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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Quando a Vida vir'um Bordel.




Dos líderes que estupram a fé, das téologias que abortam a paz, das orações que dilatam o ego, das caridades que escomungam o amor;


- Nasceu, nasceu o filho da Puta. - Gritavam os frequentadores de bordel.
Alguns, afim de saber se eram o pai, perguntavam, afoitos, de que Puta se tratava, para já agilizarem o esquema de não assumir a criança. Outros nem perguntavam nada.
A Puta que pariu, era jovem e deu à luz um menino, que logo foi amamentado.
As outras mulheres do bordel iam visita-la na maternidade e levavam flores, pequenos presentes-lembranças pelo nascimento do menino. Paparicada criança. É que entre elas, o menino não era o filho da Puta, era apenas o filho, e ela, não era a Puta, era apenas a mãe, como qualquer outra mulher que dá à luz uma criança.

sábado, 24 de abril de 2010

No Jardim

Caminhando pelo Éden, estava Adão e também eva, sua mulher.
Ela havia sido criada à partir da costela.
Ele sempre fazia a mesma piada, todos os dias: Você é o meu filé mingnon! hahaha - Gargalhava Adão.
E Eva respondia: E você é a picanha!
Passeavam pelo jardim, dando frutinhas aos esquilos e aos leões. É que antes, os leões também não se interessavam por carne. E eles todos faziam churrascos de morangos no espeto, banhados no mel.
Diziam que era uma delícia. Adão e Eva gostavam e faziam de monte. Nunca faltavam morangos e as abelhas não ferroavam e nem se importavam em repartir o mel. Davam-no como presente.
Tudo estava na mais perfeita harmonia. Deus sempre aparecia pr'esses churrascos e trazia suco de uva, desses concentrados. Quando todos já estavam empanturrados de comer, Deus contava umas piadas. A turma toda ria até a barriga doer. Não dava dor de barriga, então, podiam rir à vontade.

Certa manhã, Eva caiu na lábia da serpente sagaz.
Confundida, foi apanhar uma das frutas da árvore que Deus havia dito para não comerem, porque, no dia em que comessem, era certo que morreriam.
Mas, Eva se esqueceu, e foi. Comeu e dividiu também com Adão.
Então, como nunca antes haviam percebido, notaram-se nús, e envergonharam-se.
Era quase hora do churrasco do dia e Deus estava chegando com as amoras, suco de uva e outras novas piadas.
Quando eles ouviram os assovios de Deus se aproximando, correram pra se esconder atrás de umas folhas de figueira.
Deus, ao se aproximar, notando o silêncio incomum e ausência dos bichos, perguntou: Onde vocês estão?
Eles, escondidos, tiveram vergonha de responder. Mas, por causa da piniqueira que a folha causava, não aquietavam-se e Deus os encontrou, e disse:
O que fizeram? Eu não disse pra não comerem a fruta?
Eles não sabiam se se coçavam ou se continuavam a esconder suas 'vergonhas'.
(Dizem que por causa desse episódio da piniqueira, é que os homens coçam seus 'chuveirinhos' até hoje. rs)

A cena era a mais ridícula que se consiga imaginar.
Um tentou jogar a culpa pro outro.
- A mulher me ofereceu, e eu comi. Não fui eu quem teve a idéia - Dizia Adão, fugindo.
- Foi a serpente, meu Deus. Foi a serpente. Ela me confundiu e me enganou. - Dizia Eva, sem saber o que fazer e dando mais uma mordida pra conter a ansiedade.

Como Deus havia dito que aconteceria, a morte passou a existir quando eles tornaram-se conhecedores do bem e do mal.

Ora, o saber é sobremodo atraente. Mas, não conduz a outro caminho senão o de engano e de morte.
Aquele que anseia o saber, nota-se nú e se esconde nas folhas que pinicam por inteiro, se embaraçam em situações ridículas.
Deus, com muita dor no coração, ainda disse: Faremos outro churrasco quando vocês perceberem que, mesmo tudo sabendo, do bem e do mal, fóra dos Meus planos perfeitos, vocês sempre estarão nús e expostos ao extremo ridículo.


Isa.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Astronauta

Já era tarde quando ela durmiu os olhos, depois de um dia comum. Desde menina que ela se aventurava pelas madrugadas, sozinha, enquanto todos os outros dormiam. Pela noite, entrava em órbita, visitava planetas e conhecia as estrelas. Constelações de pensamentos habitavam sua mente até que os olhos pesavam e o sol apitava. Ela apagava quando o dia acendia.

Mais tarde, continuava a quase não dormir. Levantava com os olhos vermelhos, ardendo por mais umas horas de sono. Mas, o dia lhe chamava. E ia, sem muito querer, ver o dia passar em passos lentos. Tinha um profundo desejo; ver o relógio picar as horas com pressa.

Um dia, em uma das madrugadas vividas, adormeceu os olhos e, antes que o galo cantasse, despertou n’um pulo, no meio da noite, arregalou a alma e, n’um berro do espírito, expirou. Clamou um grito de misericórdia; "Meu Deus, perdoa-me! Porque fiz, porque sou, porque quis." E fora, de súbito, um despertar, na madrugada, de alívio. Num desespero de vida, sem ser n’um tempo tardio, arrependeu-se dos seus pecados e sucumbiu; na relutância do corpo, entre o sono e seus sussurros, outra vez dormiu.

Pela manhã, arregalou-se sem saber se o que vivera havia sido real. Raiou sentindo como Deus; algumas coisas foram lançadas ao mar do esquecimento. Na madrugada, havia morrido pra morte e parido-se pra vida; nasceu. Soube que Deus descansava os olhos e lhe fizera sentir como Ele sentia. Exclamou: "nada me fizera voar por tantos milênios áté este dia. O perdão nos arrebata à outras galáxias, nos acopla à outra energia. Arrepender-me foi-me a maior das viagens. Deus me transportara em sua nave a um outro planeta. Esvaziou-me da poeira do espaço-pecado e encheu-me com seu amor intergalático, feito um raio que alumiou minha alma."

Por isso havia acordado desse jeito, inebriada. Todo pecado é perdoado se vem de corações arrependidos. E Deus, o autor do universo, de fato, lança fora os pecados ao mar do esquecimento. E de tão profundo, é como se nunca houvessem existido.

Ela exultou-se e salmodiou;

Deus do universo, a quem te compararei ?
És tão maior do que as galáxias e os seus mistérios semelhante ao dos buracos negros, mas infinitamente mais profundos.
Quem poderá te medir? Ninguém poderá. Pois, tua grandeza não cabe no universo inteiro.
A tua glória é infinda e a tua luz brilha mais do que todas as constelações em uníssodo brilhar.
Eu sou como o pó que com um sopro se dissipa e se finda. Os meus dias são como a sombra.
Sem Tí, óh Deus, eu mergulho em trevas, me engasgo no viver. Sou folha verde que seca antes do outono e morre.
Os meus caminhos são tortuoso e minhas veredas são errantes porque me esqueci de Tí, e contra Tí pequei.
Meus ossos envelhereram-se e juntamente a minha alma adoeceu.
Sem tí, sou povo obstinado, de coração impuro e de imundos pensamentos.
Mas o Teu espírito me constrangeu, me atraiu à gravidade de Tua órbita.
Tú, óh Deus, és o meu sol. E eu, sou planeta em devastação.
Mas, as tuas misericórdias se renovaram sobre mim e aqueceram o meu chão, fertilizaram o meu solo, potabilizou a minha água.
A tua graça é meu escudo e o teu amor é como o vácuo; me faz flutuar à merce de Tuas mãos.
O Teu perdão me faz um vento; pelo Teu sopro eu vou, eu vôo, vou ao sul de toda sorte onde o meu norte é o Teu querer.
A Tua Paz me embriagou. A Tua vida me fez livre.
Você me faz caminhar por caminhos de infindas boas descobertas.
O Teu ouvir; a minha prece - Decolo em oração.
O Teu amor; a minha paz - Repouso na estação.
Sua astronauta eu sou.


Isa.
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Críca pra ver a letra dá canción ->

LETRA



quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Uma e seis da madrugada

Quarta-feira, dia Dez de Fevereiro de Dois mil e Dez. Uma e seis da madrugada. As férias acabaram. Hoje, às Sete e Meia da manhã a vida volta a ser dura, sem sossego, sem os sonhos das dez horas da manhã. Eu que gosto tanto do sossego, do desapego do relógio, do entardecer da lua no pré-sol. Eu me alegro um tanto com o dia, com a liberdade da escolha, de fazer o qu'eu quiser. A hora é só a hora que marcar, sem os ponteiros pra acusar que já é hora de dormir. Meus olhos se recusam a gravar os tempos, a saber dos marcos. Meus ouvidos não desejam ouvir os galos, nem despertar na obrigação. Que dor de despertar. Mas nessa vida, quase tudo é obrigação faz tempo. Você tem que isso, você tem que aquilo. E se eu não quero? Eu pago o meu diploma. Ah é, porque ganhar é que não vou. Todos os meses chega um boleto na caixinha do portão. Queria ver se eu é que mandasse. Ia dizer pr'eles pararem cá exploração. Eles estão vendidos, isso, sim. Se eu não quiser, ninguém me compra. Queria durar a noite inteira dessa vida. Ou será a vida inteira dessa noite? Televisão não dá, não. Hoje cedo tudo volta. A vida vira pressa. E passa, como passa. Daqui uns dias eu tô é amanhã. Pr'eu não cansar meu coração, vou convencer meus olhos a fechar que é hora de acordar jajá. Mas eles quase nunca fecham cedo. Teimam em se aventurar em noite a dentro. Madrugam e viram olhos de coelho. Quem vê pode até pensar que é de fumar. Mas eu não fumo. Melhor eu descansar. A vida vai amanhecer de novo como um dia à trabalhar. Saudades dos meus sonhos de sossego. Que sono eu tenho dessas coisas de obrigar.


terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Efeitos da madrugada: idiota.

São duas horas da madrugada e eu ainda não dormi.
Às quatro horas eu preciso acordar.
Tenho exatamente duas horas pra fazer alguma coisa para que tal processo aconteça.
Se eu não conseguir, aviso: terei passado a noite em claro. rs

sábado, 16 de janeiro de 2010

Téo-rias de A-e-teísmo

O humanismo nunca humanizou ninguém; ele bem sabe disso.
O iluminismo nunca foi luz pra nada. O comunismo, por ser 'ismo', não foi 'Comum'. O socialismo não foi social. O capitalismo foi apenas CapEtal. Igual ao Cristianismo, que por também ser 'ismo', nunca foi Cristo.

As faculdades não formam ninguém se, antes, a gente não é formado na consciência. Pelo contrário, de-(s)-formam qualquer indivíduo que não saiba onde está, porquê está e quem é. De modo que, assim sendo, de nada lhe servirá diploma algum.
O homem, como centro do universo, ficou marginalizado por toda a eternidade. Esteve no centro apenas alguns umbigos, sempre. Ora, antes mesmo do iluminismo, o homem já existia assim. Ou, acaso, tendo sido estabelecido a igreja como centro do universo, o homem esteve des-centralizado? Não. O que se dizia sobre Deus ser o centro de tudo eram apenas argumentos cheios de absolutismofococentristahumanóide. Ou seja, o homem era o ser absoluto no centro e no foco. Por isso que o que havia estabelecido em um nível antecessor a esta ladainha era de que Deus era a igreja. Logo, Deus sendo a igreja, a igreja era 'Deus' e assim, detentora de todo o poder. Mas Deus jamais teve qualquer ligação com tal maluquice. Ora, Deus sempre soube que a terra era redonda; a igreja não, e queimou gente na fogueira por isso. A igreja como Deus era homem e defendia seus devidos interesses em tudo; políticos, sociais e etecÉteras.

Ante ao 'Deus' criado pela igreja, sou completamente ateísta. Sim, de fato, não creio.
Jesus também não cria, e olha que a igreja ainda nem existia como hoje está instituída. Mas, as mesmas criações e projeções de 'Deus' já eram poderosamente presentes na sociedade.
Assim, O evangelho de Jesus também é ateu. Deus é ateu quanto ao 'Deus' dos homens. Porém, Deus também é ateu quanto ao ateísmo, coisa que o ateísmo não é; ateu de sí mesmo.

Historicamente, a defesa ateísta sempre foi a favor de uma vida vivída pura e simplesmente como se quisesse viver - e eu não digo que Deus tenha dito ao contrário, afinal, ele não força a barra nunca. Tudo é amor- com cada indivíduo tendo-se a sí mesmo como Deus do seu ser e dono de seu próprio destino.
Entretanto, o ateísmo e, consequentemente os ateus, nunca foram de fato, ateus de tudo. Ora, Um ateu que faz de sí mesmo um 'Deus" não é de fato ateu, mas, um teísta de sí mesmo. Assim, um ateu teísta é muito mais um teísta-egocêntrico, se pensarmos numa perspectiva de que um ateu endeusa-se ao ponto de se ter no centro de seu próprio universo ou umbigo.
(o egocêntrico aqui em nada se refere a uma postura egoísta, num sentido de com mais nada se importar no mundo, mas, apenas para significar o endeusamento de sí mesmo como 'divindade' única na vida.)

Ora, pensando assim, se um ateu endeusa-se a sí mesmo - e de forma alguma digo que endeusar-se é o mesmo que gostar e amar-se a sí mesmo - é de fato um ateu-teísta. Um ateu ateu mesmo não teria pra sí nem a sí mesmo como seu próprio 'deus'. Ora, assim sendo, alguém que não víve nem pra sí mesmo torna-se tão muito mais destrutivo quanto uma bomba atômica na guerra. Ou, no mínimo, tem uma baixa auto estima, o que pode nos fazer concluir que um ateu ateu mesmo, é deprimido, depressivo ou dep qualquer coisa do tipo.

Mas reparem. Esse meu texto de forma alguma tem caráter de polemização do tema e nem pretende levantar discussão ou questionar quem assim se denomina. Quem lê aqui, não leia como um texto de ataque, como fazem os religiosos que tentam ridicularizar os ateus e os ateus tentam igualmente desmoralizar os religiosos. Esse texto não é assim. Ele é ateu de todas essas coisas. rs

Sobre Deus nada se pode dizer para provar nada sobre Ele. Não há prova alguma em lugar nenhum, apenas na alma e no coração de quem experimenta crêr e prova de Deus Deus mesmo, o amor e tudo o que foge ao entendimento. Ora, Deus não força a barra. Ele se mostra pra quem deixa que Ele seja Deus - Mas não depende de alguém deixar qualquer coisa pra que Ele seja sempre Ele; Deus. Ele É e fim. Nada o relativiza. - O resto, é tola discussão.

Enfim, são apenas pensamentos soltos que permeiam a minha mente pelas madrugadas em que o sono demora a me derrubar, mas quase me mata de vontade de dormir e descansar.

No mais, percebo e te convido e perceber comigo como a linha que separa o ateísmo conceitual do que na vida existe de Deus pra nós na vida é, de fato, muito fina. Sim, eis algumas de minhas observações;

No ateísmo-teísta: O Homem é o deus e Deus não existe em outra forma se não como o homem mesmo.

No ateismo-ateu mesmo: Deus não existe e nem deus algum. Nada importa, nem eu mesmo. Tudo é lixo e melhor seria que a terra explodisse, os ETs dominassem o mundo e exterminassem a raça humana.

Em Deus: Deus é Deus. O homem é o objeto do amor de Deus, onde tudo e todas as coisas são feitas afim de reconciliar a relação com Ele, uma vez que o homem é livre para escolher trilhar os seus próprios caminhos, até mesmo como sendo deus de sí mesmo.

No ateísmo-teísta: A razão é a minha amiga, minha mulher, minha amante. Eu sou deus de mim mesmo. O que é razão EU posso explicar e provar pelas leis da física, química, físicaquantica, metafísica e o que mais eu puder dominar como conhecimento. Logo, se eu posso dominar tais ciências, com tal poder, explico e provo tudo o que por elas pode ser explicado. Ora, nada se conhece além delas como outra ciência. Portanto, eu domino todo o conhecimento que é capaz de explicar pela razão. Assim, o deus sou Eu e todo o resto que ainda não foi desvendado apenas carece de um pouco de tempo.

No ateismo-ateu mesmo: Deus não existe e nem deus algum. Nada importa, nem eu mesmo. Tudo é lixo e melhor seria que a terra explodisse, os ETs dominassem o mundo e exterminassem a raça humana.

Em Deus: Deus é Deus. As leis da física, química, físicaquântica, metafísica e toda ciência não são negações de Sua existência. Sua plenitude e seu todo é tão, e sobremodo, plena que estende-se além da razão; mas foje a todo o entendimento, ciência e lógica. Porém, certamente, tudo o que ainda não se pode compreender e possa ser explicado cientificamente algum dia, ainda assim, não o negariam. Antes, apenas refletiriam a majestosa grandiosidade de sua glória, sem jamais, ainda, revelar o seu Todo. Pois, o seu Todo, ninguém, nem ciência alguma, seria capaz de entender as lógicas, reações, forças, empuxos, transformações, solidificações, gaseificações, liquidificações e toda forma de existência possível e impossível. Deus é incalculavelmente soberano.

Assim, concluo tudo isso assim, sem conclusão alguma, pois, nada tenho a concluir. Apenas que, toda religião, todo manifestação ateísta, nem a mente mais gênio que possa existir ou tenha existido será de fato tão capaz de entender os mistérios da existência. Do Papa ao Darwin, eu e você, nenhuma mente será tão sonhadamente 'aberta' ao ponto de poder compreender.

Assim, bem-aventurados os que tem a sua fé no Deus-desconhecido e que sabem como convém saber; que nada sabemos. Porque esses sim conhecerão tudo como de fato é na verdade, sem jamais crêr que o mais importante era de fato saber coisa alguma, apenas crêr que tudo, mas tudo mesmo, já está consumado.

Isa.