos Cristãos malucos e que nada entendem do que é o evangelho, doentes de alma e espírito e acorrentadores de gente pequenina, caminhantes da estrada empoeirada da vida.
São nessas esquizofrenias do cristianismo que se percebe a ausência do evangelho real e simples de Cristo, pois, o Jesus que têm-se pregado não é Jesus de fato, posto que este, o cordeiro imolado na cruz, jamais foi opressor ou aproveitador de vidas, e nem tampouco o seu evangelho foi escravocata e enganoso, mas, ao contrário, sempre foi libertador e à luz da verdade, cheio de amor.
Essas loucuras estão muito longe de ser o que é de Cristo e o seu Reino de vida. São infernos de uma teologia endiabrada que forma pastores-demônios e faz de pequeninos bruxos. Torna cada homem que dela usufrui para benefício próprio um bruxo de sí mesmo, feiticeiro de suas próprias bruxarias de morte.

Paz, justiça e evagelho real.





http://www.youtube.com/watch?v=miFrfTm-k3g&feature=player_embedded

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

TeLiNhA Da VVTV nO BrÓg

Se você está lendo o BrÓg agora, então, percebeu que tem uma telinha aí no canto superior direito. E talvez, até tenha sido surpreendido com o som surgindo de algum lugar que você nem sabia de onde, até notar que vinha da telinha disponibilizada no BrÓg. rs
A telinha é do canal on line da Vêm e Vê TV, do Caminho da Graça, lá de DF. A programação é muito boa, apesar d’eu não ter idéia dos horários dos programas. Rs...O que sei é que a noite, quase na madrugada, tem sempre o Caio Fábio, ou alguém do caminho, falando pra crentaiada e pra quem quiser ouvir. É sempre com sensates, verdade e conciência. É o que mais consigo assistir, por conta do pouco tempo que me sobra livre e da dificuldade que tenho pra dormir nesses últimos meses. Mas tais períodos de insônia não são lá de todo mal, me rendem sempre oportunidades de reflexão, com uma grande ajuda das reflexões do Caio e do pessoal de lá.
Ah, e mais, se você for cagado como eu, pode ser que em uma dessas suas noites de olhos esbugalhados, passe lá na VVTV o show de uma banda que você goste. Sério, em plena madrugada, certa vez, caguei de começar a passar na VVTV o show do Los Hermanos na Fundição Progresso. Vai ver nem é cagada, mas é que Deus bem sabe que tanto gosto do som desses caras. Rs
Ou em uma tarde, um show da Norah Jones, que é um jazz do bom. Caguei de passar bem na hora em que conseguir ver a VVTV num dia desses, durante a tarde.

Arrisque-se a assistir e a VVTV e transceda os limites da sua concepção do evangelho, caso você tenha se limitado a criar uma concepção baseada nas maluquices feita em nome do evangelho, mas que não o é. Mas, se assim não é com você, arrisque-se mesmo assim. E desfrute do compartilhar, pelo Caminho.


Caso goste do BrÓg, mas não queira ouvir e ver a VVTV, Críque nela que pausa. Ou abaixe o som apenas.
Em todo caso,fica a indicação e o incentivo.

Um Beijão!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

O [an]Elo da Perfeição.

No final dos anos 60, os Beatles se separavam devido às divergências entre Paul McCartney e John Lennon por conta das gravações cruas ou arranjadas de um novo disco. Sem contar a insatisfação de George Harrison em poder compôr apenas 2 músicas por álbum e sua mais nova descoberta: o mundo oriental e suas culturas. Mas até então, eles eram a banda Top do planeta, e quatro pessoas além da 'banda', que influenciavam o mundo todo tanto na moda, com suas roupas e o corte de cabelo típico dos jovens rebeldes de Liverpool quanto nas idéias, pelas letras de músicas, declarações, entrevistas, e também, pelo carisma diante da platéia quanto à bagunça antes dos shows. Mas, com a banda caminhando para o fim, e a crescente 'onda' contra a violência, causada pelo início da guerra do Vietnã, o movimento Hippie dando os primeiros passos, e os ex-beatles John Lennon e principalmente George Harrison, viajando na onda 'Zen', o ocidente viu a proliferação das culturas orientais como nunca antes. E os hippies, batizados pela virtude de paz e de amor, de cores, de drogas, de liberdade; espalharam pelo mundo utopias possíveis para eles: mundo de paz e um mundo de amor, ou senão, as duas coisas num só mundo.
A onda Hippie chegou no Brasil ao mesmo tempo que a ditadura militar. Contribuiu de forma significativa ao movimento musical pelas viagens sonoras dos Mutantes e pela irreverência do Tropicalismo. Mas logo, a censura tomou conta dos festivais, das rádios e dos programas de TV e então, a música brasileira perdeu ouvidos ao mesmo tempo em que ganhou significados, letras preciosas e belos arranjos.
Entre os cristãos também surgiu um movimento conhecido como Jesus People, de contra-cultura norte-americana, que começaram no ano de 1967, a proclamar que suas vidas teriam sido transformadas por uma radical experiência espiritual, e que livres das drogas, anunciariam através de testemunhos de vida, com a vida, e inseridos nos movimentos esquisitos da época, eram loucos por aquilo que aderiam e estes, se tornaram loucos pelo testemunho de vida através de um 'cara', como diziam, gente 'boa' como eles, de paz e de muito amor, chamado Jesus. As conversões à essa nova 'onda' levou milhares ao encontro com um cara gente boa e de muito amor e principalmente ao verdadeiro sentido de 'Paz e amor'. Esse movimento de contra-cultura e suas canções, foi algo extraordinário, um avivamento espiritua.l Muitas grandes congregações e muitos líderes cristãos de todo o mundo, hoje, foram impactados nessa época, através do Jesus People.
Mas, o amor, ficou lá, naquela década.
O Elo de perfeição, ficou apenas com os elo-gios dos que admiram aquela época e com a elo-quência dos que falam sobre ela, com saudade.
Os Elos que ligam o mundo hoje são outros: Superficialidade em tudo, indiferença, arrogância e prepotência dos que falam em Deus e na grande maioria das vezes, falam 'por' Deus, como se pudessem e soubessem o que dizem; o amor ao dinheiro, ao status, aos púlpitos, à moda, aos shopping's, às guerras, à corrupção, à incredulidade ...na verdade, estes são os elos conhecidos como 'algemas'.
Até o Oriente, por sua vez, também passou de práticas de boa respiração, meditação, para outras um tanto mais esquisitas. Bombas e ataques, chacinas, exclusão social e fanatismo. Até o budismo, geralmente visto como pacifista, derramou sangue num conflito contra os hinduístas na ilha de Sri Lanka. A Era que não tem nome e só apelido, Pós-modernidade, tem como paradigma de época, o mercado. O mundo vive na mercê de ter, de comprar e vender. Jesus, passou a ser moeda de troca, nome místico regado de supertição para a aquisição de bênçãos materiais. Missões no mundo se tornou movimento de expansão territorial eclesiástico, não se leva esperança senão regada de denominacionalismos. Os missionários só são ouvidos ao contar tragédias e dificuldades e a igreja só doa algum dinheiro em tempos de Avivamentos missionários patrocinados por algum encontro de Missões, num mês do ano sob forte apelo emocional.
O Elo de Perfeição é na cruz, quando Cristo nos uniu em amor e nos deu vida nesta vida e muita esperança para a Vida na próxima.

Os Beatles afirmaram que eram mais conhecidos que Jesus.
E serão, enquanto as nossas Missões forem desenvolvidas sem o significado de Elo com o Cristo.

Paz e amor da década de 60.
Paz, amor e vida, o Elo, do ano 0, quando uma Era se iniciou com Cristo.
Paz, Confronto do Espírito e Consciência, do ano de 2009.


Gito.

(Esse texto o Gito escreveu para o Boletim da 3° Consulta missionária da IPI Cosmópolis)

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O respeito como fruto do amor.

Durante o golpe de 1969, meu avô era militar.
Pra ele, o que era bom naquela época, que hoje ele diz quase não ver, era o respeito às autoridades. Bastava passear pelas ruas vestindo uma farda e já se impunha respeito.

Eu entendo o porquê de meu avô dizer assim.

Nos nossos dias, dificilmente se verá tanto respeito por alguém que vista uma farda ou qualquer roupa de autoridade qualquer, ainda mais se for política. Mas, talvez, tanto des-respeito seja resultado da própria Ditadura militar.

Naquele período, provavelmente o respeito não vinha pelo serviço de segurança prestado à população. Mas sim como resultado de todo o efeito de repressão, ou seja, medo. Medo de sofrer perseguição, medo de ser morto como alguém que conspirava contra o governo. Medo de abrir a boca e levar um soco que lhe quebrasse os dentes todos.

Entretanto, se a ditadura militar gerou medo nas pessoas, certamente, também gerou revolta, raiva, inconformismo e intolerância. O que explica, de certa forma, todo o des-respeito que é presente hoje. Quem sabe seja isso herança impregnada e desenfreada em nossa geração, pela vivência reprimida de nossos pais e avós, e nos traga repulsa quanto às autoridades, e a todo mundo, pela associação com o mal da injustiça praticada pelos que deveriam prezar pela ordem justa a todo cidadão durante a ditadura militar.

Por isso, a nossa intolerância hoje é tão des-norteada e cheia de injustiça quanto eram as ações dos militares da ditadura. Sim, pois, se os que lutaram contra o militarismo opressor foram tomados por intolerância contra a injustiça, engajados numa luta por direitos, democracia e liberdade, nós somos cheios de intolerância sem senso de justiça e que não enxerga nunca qualquer compromisso de respeito pelo outro. Somos revoltados contra os nossos próprios pais, mas conformados com as besteirices da política suja e com as injustiças sociais.

Por isso, o fruto do respeito pelo medo, nunca será o respeito de verdade, mas sempre o próprio des-respeito sem o medo de des-respeitar pela justiça injusta da geração de intolerância burra e sem propósito.

Diferente de quando o respeito acontece pelo amor. Sim, pois, o amor dá como fruto o respeito que preza sempre pela justiça e verdade e é intolerante com o des-respeito e a própria injustiça, posto que o amor também não toléra tais coisas, mas também não des-respeita.

No amor, toda e qualquer sub-missão acontece pelo respeito conciênte que reconhece no outro um poder de autoridade ou posição a ser respeitada, mesmo quando esse outro não possui qualquer posto a que se lhe atribua poder a lhe render gente submissa.
Sim, o respeito acontece por se ver no outro o direito de respeito mesmo que se não concorde com ele, que não se lhe deva comportamento submisso, ou que se ache nele toda forma de injustiça com os outros. Ainda assim, não se deve des-respeitar.

Ora, acaso a injustiça de alguém já não lhe cai como o seu próprio mal, posto que até mesmo a injustiça gera o fruto justo do respeito falso sem amor e da intolerancia com a injustiça por ele cometida? Assim, não é injusto respeitar alguém em sua injustiça, bem como não é justo o des-respeito onde há justiça. Entretano, respeitar não é sinônimo de tolerancia com o que é injusto, e tampouco de conformidade. Pois, assim como quem des-respeita não é justo, quem tolera a injustiça também é conivente e de igual forma praticante da injustiça.

É por isso que eu entendo o meu avô e o respeito, mesmo sem concordar que naquele tempo existia mais respeito, apenas medo e opressão. É por causa do amor, que é justo e verdadeiro. Pois, à luz da verdade do amor, nem sequer necessidade haveria de existir gente de farda pra que houvesse respeito se, ao contrário, existisse amor, que é só o que pode gerar o fruto do respeito verdadeiro e justo! Nem mesmo seria necessário respeitar as manifestações de injustiça, pois no amor nada existe que não seja justo.

Assim, você pode discordar, achar besteira e injusto tudo o que eu disse aqui. Mas jamais des-respeitar. Se não, o fruto da justiça do amor não estará em você.

Com amor e respeito,
Isa.


(Me desculpem pelas tantas repetições. É qu’eu quis enfatizar. Rs)

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

DoS HoMeNs QuE PodEMoS SeR e Da JustIçA qUe NãO NoS É JuStA

De um lado.

Ensinaram-lhe que deveria fazer como se fosse o próprio.
Assim, enquanto olhava, bem mirado, projetou-se nave.
Desacoplou de seu compartimento-base. Num estouro, explodiu em direção ao alvo.
Percorreu viajante o caminho desimportante, focado, veloz que nem se via.

"Seja a bala" - sussurrava-lhe as vozes do sitema que o domesticou assim.
É pelo bem da população.
"Eu sou a bala" - Concentrava-se em aplicar o que aprendera um dia.

Enfim, terra inimiga a vista: vamos penetrar.
Ao tocar o solo-pele, rasgou-o como se fosse um fino papel. Esfolheou-lhe o couro. Arrancou-lhe o sangue. Perfurou as chapas de cálcio-crânio que protegiam o núcleo-cérebro.

Na mosca.
Aterrissou num metal-placa de portão de casa. Vinho, como as plaquetas escuras do sangue fresco pelo chão.

O dia livre.
Herói pela concepção estranha de justiça e certo.
O Civil salvo.
Missão completa.
Saiu da nave.
O homem-bala.




Do outro lado.

Apreensão. Desnorteado, extravazou no erro.
Se power-transformou em homem-bomba, em terrorísta da sua própria vida.
Ficou tomado pelo diabo da loucura. Inferno em sí mesmo. Desesperou-se agarrado à vítima. Explodiu-lhe a sensatez-Humana. Endoideceu no ser.
Nada se sabe da sua existência. Consideraram em preservar-lhe a vida.
Angustiava-se aguardando o fim. Foi preso. Pelas entranhas de sua alma só, foi pego de surpresa. Esquecido, odiado. Acharam justo a decisão.

Em um vascilo só: Pá! - Sem dó.
Miolos pelo chão. Mil olhos na televisão.
Satisfação de alguns.
Disseram: É menos um!

O Civil salvo.
"Bandido, ladrão, sem-vergonha e folgado" - Assim julgado sem pré-disposição em conhecer-lhe a história.
Maldito dia de surto.
Missão Failed.
Morreu na guerra.
O homem-bomba.




Isso é pra dizer como eu jamais entenderei as soluções desses meus dias.
Todo tiro certeiro deveria ser luto em todo ser humano, por não acharmos solução capaz de preservar as vidas. Ao contrário disso, a gente bate é palma.


Entre bandidos e mocinhos, matar ou morrer, eu fico é com a justiça que não é dos homens.


Maranata!



Isabela Pizani.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

VeNdE-Se TrAnSFoRmA-aÇãO

Com o termino da 1° guerra mundial, a produção industrial americana aumentou, os produtos eram exportados para os países da Europa e a economia do país se aquecia. Porém, quando os países Europeus começaram a se recuperar dos estragos da guerra, a importação de produtos americanos diminuiu e os Estados Unidos sofreram com um desaquecimento industrial, que resultou na existência de muita mercadoria, mas poucos compradores. O resultado foi a conhecida crise de 1929, a Grande depressão, onde grande parcela da população sofreu com o desemprego e a fome.

Depois da 2° guerra mundial, as coisas pareciam seguir o mesmo rumo. O setor industrial começou a produzir mais do que nunca, de tal forma que, novamente, não haviam compradores que dessem conta de consumir os tantos produtos que se estocavam absurdamente nas fábricas. E foi aí que as coisas começaram a mudar no cenário mercadológico e, conseqüentemente, na sociedade, com as mudanças nas aplicações do Marketing.

Com as transformações advindas da revolução industrial, decorrente das mudanças tecnológicas, e das metamorfoses dentro do cenário mercadológico, incluindo a presente necessidade de vender os produtos que sobravam e esturricavam as prateleiras dos estoques, é que passou a existir, dentro do planejamento e estratégias de Marketing, o processo da troca de maneira mais fortalecida e com novas visões. Com um estoque grande de produtos, era necessário que se conseguisse vender para além dos consumidores que compravam por necessidade, mas, agora, com o desenvolvimento de métodos de persuasão, pretendia-se conseguir vender para quem não necessitava desses produtos. O que explica, em partes, o surgimento do que recebeu o nome de “indústria cultural”.

Foi na década de 20 que surgiu o termo "industria cultural". E foi proposto pelos filósofos e sociólogos Theodor Adorno (1903 - 1969) e Max Horkheimer (1895-1973), ambos alemães, para definir a cultura como produto de mercado, dentro do sistema capitalista. E, talvez, ou certamente, em resposta, mais tarde, iniciou-se na Europa o movimento que ficou conhecido como Pop-arte, que tinha a princípio como razão de existência a crítica, junto à ironia, a todo o esquema de consumismo dentro do sistema capitalista. E logo se ramificou aos Estados Unidos, agregando-se também como forma de expressão dos beatniks, na década de 50 e 60, que manifestavam, principalmente através da literatura, suas insatisfações com o modelo de sociedade materialista da época. Logo em seguida, ainda nos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que a ditadura militar acontecia no Brasil e o movimento feminista ganhava forças em sua 2° fase, explodia a manifestação do movimento hippie, com uma filosofia que defendia a liberdade da vida (muito mais libertinagem), o sexo livre, a harmonia com a natureza, e que deixou como marca muito mais do que a máxima “paz e amor”. Na intenção de protestar, mas sem saber a dimensão que poderia ter e que conseqüências e transformações poderia causar, foi organizado um festival de musica, o maior festival de rock and roll dos últimos tempos, afim de reunir a moçada e explanar pra quem quisesse ver que a filosofia hippie tinha força e que eles não concordavam mesmo com os padrões morais, regras e afins da época. Surgia então, em 1969, a 40 anos atrás, no mesmo ano em que o homem colocou seus pés em solo lunar, o festival de Woodstock .

Woodstock foi, talvez, a expressão máxima do desgosto que aquelas pessoas tinham com o chamado “modelo de vida americano”, onde as pessoas consumiam sem parar, persuadidas pelos apelos publicitários e de propagandas, submetidas ao processo da troca. Porém, até mesmo os movimentos de contra-cultura estão fadados a se transformarem em produto cultural, como já se estudava a algum tempo. Sem imaginar, Woodstock e todas as suas “criações”, hoje, nada mais são do que meros produtos do mercado cultural. E mais, é curioso pensar sobre como o sistema capitalista, em prol da “cultura consumista”, consegue reduzir os grandes movimentos a simples produtos de consumo. Sim, pois, de Woodstock, o que resta hoje além da moda hippie, dos apetrechos de vestimenta e etc? (resumidamente)

É como se de tudo o que foi causado na época, a postura de protesto, a posição contrária, o inconformismo, ideologias e utopias, sonhos e anseios, só o que restasse como digno de lembrança fossem as influências que podem render algum tipo de giro de capital. Como se todo o resto não importasse, afinal, quem é que vai comprar ideologias e utopias inconformadas se é bem mais fácil e barato comprar as saias, camisetas, calças, colares e etc? É como se não quiséssemos nos envolver com as implicancias do movimento e tudo o que ele representou, que impactou e trouxe transformações na sociedade, mas gostássemos de nos vestirmos de hippies. Woodstock é muito mais que produto.

A gente faz parte de uma geração vendida, rendida ao consumismo, ao processo da troca, onde quem tem é que é, que faz o jogo, que representa. Mas, quem é por ter, não é e nem pode ser qualquer coisa além do que tem, posto que definir-se no ser por ter é como ser o nada e querer ser alguma coisa por ser dono do vazio. O que pode representar ter alguma coisa se nada se é além de um ser-nenhum que nada tem?
Em geral, quando tudo é produto, troca e consumo, tudo é existência vendida, todas as chances de transformação são jogadas pelo ralo, vendidas a baixo preço de satisfação pelo imediato sem sacrifício.

Woodstock é só um exemplo que comprova a nossa rendição. Não queremos ir de fato pra guerra, mas gostamos de nos vestir de soldados.

É só uma analogia. Bom mesmo seria se não desistíssemos das utopias, dos sonhos e ideologias surgidas pelo amor que dizemos ser o que é cura pra alma e pro mundo. Que lutássemos pelos nossos ideais que nos fazem ter uma existência mais relevante, inconformada e transformadora, mesmo que o mundo esteja vendido ao esquema de consumo e da futilidade.

Assim, como woodstock, não haverá sistemas ou capitalismo que nos condicionem e resumam à meros produtos de mercados.

Imagine só.



Um Beijão!
Isa.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

O HoMeM Na LuA




O homem pisou na Lua! - Essa é minha nova convicção.

Em 20 de Julho de 1969, espalhava-se pelo mundo as notícias sobre o homem ter chego à lua. Foram divulgadas imagens do pouso do módulo lunar Apólo XI em terras lunares, e transmitidos audios de conversas ao vivo entre os astronautas e o comando terrestre, na NASA. E esse ano é ano de comemoração dos 40 anos da viagem do homem à lua. Em plena guerra fria, os astronautas Neil Armstrong, Mike Collins e Buzz Aldrin , e dentre eles, o mais conhecido, Buzz Audrin, foram os protagonistas do que ficou conhecido como "um pequeno passo para o homem, mas um passo enorme para a humanidade". Palavras ditas por Armstrong.

Em 1969, com as investidas da URSS e EUA na chamada corrida do espaço, após a URSS enviar o 1° satélite pra lá, onde o ´vácuo é o dono de tudo, o pouso na lua foi o que assegurou aos rapazes astronautas um lugar na história. Hoje, o investimento em novas missões destinadas ao satélite natural da terra apontam que em um curto período de tempo novas visitas devem acontecer por lá outra vez: estima-se que em 2020 seja o ano de novas missões enviadas à lua. E vai além. Para 2030 espera-se construir a 1° base lunar.

Mas, há controvérsias. Há um tanto de gente que não crê que o homem chegou lá. E tantas teorias, teses e argumentações estão surgidas sobre o polêmico acontecimento, tido por muito como "Fraude do Século". São fotos com contradições visuais quanto às condições que a atmosfera lunar permitiria. Cosias como, escuridão total em lugares onde a luz solar não atinge por não haver movimentação de moléculas, por exemplo. E vários outros fatores que fazem metade do mundo duvidar.


O homem pisou na lua. - Digo re-afirmando.

Eu não duvido. Não mais.

Há tanta coisa nesse mundo que não me deixa duvidar. E não é coisa pouca, não. E eu não creio por causa das reportagens, argumentos, por causa da Tv ou por alguém ter me contado. É por causa da manifestação das coisas nessa terra. Sério, esse mundo resmunga pra gente sobre os feitos dos homens, sejam bons ou ruins. E, pra mim, muitas das vozes que gritam por aí, me fazem crer que o homem esteve por lá, na lua, rondando o mundo como se fosse parte do satélite natural. Essas vozes e gritos falam sempre com muita sinceridade e verdade. E é tanta força que tem um tom que estrala alto na vida da gente. Um incomodar além do que a conciência pode trazer.

No mundo, há cerca de 800 milhões de pessoas desnutridas, 11 mil crianças que morrem de fome a cada dia. Um terço das crianças dos países em desenvolvimento apresentam atraso no crescimento físico e intelectual, 1,3 bilhão de pessoas no mundo não dispõe de água potável, 40% das mulheres dos países em desenvolvimento são
anêmicas e encontram-se abaixo do peso, uma pessoa a cada sete padece de fome no mundo. São vozes que explanam-se aos bérros.

A Faixa de Gaza permanece em guerra. Os malucos do oriente não sessam de morrer e de matar, a coréia do Norte ainda acredita na loucura das armas nucleares. Em São Paulo a moçada ainda mora nos matagais de tanta droga no sangue. Os cristão continuam achando que Deus é um negociante, que a igreja é um clube, e que Jesus é ponto turistico, só pra tirar foto, como aquele lá do Rio, e que os outros que se danem.

Há tantas outras coisas que não cabem aqui. Coisas mais importantes do que essas que escrevi, que me fazem crêr que o homem pisou na lua. Dessas é que me lembro agora.

E é por causa das maluquices que tem, que o homem vive no mundo da lua, achando que dá pra sair dessa terra como se mais nada existisse, e habitar outro terreno. Olham pra cá e só vêem um jauntamento de massa redondo que brilha no escuro. Bom mesmo seria se de lá, onde a luz não tem refração pra deixar tudo às claras e as cráteras não são fenômenos causados por desabamentos de terra, eles conseguissem ver o mundo como é de verdade, na vida de toda essa gente que mora por aqui, e se importassem com esses desse chão. Investissem toda essa grana pra dar jeito na vida do povo que quando vê a lua no céu, fica com o coração apertado por não saber se vai ve-la de novo.

Pra que a suposta viagem do homem à lua acontecesse, foram gastos aproximadamente 22 bilhões de dólares. Sem contar o que fora investido nesses 40 anos posteriores à viagem de 1969. A quantidade de comida produzida no mundo alimentaria a população mundial inteira sem que fosse necessário racionar a quantidade. E toda a quantia que vira lixo disperdiçado só não tem como destino os outros estômagos porque a fome que eles têm não é moeda de troca, e aí, eles não podem comprar e morrem de fome.

As marcas deixadas nesse mundo deveriam ter mais atenção do que uma pegada nas areias de pó lá da lua.


Se o homem não pisou por lá, o que mais poderia explicar essa existência lunática?


É por isso que creio, mas eu é que não vou comemorar.


Um Beijo!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

MúSiCa Em MiM!




Lembro-me de quando, ainda criança, pedi, sem muita certeza, um teclado como presente, se não me engano de aniversário, aos meus pais. Perto do dia, fomos a uma loja escolher tal incerto e desejado objeto. Compramos um teclado "made in china", com botões coloridos e efeitos de bateria (bumbo, caixa, pratos). Não me lembro de passar muito tempo me entretendo com ele e logo, este fora abandonado e guardado em cima do guarda roupa. Local onde todos os objetos inutilizados vão parar para se fartarem de poeira e traças. Antes deste, lembro-me também de ter tido um pianinho com desenhos e uma guitarra cujos botões emitiam sons de animais.

O fato é que, até então, o meu interesse por música ainda andava adormecido, porém, já se manifestava. Tanto que, durante toda minha infância, fiz dupla sertaneja com um primo meu. Cantávamos sempre que podíamos e surgiam oportunidades. Nas festas, segundo nossas mães, pediamos para nos "apresentar". Sim, e com direito a vestimenta a caráter. Interpretávamos grandes sucessos de Chitãozinho e Xororó, Zézé Di Camargo e Luciano e Leandro e Leonardo. Ah, quão saudosa cantoria fazíamos por onde passávamos. E graças à Deus, essa fase passou. rs

Mas, o curioso interesse por musica permaneceu e, um dia, encasquetei que iria aprender violão. Longas tardes de sono eram descartadas e trocadas por longas tardes de treino. Sim, eu treinava duro, tanto que meus dedos quase caíam, juntamente com os ouvidos dos meus ouvintes da época. Mas não me deixei abater e nem desanimar.Permaneci e, sem entender, até hoje, nada de musica, fui melhorando e logo saiam os primeiros acordes limpos, sem dedos enroscando em outras cordas. Apesar de não saber quase nada até hoje, e com muita dificuldade em dedilhar as canções das quais muito gosto, não dispenso um violão por nada nesse mundo. Passaria horas a fio dedilhando as poucas notas que sei e inventando melodias com "nanana" pra compor a melodia da letra.

O engraçado disso tudo é que não há na família quem tenha igual interesse, pelo menos não nessa geração de familiares, pela música. Há algum tio e bisavô que ousava, como eu, tirar som de algum instrumento.

Música é uma das coisas que mais me emocionam nessa vida. Sim, e como. E não me refiro a melodias com histórias tristes. Mas as notas em sí me fazem sentir sentimentos que não consigo descrever. E, sem exceção, fazem meu coração palpitar pelo simples ecoar de algumas notas.

Os meus artistas preferidos, geralmente são gente que também se emociona, mesmo que sem lágrimas, quando tocam e cantam. Ah, eu me emociono, secretamente, quando os ouço tocar. Quem me conhece bem sabe que pra mim não há nada que se compare com Los Hermanos, Marcelo Camelo, João Alexandre e agora, desde um tempo pra cá em que descobri e ouvi, Jorge Camargo. Ah sim, eles e muitos outros são gente que toca minha alma quanto tocam.

Isso porque sinto que cantam o que sentem. Sim, que canção pode ter mais verdade do que aquela que a gente canta com o coração?

Acredito muito nas canções que surgem por surgirem nos sentimentos do que nas que chegam pela necessidade de suprir o estoque de músicas como produto a ser vendido no mercado. Sim, pois, se música for méro produto, nada será além disso. E mais, que sentido existirá nela feita assim? A música como expressão do que a gente é e sente é que é arte, verdade, vida. Se assim não for, nada é. Ela precisa vir de dentro, transcendendo a alma. É só assim que ela toca a alma de outros: quando surgem da alma da gente.

Quem compõe a vida com canções vindas do coração, pouco se interessa em vender qualquer coisa quando transforma seus sentimentos em música. Bem como quem ouve, pouco se preocupa em comprar. É muito mais um compartilhar de histórias, de vidas. É o pedaço de quem faz, dado a quem ouve.

Por isso, como quando eu era menina, cantarei as canções da alma nas apresentações da vida, pra que jamais empoeirem em mim os sentimentos de verdade expressos em notas no dedilhar da minha história.

Compõem-se a melodia...

Um Beijo!

terça-feira, 14 de julho de 2009

CaSTaS NaRiNas




A boca fala do que o nariz está cheio.
Sim, pois, pelo nariz, o mundo entra na gente, e nos entope.
Mas não, prefiro ficar sem fôlego, do que explodir de respirar o mundo.

Por isso, me refugio no choro.
Ah, sim, pois é no choro que o nariz escorre,
lançando pra fora da gente os infernos do mundo.

Que todos, juntos, justos, chorem comigo.
Reguemos o chão dessa terra
com vida de dentro pra fora.
Como, desde o princípio, haveria de ser.

E que seja sal toda lágrima que jorrar em sangue, pela vida.
Afim de temperar o mundo e as histórias sem-tempero.
Óh, enfim, livres e castas narinas de nossas almas.


Nele, que de fôlego de vida nos encheu as narinas, e que, do mundo, tudo respirou por nós, afim de nos desintupir para o amor e eternidade...

terça-feira, 16 de junho de 2009

ÁciDO, PoDer e MiúDoS



Enquanto toda a ânsia pelo poder for apenas para garantir que ninguém mais possa nada, além de você mesmo, então, nada do que for feito, de fato, valerá. Sim, pois, quem, desejando fazer pelo outro, não deixa-se de lado e usa do poder que possui para realizar o qu'é bom? A verdade é que não há quem queira que, podendo, não faça. Bem como há quem, muito querendo, faz, mesmo sem muito poder. E não importa se alguém o verá.

Mas digo logo, o que se precisa não é de boa administração do poder, mas sim de amor, que tudo pode e transforma.
Sim, o amor é, de tudo, o que mais se pode achar de poderoso nesse universo.
Nada do que se faça está ligado ao que se é, se não houver amor. As palavras, sem amor, são como folhas ao vento que significam qualquer coisa e não tem significado nenhum. As canções tornam-se ruídos como de giz em lousa, unhas no isopor.
Arrepiam os ouvidos. Inflamam o coração de feridas.

Que ensinem o amor, que tem o poder da transforma-ação.

Que proveito há no fazer que não se faz se não pela auto-boa-imagem ?
De que valerá todo poder no viver se a alma desfalece de morte e amor?

De toda sorte, é gente comendo gente, engolindo vidas, mastigando sonhos e vomitando indiferença. Enquanto a nossa vivência for lançada à órbita de nosso próprio umbigo, nada valerá e seremos cheios do vazio do espaço-tempo, vagos até mesmo nos pensamentos, vivendo pelo vácuo, sem o movimento da vida.
Corre o relógio, tudo envelheceu, inclusive a alma.

É certo que, enquanto vivermos assim, acabaremos engolidos pelo nosso próprio estômago.

domingo, 14 de junho de 2009

Fé e PolíTicA

Fé e política

A Palestina, nos dias de Cristo, era alvo do desinteresse romano, jogado às traças, nas mãos dos que usavam o poder religioso. Religiosos, no entanto, eram os 'Senhores' políticos. Ora, se é entregue à eles tal poder, óbvio que era poder político!
Miquéias, séculos antes e contemporâneo do profeta Isaías, descreve com precisão a formação de um sistema monolítico, onde as áreas de poder fazem parte de um mesmo bloco. O príncipe, o sacerdote, o juiz, o poderoso, juntamente, urdem a trama e Miquéias diz, no capítulo 7 de seu livro que as mãos deles estavam sobre o mal e o faziam com diligência.
Já, nos dias de Cristo, esse sistema em blocos, não perdeu força.
João Batista, que anunciou o Cristo, foi condenado à pena de morte por apontar às práticas de infidelidade de Herodes, publicamente. João estava trabalhando no sul da Peréia quando foi preso e levado imediatamente para a prisão da fortaleza de Macaerus, onde foi encarcerado até a sua execução, numa trama familiar, em que deveria ser apresentada a sua cabeça num banquete. João foi considerado uma ameaça à nação e aos líderes. Ele anunciou o Cristo e Cristo desencadeou uma ação transformadora do ser humano em todas as dimensões! Leia comigo o texto de Frei Betto:

Não há nada mais político do que dizer que religião nada tem a ver com política.
Desmond Tutu
Bispo sul-africano e prêmio Nobel da Paz

Na América Latina, não se pode separar fé e política, assim como não seria possível fazê-lo na Palestina do século I. Na terra de Jesus, quem detinha o poder político, detinha também o poder religioso. E vice-versa. Talvez soasse estranho, hoje, a certos ouvidos religiosos introduzir a leitura do Evangelho falando de Clinton e Nelson Mandela, Felipe Gonzaléz e François Mitterand. No entanto, ao introduzir-nos nos relatos da prática de Jesus, Lucas primeiro nos situa no contexto político, informando que "já fazia quinze anos que Tibério era imperador romano. Pôncio Pilatos era governador da Judéia, Herodes governava a Galiléia e seu irmão Felipe, a região da Ituréia e Traconites. Lisânias era governador de Abilene. Anás e Caifás eram os presidentes dos sacerdotes" (3, 1-2).
Foi sob o símbolo da cruz que a colonização ibérica na América Latina promoveu o genocídio de 30 milhões de indígenas e o saque das riquezas naturais. Sob a silenciosa cumplicidade da Igreja católica, mais de 10 milhões de negros foram trazidos da África, como escravos, para o nosso continente. Com a conivência das Igrejas cristãs, instalou-se em nossos países o sistema burguês de dominação capitalista. Portanto, não se trata de vincular fé e política somente quando se refere ao atual processo eleitoral.
O fato de que fé e política estejam sempre vinculados em nossas vidas concretas, como seres sociais que somos - ou animais políticos , na expressão de Aristóteles - não deve constituir uma novidade senão para aqueles que se deixam iludir por uma leitura fundamentalista da Bíblia, que pretende desencarnar o que Deus quis encarnado. A fé é um dom do Pai a nós que vivemos neste mundo. No Céu, nossa fé será vã, pois veremos a Deus face a face. Portanto, a fé é um dom politicamente encarnado, que tem razão de ser nesta conflitividade histórica, na qual somos chamados, pela graça, a distinguir o projeto salvífico de Deus.
Nem mesmo em Jesus é possível ignorar a íntima relação entre fé e política, ainda que, para alguns cristãos, pareça estranho aplicar certas categorias Àquele que nos assegura, por sua ressurreição, a vitória, em última instância, da vida sobre a morte e da justiça sobre a injustiça. Que Jesus tinha fé o sabemos pelos textos que falam dos longos momentos que ele passava em oração (Lucas 4, 16; 5, 16; 6, 12).
Ora, só quem necessita aprofundar sua fé entrega-se ao encontro orante com o Pai. A oração é para a fé o que o adubo é para a terra ou o gesto de carinho para o casal que se ama. O Evangelho nos fala até mesmo das crises de fé de Jesus, como as tentações no deserto (Mateus 4, 1-11; Marcos 1, 12-13; Lucas 4, 1-13) e o abandono que ele sentiu na agonia no horto das oliveiras (Mateus 26, 36-46; Marcos 14, 32-42; Lucas 22, 39-46).
Há quem insista que Jesus se restringiu a comunicar-nos uma mensagem religiosa que nada tem de política ou ideológica. Tal leitura só é possível se reduzimos a exegese bíblica à pescaria de versículos, arrancando os textos de seus contextos. Não é só o texto que revela a Palavra de Deus, mas também o contexto social, político, econômico e ideológico, no qual se desenrola a prática evangelizadora de Jesus. Todos nós, cristãos, somos inelutavelmente discípulos de um prisioneiro político. Mesmo que na consciência de Jesus houvesse apenas motivações religiosas, sua aliança com os oprimidos, seu projeto de vida para todos (João 10, 10), tiveram objetivas implicações políticas. Por isso ele não morreu na cama, mas na cruz, condenado à pena de morte.
Já na introdução de seu evangelho, Marcos mostra como as curas operadas por Jesus - o homem de espírito mau, a sogra de Pedro, os possessos, o leproso, o paralítico, o homem de mão aleijada - desestabilizaram de tal modo o sistema ideológico e os interesses políticos vigentes, que levaram dois partidos inimigos - o dos fariseus e o dos herodianos - a fazerem aliança para conspirar em torno de "planos para matar Jesus" (3, 6). Assim, vê-se que as implicações políticas da ação salvífica de Jesus tornaram-se tão graves e ameaçadoras, que induziram Caifás, em nome do Sinédrio, a expressar que era "melhor que morra apenas um homem pelo povo do que deixar que o país todo seja destruído" (João 11, 50).
E como situar, no contexto da Palestina do século I, a questão ideológica?
Lucas registra que "Jesus crescia tanto no corpo como em sabedoria" (2, 52). Era pois um homem de seu tempo e que, segundo Paulo, "pela sua própria vontade abandonou tudo o que tinha e tomou a natureza de servo e se tornou semelhante ao homem" (Filipenses 2, 7). A divindade de Jesus não transparecia por uma consciência que pudesse emergir completamente de seu contexto cultural e sobrepairar, onisciente, acima do tempo e do espaço. Tal possibilidade adequa-se à imagem grega de deus e não à imagem bíblica. Jesus era Deus encarnado e possuía a mesma natureza do Pai. Ora, para o Novo Testamento, "Deus é amor. Quem vive no amor vive em união com Deus e Deus vive em união com ele" (1 João 4, 16).
Portanto, Jesus era Deus porque amava assim como só Deus ama. E nisto consiste a nossa imagem e semelhança com Deus: é divina a natureza de todo amor de que somos capazes. E o somos como abertura a Deus, que nos habita mais profundamente do que o nosso próprio eu, e nos faz acolher o próximo. No entanto, nossa consciência, como a de Jesus, permanece tributária de nosso lugar social e de nosso tempo histórico. Em Jesus, Deus acolhe preferencialmente os oprimidos, em cujo lugar social se encarna e a partir do qual anuncia a universalidade de sua mensagem de salvação. Não há pois neutralidade. Jesus assume a ótica e o espaço vital dos pobres. Seu ponto de vista é a vista situada a partir de um ponto, o da Promessa que ressoa como bem-aventurança aos que injustamente foram privados da plenitude da vida.
Há também em Jesus um vínculo profundo entre sua fé e a ideologia apocalíptica, que o fez esperar com tanta expectativa a eclosão do Reino de Deus ainda para a sua geração (Marcos 9, 1). Muitos exegetas estão de acordo que a crise maior de Jesus foi constatar que não haveria coincidência entre seu tempo pessoal e seu projeto histórico.
O Reino, que se antecipou em sua vida e ressurreição, exigiria a Igreja como sacramento histórico capaz de anunciá-lo, testemunhá-lo e prepará-lo na acolhida do dom de Deus.
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Sou político, mas não participo da política partidária e nem das politicagens para fazer um nome ou saciar o ego, tampouco, entrego santinhos de meu candidato ao Senado e não me verão como candidato nem a Vereador. Me arrependo profundamente de aos 14 anos ter sido eleito Presidente da Chapa da Escola. Teria feito alguma coisa, se continuasse sem os holofotes que existem para sondar quem carrega atrás do nome, um cargo. Sou, ainda assim, alguém político, com consciência de que fora dela há poucas ações e que é possível fazer política para o bem, fora da Câmara Federal, com ações de amor e de justiça.

Gito.


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Post do Gito, um amigo. Tem um post daqui por lá, no blog dele também.
Nesse lance de compartilhar posts nos blogs a gente vai tentando espalhar o que a gente acredita ser boas idéias.
Passe sempre por lá (www.giito.blogspot.com). Na soma de idéias, as daqui, as suas e as de lá, quem sabe a gente não consegue descobrir mais da vida, simples e cheia do que é bom e faz bem.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

SoBre A EnQuEte "O evangelho e a Falência do Cristianismo"


Enquete:

Você acha que o evangelho sobreviverá à falência do cristianismo?

a) Não. Sem cristianismo não há evangelho.
b) Dependerá da lábia dos líderes cristãos para manter os fiéis na igreja.
c) Sim, pois Jesus está além do cristianismo e o seu evangelho nunca passará.
d) Estou confuso. Faltei à última EBD. (Escola Bíblica Dominical)

Resultado:

a) 0 votos
b) 0 Votos
c) 5 Votos
d) 1 voto



"A falência do cristianismo em forma de religião instituída, certamente, é inegável. Porém, os pequenos cristos, ressurgidos nEle pelo sangue derramado no calvário, e pela ressurreição ao terceiro dia, jamais serão desamparados. Aquele que permanece na videira, é ramo que jamais secará. "

Foi o que eu disse no final do post sobre o tema "A falência do Cristianismo".

Por isso, de fato, não porquê eu disse, mas O evangelho não passará e nem morrerá caso suma da face dessa terra o "Cristianismo-Religião-Instituição". Jesus está além de todas as coisas e dessas coisas. Ele é o próprio evangelho. É verdade, caminho e vida e por Ele é que se conhece o Céu, no céu ou na terra.

A opção "Estou confuso. Faltei à última EBD" era uma opção-crítica. Curiosamente, dentre os votos na enquete, um deles foi nesta opção. Mas, não sei se quem votou entendeu o que eu dizia, implicitamente.
Trata-se de uma referência às crenças que se adquiri após adentrar em uma Igreja. Em geral, são ditas as mesmas coisas em todas as instituições. E assim, quem não explora as escrituras por sí só, crendo que o espírito é o guia maior que o pastor, padre e o sacerdote que for, limita-se ao mundinho dos "ensinamentos" clichês, os chavões-cristãos e assim, tornam-se bitoladamente radical e se mantém à margem do mundo, da sociedade e das pessoas, integrando assim, uma igreja que existe pra ela mesma e que prossegue assassinando almas e acorrentando corações que correm em busca de Deus, mas encontram apenas um enlatado Divino. É o "Evangelho"-Miojo. Com um pouco de água quente e 3 minutos, pronto, pode ser saboreado. Não mata a fome, mas engana por algumas horas.

A analogia com a EBD é só pra dar a idéia de cristãos ensinados, enlatados, formados com aulas, adestrados segundo as doutrinas.
Mas, que fique claro: Não é uma crítica a EBD e sim à a alienação cristã. Aos métodos e moralidades, padrões e afins. É crítica ao "crer porque se ouve" e não porque assim é o evangelho.

O evangelho não precisa de frases feitas ou prontas pra ter efeito nas pessoas, posto que quem convence é Cristo, pelo espírito. Toda pregação ou manifestação do que se diga ser evangelho, se houver manipulação, indução ou coisas assim, forçadas, então, não há espírito e não é evangelho.
Bem como Cristo não está presente em tais coisas, ditas em seu nome, mas que nada tem a ver com Ele.

Portanto, seja Cristo Aquele que nos move e nos convence quanto a todas as coisas.
E é NEle e por Ele que ainda tenho esperança.
Os olhos me foram abertos!