sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Como escrevo!

Para melhor visualizar, clique nas 2 imagens. Elas ampliarão.





Em breve, versão digitada-padrão.




quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Dos mistérios que se entendem na alma, sem poder explicar.

Perguntaram: "Quem criou Deus?".
Ela não soube responder.

Nessa hora, estranhamente ela soube: Deus existe!
Foi, e contou a todos que encontrou no caminho.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Varanda, Conversas e Saudade.

A saúde já não estava lá aquelas coisas. Tanta debilidade do corpo fazia externar cada vez mais fragilidade. Os dias haviam ficado menos agitados, sem tantas atividades. Passava a maior parte do tempo descansando deitado, fosse na rede, no sofá ou na cama.
O Neto, que o admirava desde a sua criancisse, o olhava com o coração temeroso só de imaginar sua partida, mas bem sabia que não tardaria em chegar. O avó demonstrava tantos sinais de que já quase não vivia aqui nesse mundo, mesmo estando por esses lados ainda. Era como se já estivesse com Deus, só esperando o corpo apagar de vez.
Nesse dia, estranhamente, o avó, porém, aparentava uma vitalidade não vista nos últimos dias. Tanto que foi capaz de sentar-se na cadeira na varanda. E lá estavam, enternecidos pela companhia um do outro, tomando caldo de cana moído na hora no sítio, e com uma bandeija de bolo de fubá, daqueles que formam uma casquinha crocante e tem uma farofa doce por cima, especialidade de sua velha senhora, tão companheira em todos esses anos.
Após um longo período de contemplação da paisagem, sem nada dizerem um ao outro, mas aconchegados na ternura dos olhares de ambos, cheios de sinceridade, o neto, enfim, pergunta:

- Vô chico, você tem medo de morrer?

- Eu não tenho, não. – disse o velho com voz mansa e embargada pela sua fragilidade.

- Mas todo mundo tem medo de morrer. Tanto que ninguém quer isso. Por que o senhor não tem?

- Ah, rapaz, depois de uma vida inteira dessas, a gente vai entendendo que a morte é só mais um acontecimento natural da nossa vida. Não se pensa em morte como MORTE. Apenas como qualquer coisa qualquer. Como é nascer, fazer aniversário, visitar um amigo, comer um bolo.Assim também é morrer. Um dia, a gente morre mesmo. Mas isso não é nada. É apenas um processo que temos que passar. Mas, a gente continua vivo lá com Deus, onde a gente jamais deixa de viver. É quase como se a morte nem acontecesse. Mas a gente tem que passar por ela pra chegar lá de vez.

- Ah, então ela é como um ônibus!

- (Risos)É, como um ônibus. Sem pegar ela, a gente não sai daqui, mesmo já estando lá bem antes de morrer. Na minha idade e doente como estou, eu tenho medo é de durar muito mais tempo aqui e...opa...Lá vem a sua avó. Não posso deixar que ela me veja assim. Senão vai descobrir que estou velho. rs

- (risos)Tenho uma notícia, vô: ela também está. Rs

- E continua bonitona, não é? Rs

- (risos) É, é sim.

Riram, como sempre costumam fazer quando estam juntos. Silêncio outra vez. Um pássaro cantou, o Sol andou alguns graus no céu, rumo ao entardecer. Permaneciam ali.

- A Dona Cristina, aquela mulher meio maluca da igreja, disse que não era justo que o senhor estivesse passando por isso. Que o senhor não deveria estar doente, pois sempre foi uma pessoa muito boa. Sempre ajudou os outros, foi honesto, e que não merecia nada disso agora. Ela disse que estava orando pra Deus curar o Senhor e que, como Deus é justo, ia ter que atender. Eu não soube o que dizer pra ela. rs

- (risos) Essa dona é maluca mesmo, meu filho. Esses dias ela apareceu aqui e falou a mesma coisa pra mim e pra sua avó. Mas tudo isso é besteira dela. Como pode ser injusto que um velho como eu sofra das doenças da velhice? Eu fui bom? Merecedor de que? De viver até aos 100 anos? Se fosse por justiça ou dignidade de alguma coisa, eu estava perdido. Eu e todo mundo aliás. Não há um que seja bom na terra inteira. Essa mulher não sabe o que diz. Rs Está ficando gagá, como o seu velho aqui. rs
Imagine só, orar pra que um velho não tenha as doenças de velhos. Que injustiça há nisso? É como orar pra que o sol não esquente ou ilumine o dia, que a água não refresque, que o vento não ventile ou que o bolo de fubá da sua avó não seja bom. rs. A gente, como gente, está sujeito a toda sorte de coisas possíveis de sobrevir a nós. Assim como as crianças estão sujeitas a cair e se ralarem inteiras, os velhos estão sujeitos às doenças da velhice. Imagine só. Eu vou lhe avisar, meu neto, você ainda verá essa mulher orando pra Deus lhe restituir os dentes da boca, porque ela achará injusto que uma velha fique banguela, tendo sido tão boa na vida. rs

- (risos) É vô. Daquela ali eu não duvido de nada, não. Rs

- Ah, de todos os espinhos da idade que me espetam na carne, a graça de Deus é o que me basta, meu filho. A graça. Eu quero é sossegar.

Uma pausa pra comer um pedaço de bolo e tomar um copo de garapa gelada com limão. Um suspiro fundo e:

- Vô, mesmo sabendo de tudo isso agora, quando o senhor for, se eu chorar, não vou estar sendo “maricas” por isso, vou? rs

- (risos) Não. Rs. Mas não lamente a minha morte, filho. Saiba que não deverá tardar em vir essa hora. Já estou cansado, fraco, em paz e pronto pra ir. O meu Senhor me espera lá em cima. Não há porque interromper o processo.

- É que eu sentirei saudades de você, vô.

- Eu também, Bruninho, meu neto. E esperarei ansioso por você lá no céu. Mas não me vá querer ir depressa, se não sua mãe me mata, mesmo eu estando já morto. Rs

Bruninho sorriu da piada do avô e o abraçou. Ficaram assim um bom tempo, juntos.
Na madrugada, um anjo veio visitar o Seu Chico. É que ele tinha um encontro com o Homem com quem vinha conversando há alguns dias e o anjo iria consuzi-lo até lá. Quando encontrou o homem, a sensação foi a mais indescritível. Uma mistura de paz e euforia, saudade seguida de presença preenchida, sossego e descanso, e uma forte impressão de que já estivera ali, de alguma forma. Na manhã seguinte, os familiares e amigos chegados foram avisados do ocorrido. Bruninho, porém, não ficou surpreso. Sabia que o ônibus havia passado e seu avô embarcou. Sentiu apenas escorrer pelo rosto uma lágrima. Não se sentiu “maricas”, apenas cheio de saudade.


Isabela Pizani.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Cavalos, salsichas, anjos e demônios.

Nos filmes para TV, nos interiores das casas e nas angústias das almas, nos Estados Unidos, conta-se uma história que diz que os cavalos, quando caem, eles quebram as pernas, e aí, já não prestam pra mais nada. É preciso mata-los.
Depois de mortos, os cavalos viram sansichas. As donas de casa compram as sansichas e fazem lanches pros seus filhos. As crianças pegam o lanche com as sansichas, comem e viram cavalos.

Semelhantemente, em uma outra história, a cena se repete, mas com aspecto de poder destrutivo.
Um anjo, quando quis ser o próprio Deus, caiu e quebrou as asas. Quando os anjos quebram as assas, viram demônios de asas quebradas. Já não servem mais para o céu. Aí, eles passam a vender pecados gratuítos afim de se sustentarem com força. O homem, que gosta mais de anjos do que de Deus, compra os pecados, cria asas quebradas, tenta ser Deus e vira demônio.

Qualquer semelhança com a vida real, não é méra coencidência.


Um Beijão, Isa.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

PoEtiSaR [Parte 4]

Talvez um dos primeiros poemas. Feito em uma aula de geografia, durante uma conversa sobre refúgio, ilha de meu próprio quarto, com um amigo de longos anos, chegado.

~> 1/4 [Um Quarto] <~

Meu canto é meu estrado,
e eu o canto no meu canto.
O estado do meu canto
é livre dos seus livros.
Esse canto é livre dos livros do canto,
que em seu canto,
não encontram estrada.

[Diogo Nemésio – Isabela Pizani - (29.11.06)]


Esse é o Blog do Diogo - O Malabares - Lá tem alguns escritos dele. Ele continua escrevendo, mas nem sempre posta por lá.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Hoje, no programa PAPO DE GRAÇA, na VVTV.

Pessoal, pra quem não assistiu hoje de manhã na VVTV o programa Papo de Graça, que acontece ao vivo de segunda a sexta, não deixem de assistir durante a tarde a reprise às 15h, e à noite às 21h.

Será sobre o caso das criançãs da nigéria acusadas de bruxaria por pastores cristãos.
A maluquice é das grandes e muito se precisa fazer.
Vai ser mostrado um video produzido por uma das grandes líderes cristãs que atua por lá, pura safadeza pra manipular os pais e a criançada toda.
Um espécie de curta-metragem cristão-demoníaco, afim de ilustrar a "possessão" das crianças e as maldições que propagam sobre suas casas, e tudo para arrancar dinheiro do povo.
Depois, tem o Caio Fábio e mais uns caras falando sobre o caso e explicando como a gente pode ajudar.
Eles mostrarão um video de uma pessoal de DEus por lá, mas sem igreja, que tem se juntado para ajudar as crianças-vítimas, que tem uma de suas reuniões invadidas pelos crentes-diabo-fanáticos-pentecostais que acusam as crianças e cometem crimes de abuso infantil, exploração, torturas e até a morte de muitas crianças.

Não deixe de assistir, se inconformar e fazer alguma coisa.
indignar-se não bastará.
Assista e você saberá como ajudar.

Sei que a letinha da VVTV aqui no BrÓg é bem pequena, e talvez você não consiga ler as legendas ou ver com clareza. Por isso, recomendo que você entre no site da VVTV, se cadastre e, logado, poderá assistir em uma tela maior, com opção full-screen.

Deus te inconforme.
Beijão!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Bruxos vestidos de santos torturam anjos: efeitos de uma teologia endiabrada.

Na África, crianças estão sendo acusadas de bruxarias por pastores cristãos picaretas que, por vezes, possuem ligação política ou mesmo o fazem para levantar dinheiro e benefícios para sí próprios, às custas das vidas dos pequeninos, alegando que estão com espírito demoníacos em seus corpos e por isso, são responsáveis pelas desgraças diversas que atingiram suas famílias, argumento que faz com que muitos pais acreditem e sejam coniventes com os rituais de torturas e todo o resto.
São os delírios derivados da teologia da prosperidade e toda a picaretagem dos Cristãos malucos e que nada entendem do que é o evangelho, doentes de alma e espírito e acorrentadores de gente pequenina, caminhantes da estrada empoeirada da vida.
São nessas esquizofrenias do cristianismo que se percebe a ausência do evangelho real e simples de Cristo, pois, o Jesus que têm-se pregado não é Jesus de fato, posto que este, o cordeiro imolado na cruz, jamais foi opressor ou aproveitador de vidas, e nem tampouco o seu evangelho foi escravocata e enganoso, mas, ao contrário, sempre foi libertador e à luz da verdade, cheio de amor.
Essas loucuras estão muito longe de ser o que é de Cristo e o seu Reino de vida. São infernos de uma teologia endiabrada que forma pastores-demônios e faz de pequeninos bruxos. Torna cada homem que dela usufrui para benefício próprio um bruxo de sí mesmo, feiticeiro de suas próprias bruxarias de morte.

Paz, justiça e evagelho real.





http://www.youtube.com/watch?v=miFrfTm-k3g&feature=player_embedded

Terra, Marte, Lua, ricos e Pobres

Conta-se a história, por todo interior paulista, sobre o sábio Seu Adão, que por causa desse nome já sofreu inúmeras injúrias dos religiosos que remetiam o nome à pessoa que distraidamente, como acham, deixou a mulher dominar-se pela serpente e ele, perdidamente apaixonado veio a sucumbir ao pecado de morder o fruto proibido.
Seu Adão, paulistano, era bem diferente do Adão dos primórdios. Quando sua primeira esposa faleceu, ele juntou os cacos de seu coração, abençoou os filhos e foi namorar. Descobriu Dona Julieta num desses forrós de bairro, e não precisou muito para conquistá-la. Entre um passo e outro e uma apertadinha ao dançar, Dona Julieta se derreteu ao encanto daquele homem e muito mais à sua cordialidade. Tratava a todos com respeito. Ainda era um daqueles raros homens que abria a porta de sua Variant verde-limão, puxava a cadeira num restaurante e dava vez à mulher ao entrar por uma porta.
Mas quando Dona Julieta, que tinha nome de Dona e sobrenome Julieta, descansou, Seu Adão, viúvo pela segunda vez, consolou os parentes e foi viver só, no campo. Dizia ele que os velhos e a natureza combinam. Um entende a dor e a solidão do outro.
Dizem que foi o Seu Adão que espalhou essa história.
A história de quando os ricos mudaram de planeta.
Foi num ano desses de dois mil e alguma coisa. O Brasil aguardava ansiosamente por jogos de futebol e olímpicos em sua terra, um presidente negro norte-americano ganhou um prêmio, tal de "Não Bel, dá Paz", mas o que mais lembrava aqueles anos, era o anúncio do jornal: NASA descobre água em Marte e diamantes e petróleo na lua.
Imediatamente a notícia se espalhou. Entre os pobres era só boato. Alguns, como o Firmino, Tonhão, Nenê e Odair nem acreditavam na existência de outros planetas. Eles queriam mesmo era saber o resultado do campeonato brasileiro e tocar a vida mansa de inteior, ou melhor, periferia interiorana, já que eles moravam nos bairros distantes das cidadezinhas.
O mundo pegou fogo quando os jornais estamparam as fotos de uma jazida de ouro na lua. As agências de viagens fecharam pacotes, as empresas de aviões inventaram foguetes, os agentes imobiliários vendiam terrenos, dizem as más línguas que até uma igreja que possui um canal de TV, montou um projeto missionário e lá plantou 318 templos.
O mundo rico, depois de 5 anos, havia se mudado. Era chique viver em Marte, perto das celebridades. Muitos que haviam ido à lua, haviam enriquecido com tanto ouro! Quantas meninas se realizaram vivendo no mesmo quarteirão dos astros de Hollywood! Inventaram Shopping's, uma só moeda com o rosto de um extra-terrestre e uma frase: "In ET'$ we trust". Carros, casas, saunas, ternos de grife. Espelhos por todas as partes para satisfazer os narcisistas. Toda a chiqueza da qual os ricos e poderosos precisam.
Marte e a lua se tornaram o centro do planeta.
A Terra fora abandonada, bom, não assim, exatamente.
Só ficaram aqui aqueles que não tinham condições de pagar uma viagem para o espaço. Os ricos nem ligaram, alguns até disseram: Que eles não venham roubar nossas casas, sujar nossas ruas, invadir nossas fazendas lunares!
Seu Adão disse que os pobres se organizaram. Decidiram que não haveria guerra, dividiram seus campos, uns ajudaram os outros a construir suas casas, plantaram e cuidaram da terra, da natureza. Sem a exploração da Amazônia, algumas espécies em extinção voltaram a crescer, voltaram ao habitat natural. O homem cuidava do mundo ao seu redor. Plantaram árvores, limparam rios, derrubaram barracos e construiram um puxadinho, houve equilíbrio ecológico e até os tufões deixaram de assombrar a Oceania. Os velhos ensinavam as crianças e as crianças não trabalhavam em minas de carvão como antes, depois das aulas elas brincavam de pique-esconde até o entardecer. Com a ajuda de médicos vindos do oriente, alguns com barba de cubano, e muitos indígenas brasileiros, descobriram a cura para o câncer e muitas outras doenças. Não vendiam a cura, mas buscavam sempre a opinião de uma criança sobre como proceder com amor.
O mundo nunca foi tão simples e a vida nunca foi tão bem vivida.
Mas o seu Adão conta, que lá de Marte, as pessoas sintonizadas em Aipode's e internet de última geração, por um tal de satélite do Gugol, coisa que ele não sabia pronunciar direito, viram os avanços da Terra. E quando souberam das curas das doenças, organizaram um exército, com a ajuda de alguns seres criados por um tal de Jorge de Lucas - dizem que ele foi um cientista que criava bichos esquisitos e fazia com que eles aperecessem na TV para assustar criancinhas ricas - e lograram um tema: Guerra nas estrelas! Voaram em foguetes na direção da Terra e lançaram projéteis sobre as vilas, matando inocentes, os seres esquisitos engoliam as pessoas sem mastigar, e com a força das armas, roubaram a cura das doenças. Quando souberam que a cura estava nas plantas da Amazônia, criaram um esquema de invadir a Floresta, esse plano se chamou Dom Pedro 1, ninguém sabe o porquê. Mas se sabe que muitos indígenas foram mortos e tiveram suas aldeias destruidas. Na volta para Marte, resolveram passar no leste africano e levar algumas pessoas como escravos. Também levaram orientais para trabalhar em suas fábricas de tênis, já que os robôs haviam criado vida própria e se rebelavam. E para não levar suas bombas de volta à Marte, jogaram-nas sobre o Afeganistão, o Iraque e a Palestina, ato que ficou conhecido como "Guerra ao terror", ninguém sabe o porquê.
Os que não morreram ou foram levados, ficaram escondidos no que sobrou da terra:
Uma antiga fazenda de recuperação, no estado do Goiás, no Brasil, fazenda da época de dois mil e alguma coisa. Os ricos nem passariam perto de lá. Naquela época, aquele era um lugar de drogados, soropositivos, prostitutas, travestis, crianças de rua, moradores sem terra, cabeças-chatas, negróides, pecadores, leprosos, aleijados, desequilibrados mentais ... gente que contamina o planeta na opinião dos agora moradores de Marte.
Começaram a se organizar de novo, plantar árvores, cuidar dos animais, dividir o pão, curar doenças pela força do amor. Um tal de Grandhe, homem careca e baixinho, vivia estimulando a rapaziada a permanecer em paz! Lembrem-se de Deus que virou gente e disse: bem aventurados são os que procuram a paz - ele dizia. E isso contaminou cada coração.
A arma era o amor, mesmo porque eles não poderiam enfrentar um exército de foguetes com paus, pedras e bambús.
Alguns mais desajuizados até pensavam: Vou ficar em paz sim, mas torcendo prum cometa passar por Marte, resvalar na lua e nos fazer justiça.
Outros, como o Seu Adão, pensavam que o melhor lugar para se viver, não é um lugar, lugar mesmo, onde pisam os pés. Mas onde existe amor. Ele morreu citando as palavras dum poeta, com nome esquisito, Robert Southwell, dizem que ele era gringo, mas ninguém sabe de qual gringo era ele. "Eu vivo, não onde respiro, mas onde amo".
O cometa passou ...
Mas como pobre é azarado, bateu em Marte, resvalou na lua e acertou em cheio a Terra.
Ninguém ficou para contar a história.

Gito.


(O Gito é um amigo que também tem um BrÓg. Di-GiTo(e): www.giito.blogspot.com)

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

As tolas discussões

Se tem uma coisa que neguinho gosta de pegar no pé de quem é Presbiteriano, é sobre a predestinação.
Quando entrei pra igreja, por causa de Jesus, fui pra Presbiteriana. Mas, tampouco me importa os discursos de predestinação. Minhas raízes não estão ligadas à doutrina calvinista, pois, apenas congrego porque há gente com quem congregar. Se a denominação fosse outra, mas a mesma gente estivesse lá, certamente, lá eu estaria. Minhas raízes estão em Deus somente, por isso, não me questione sobre as doutrinas afim de provar qualquer coisa de quem está certo ou errado, como isso ou auqilo funciona e o que for, seja você da igreja que seja.

Ah, não se escandalize comigo ou, se você for presbiteriano daqueles que batem no peito e gritam "eu tenho orgulho de o ser", nem tente colar-me os versículos da pré-eleição. Bem sei sobre eles e digo: De que acaso tanto se orgulha? Não é tolo aquele que se vangloria na graça como vantagem sobre outros ? Ora, pois, como poderá alguém orgulhar-se do que lhe é favor imerecido de redenção? Pode o homem salvar-se a sí mesmo e de seus pórprio delírios ou fazer qualquer coisa que lhe torne digno de tal graça recebida? Quem há que tenha alcançado a Deus por suas próprias forças e feitos, capaz de pensar poder se orgulhar quanto ao que lhe foi concedido gratuitamente? Assim, jamais se orgulhe de nada, mas, apenas não se envergonhe de Cristo e de a ele pertencer, posto que tudo lhe é dado pela graça, quer bem ou mal, mas para o bem de todo aquele que ama à Deus.

Assim, quem há que saiba das coisas mais do que Deus, que é quem criou todas elas? Por isso, digo, discutir sobre tais coisas é tolice, bobeira dos homens que insistem em discutir por toda a existência as formas de Deus. A teologia toda é assim; pensante à respeito de Deus, mas sempre segundo os homens. Por tal razão, jamais poderá explicar os mistérios daquEle que é, e nunca deixa de ser.
Deus existe na eternidade de seu próprio tempo, ao mesmo tempo em que não há tempo para Deus. Por isso é que Ele nunca foi, está sendo ou será, mas, apenas É. Estado que excede todo o tempo, é a-temporal, mas nunca fora de tempo.
Assim como está escrito "os MEUS planos são mais altos que os seus planos, e os MEUS caminhos são mais altos que os seus caminhos", também há que "para Deus, um dia é como mil anos e mil anos como um dia". Assim, não há passado, presente ou futuro para Deus, há apenas o que é, o tempo todo, a todo tempo, o tudo junto em uma coisa só. Quem pode compreender tais mistérios de toda existência e toda a eternidade ?
Assim, saiba, é perda de tempo discutir sobre qualquer coisa, a menos que seja para discernir das babaquices que impõem às almas dos homens coisas além do Cristo e a sua graça.
Por isso, não tente saber, e tampouco discuta, apenas creia que pela fé somos salvos, pela graça do cordeiro imolado antes da fundação do mundo, pois, para Deus, todas as coisas acontecem, nunca passam e jamais ainda serão. A linha do tempo apenas existe para nós, inseridos dentro de nosso próprio tempo presente. Porém, Deus não está preso à linearidade alguma de tempo algum. Por isso, ninguém jamais saberá, apenas poderá crer e discernir pelo espírito.
Os paradoxos de toda existência estão anexos aos mistérios da divindade de Deus que jamais se pode entender ou explicar, apenas se crêr no que nos excede todo o entendimento, porque Deus é.

No mais, não sou anti-isso ou anti-aquilo, apenas, mesmo congregando em uma igreja-denominação, sou apenas corpo que congrega com outros; não tenho religião. Tenho Deus em mim e além de mim, que me ajuda a desvendar o meu próprio mistério de ser quem eu sou. Tudo o que eu puder conhecer de Deus, jamais O será por completo, contudo, será o todo dEle que me foi revelado.
Afinal, um Deus que eu pudesse pensar, racionalizar, medir, compreender, entender e explicar, não seria Deus. É por isso que Ele não cabe dentro das religiões, da teologia, das doutrinas e toda sorte de racionalização. É Deus que excede todo o entendimento. Está além de todas as placas de igrejas.
É desse Deus que eu sou.


NEle, que É.
Um Beijão!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

PoEtiSaR [Parte 3]

~> Cronomomento <~

Sento, espero o tempo passar.
Já é hora, vai.
Vem depressa, aperta o passo.
Eu largo mão daqui se tiver que esperar demais.

O tempo espera você passar por mim.
E ele pára, de vagar minutos.
Vende a pressa, a pé eu passo a te levar.
Não largo mão de ti. Se o tempo voa, eu quero é mais ficar.

Parei o tempo só pra te ver chegar depressa.
E foi tão lendo o passo, qu'eu me esqueci de acelerar de volta.

(Isabela Pizani - 18/08/2009)

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Quando não mais acreditamos em Deus

Por volta das quatro horas da madruga [...], eu estava trocando idéia com um amigo na frente de casa, como já é de costume nos finais de semana. Ele estava indignado com a tal “adoração extravagante” (que se parece mais extravagante, do que adoração), que havíamos presenciado na noite anterior em um culto. Se esforçava, mas não entendia o porquê de tantos gritos, para poucas lágrimas, e porquê poucas lágrimas e tanta encenação, em meio ao cenário montado, com palco, microfone, holofotes e o que dá vida ao show: O público. Tive de concordar com ele, pois percebo que nesse momento, as maiores mentiras são contadas e cantadas. Coisas como, “dou minha vida por Ti”, “abro mão dos meus sonhos”, “largo tudo pra Te seguir”, etc. Admiro quem consegue cantar isso como verdade, porém, nessas horas, eu sempre prefiro o silêncio, pois não me arrisco a dizer algo que vem de muitos gritos de fora, mas ainda não grita dentro de mim.
Ao que parece, o cristão não gosta muito daquela idéia de Jesus, que se deveria orar quietinho, do jeito que você achar melhor, inclusive com canto, mas no seu canto, no seu quarto.
O fato é que esse amigo, até pouco tempo atrás era ateu, mas não aquele que alguns chamam de “à toa”, pois o que ele mais tinha feito na vida, era tentar crer na existência de um Deus.
Tentou racionalizar, interpretar, experimentar e vivenciar esse Deus. Tudo em vão. Nada disso fazia sentido.
No decorrer da conversa, ele me disse o porquê estava tão indignado com o show que havíamos visto, pois alguns anos atrás, ele também precisou rasgar seu coração diante de Deus, porém, em um cenário e de uma forma bem diferente. Essas foram as palavras que com lágrimas nos olhos, ele me disse:

"Mano, há três anos atrás, eu estava diante do corpo do meu irmão, coberto com lençol, o qual eu vi sendo enrolado, e revirado para dentro do caixão. Ele estava com câncer, e eu o vi sofrer por muito tempo em uma cama, esperando a promessa de cura que foi revelada em uma palavra para ele, mas nunca chegou. Eu não conseguia acreditar no que meus olhos viam. Sai de lá desesperado, dando murros e cabeçadas na parede. Eu estava completamente sem rumo. Fui então para minha casa e deitei na rede. Em meio ao silêncio, e aos pensamentos ainda perdidos, consegui apenas dizer ao suposto Deus: Porque você permitiu isso? Porque fez isso com meu irmão? Sinto muito, mas eu não acredito mais em você."

Desse dia em diante, ele se tornara ateu.
Não foi possível ouvir isso e conter as lágrimas, ainda mais por saber que depois da morte do irmão, sua mãe também foi acometida pela mesma doença, e veio a falecer. Alguns meses depois, seu outro irmão, vítima de um acidente, também se foi. Dentro de três anos, em sua casa, restaram apenas ele e o seu pai. Um pai triste, sem sua esposa e sem dois de seus filhos.

No final da conversa, esse mesmo cara, me disse que agora consegue enxergar o amor de Deus, mesmo sem motivos aparente, sem razão para crer, apenas por fé e sinceridade diante dele.

Embora o assunto começou com a tal “adoração extravagante”, nessa madrugada eu pude entender onde e como ela acontece, pois esse, foi o relato de uma oração sincera vinda de um recém ateu, a qual tenho certeza que foi ouvida e compreendida pelo Pai, pelo qual buscamos e clamamos, mesmo quando não temos motivos aparente, microfone, luzes, público, e tampouco a fé, apenas expressamos o que sentimos e como estamos, diante de um Cristo que nos compreende, pois certa vez, em sua sinceridade no vale da sombra da morte, Ele também disse: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?
Isso sim, é extravagante.

Mano Tchelo é Rapper e estudante de Psicologia (nas horas vagas) pela Universidade Paulista, em Sorocaba. (mano.tchelo@bol.com.br)

PoEtiSaR [Parte 2]

Podem rir, eu também rí. rs
Contudo, eis o que me surgiu:



~> Vegetais <~

Bata. Tá na porta o segredo pra entrar.
Na sala da re-união se tem toda sorte de gente.
Toda face estrangeira. Toda. All-face.
Tempero com sal, pimenta. Azeite que conserva a junção.

No calor do encontro, venha, encha o seu prato.
Não há diferentes, apenas um destinto sabor da diversidade dos seres.
Toma-te, então, coragem para experimentar da junção.
Be - Terra - Ba, é água do mundo inteiro pra você tomar.

Beba a terra de todos os povos; é só o que pode te saciar.
Amor sem validade, sem in-diferença, sem lote ou intoxicação.
Bata. Tá na porta o segredo que te faz enxergar.
Ora, veja os tais.


(Isabela Pizani - 08/10/2009)

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

TeLiNhA Da VVTV nO BrÓg

Se você está lendo o BrÓg agora, então, percebeu que tem uma telinha aí no canto superior direito. E talvez, até tenha sido surpreendido com o som surgindo de algum lugar que você nem sabia de onde, até notar que vinha da telinha disponibilizada no BrÓg. rs
A telinha é do canal on line da Vêm e Vê TV, do Caminho da Graça, lá de DF. A programação é muito boa, apesar d’eu não ter idéia dos horários dos programas. Rs...O que sei é que a noite, quase na madrugada, tem sempre o Caio Fábio, ou alguém do caminho, falando pra crentaiada e pra quem quiser ouvir. É sempre com sensates, verdade e conciência. É o que mais consigo assistir, por conta do pouco tempo que me sobra livre e da dificuldade que tenho pra dormir nesses últimos meses. Mas tais períodos de insônia não são lá de todo mal, me rendem sempre oportunidades de reflexão, com uma grande ajuda das reflexões do Caio e do pessoal de lá.
Ah, e mais, se você for cagado como eu, pode ser que em uma dessas suas noites de olhos esbugalhados, passe lá na VVTV o show de uma banda que você goste. Sério, em plena madrugada, certa vez, caguei de começar a passar na VVTV o show do Los Hermanos na Fundição Progresso. Vai ver nem é cagada, mas é que Deus bem sabe que tanto gosto do som desses caras. Rs
Ou em uma tarde, um show da Norah Jones, que é um jazz do bom. Caguei de passar bem na hora em que conseguir ver a VVTV num dia desses, durante a tarde.

Arrisque-se a assistir e a VVTV e transceda os limites da sua concepção do evangelho, caso você tenha se limitado a criar uma concepção baseada nas maluquices feita em nome do evangelho, mas que não o é. Mas, se assim não é com você, arrisque-se mesmo assim. E desfrute do compartilhar, pelo Caminho.


Caso goste do BrÓg, mas não queira ouvir e ver a VVTV, Críque nela que pausa. Ou abaixe o som apenas.
Em todo caso,fica a indicação e o incentivo.

Um Beijão!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

PoEtiSaR

Eu não sei vocês, mas as vezes me vêm uns versos, e aí, eu me deixo levar. Esse é de uns 2 meses atrás.


-> Aquarela <-

Te fiz papel, um texto, um beijo meu.
Te vi tão raro grão, o sal, areia.

Me fiz maré, um vento, um todo seu.
Me vi tão cheio mar, ao meio, um ar e ia.

Deixa a maré te levar.
Ah, deixa, que amar é te ler, vai.

(Isabela Pizani - 09/08/2009)

sábado, 3 de outubro de 2009

Das madrugadas em que não se consegue dormir e nem ficar acordado.

- Olhos, durmam. Tranquem as pálpebras até surgir o sol de novo. Vocês precisam descansar.
- Mente, pára. Pára de pensar. Deixe os pensamentos serem tomados pelos sonhos bons, de repousar-me o espírito. Eu preciso de descanso.
- Corpo, acalme. Quanta hiperatividade ainda agora. Os ponteiros dizem que é hora de descafeizar. Não me vá querer abrir as asas.

- Acho que estão começando a entender. De um razante vôo, vou re-pousar. Pouso pros meus olhos há 7 dias zumbizantes. Venha sono, venha. São 2 e 5 da manhã. Chegue mais perto e não me deixe escapar.

- Deus, me cante uma canção. Quero dormir ao som do teu cantarolar enquanto sonho as tuas histórias de ninar o coração.
Tua pequena íris sou!


Renovou-se as misericórdias.
Raiou o sábado.
Deus bom!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Visitas

Ele voltou e veio acompanhado. Sentí sua presença. Sem alarde, passou pela parede e postou-se agachado, encolheu suas asas e, mãos no queixo, observou, como fazem os humanos quando querem enxergar além do que os seus olhos podem ver.
Logo vieram os outros. Menores, com semblantes infantis, eram como sopranos num grande coral. Seus movimentos se fazem como um falsete ou uma flauta. Se colocaram desordenadamente pelo quarto, e como crianças, se esparramavam ora sobre o guarda-roupas, ora sobre o colchão. Não encolhiam suas pequenas asas. Pés descalços, transmitiam paz, olhos vivos e observadores, traziam a vida. Arrisquei-me por perguntar seus nomes, sem pronunciar qualquer palavra. Os pensamentos fazem a vez da voz quando eles nos visitam.
- Você - apontei para o ser que quase via sentado na cama - Qual teu nome?
- Sossego, ele disse com voz mansa. E de seus lábios emanou o sossego para o meu coração. Como uma canção doce.
Outro, se ajeitou na cama, como que ansioso por minha pergunta:
- E você, pequeno ?
- Sou Descanso.
Trocou a posição das pernas como fazem os humanos e prosseguiu:
- Você sempre pede a nossa presença, mas nem sempre a percebe.
Eu sorri, para que ele pudesse entender que eu concordei.
Ele baixou os olhos e concentrou-se em outros pensamentos.
Olhei para o maior deles, que agachado, se mostrava maravilhosamente belo, levantou-se e sua expressão se tornou séria, mas não repreensiva. Suas asas se mexiam lentamente, seus cabelos eram como o ouro, e sua voz soou esquisita, quando disse:
- Você não deverá saber o meu nome. Se souber agora, talvez isso venha a ter consequências desastrosas para você. O importante é você saber que não somos os únicos que te visitamos.
Levantei com o pescoço dolorido, parte do meu rosto sentia um formigamento, meus braços serviam de travesseiro sobre o teclado do computador. Na tela, letras formavam palavras sem sentido que foram digitadas pelo peso do meu corpo. A luz do monitor era a única iluminação no fim da madrugada. O sol despontava no horizonte, mas incapaz de iluminar o recinto.
Lembrei-me do sonho esquisito. Lembrei-me de Sossego e Descanso e das palavras do desconhecido: ... não somos os únicos que te visitamos.
Um barulho de asas se ouviu próximo à janela. Levantei curioso e com imensa dor no corpo.
Uma pombinha se equilibrava sobre o portão de madeira. Trazia no bico, um ramo.

Gito.

O [an]Elo da Perfeição.

No final dos anos 60, os Beatles se separavam devido às divergências entre Paul McCartney e John Lennon por conta das gravações cruas ou arranjadas de um novo disco. Sem contar a insatisfação de George Harrison em poder compôr apenas 2 músicas por álbum e sua mais nova descoberta: o mundo oriental e suas culturas. Mas até então, eles eram a banda Top do planeta, e quatro pessoas além da 'banda', que influenciavam o mundo todo tanto na moda, com suas roupas e o corte de cabelo típico dos jovens rebeldes de Liverpool quanto nas idéias, pelas letras de músicas, declarações, entrevistas, e também, pelo carisma diante da platéia quanto à bagunça antes dos shows. Mas, com a banda caminhando para o fim, e a crescente 'onda' contra a violência, causada pelo início da guerra do Vietnã, o movimento Hippie dando os primeiros passos, e os ex-beatles John Lennon e principalmente George Harrison, viajando na onda 'Zen', o ocidente viu a proliferação das culturas orientais como nunca antes. E os hippies, batizados pela virtude de paz e de amor, de cores, de drogas, de liberdade; espalharam pelo mundo utopias possíveis para eles: mundo de paz e um mundo de amor, ou senão, as duas coisas num só mundo.
A onda Hippie chegou no Brasil ao mesmo tempo que a ditadura militar. Contribuiu de forma significativa ao movimento musical pelas viagens sonoras dos Mutantes e pela irreverência do Tropicalismo. Mas logo, a censura tomou conta dos festivais, das rádios e dos programas de TV e então, a música brasileira perdeu ouvidos ao mesmo tempo em que ganhou significados, letras preciosas e belos arranjos.
Entre os cristãos também surgiu um movimento conhecido como Jesus People, de contra-cultura norte-americana, que começaram no ano de 1967, a proclamar que suas vidas teriam sido transformadas por uma radical experiência espiritual, e que livres das drogas, anunciariam através de testemunhos de vida, com a vida, e inseridos nos movimentos esquisitos da época, eram loucos por aquilo que aderiam e estes, se tornaram loucos pelo testemunho de vida através de um 'cara', como diziam, gente 'boa' como eles, de paz e de muito amor, chamado Jesus. As conversões à essa nova 'onda' levou milhares ao encontro com um cara gente boa e de muito amor e principalmente ao verdadeiro sentido de 'Paz e amor'. Esse movimento de contra-cultura e suas canções, foi algo extraordinário, um avivamento espiritua.l Muitas grandes congregações e muitos líderes cristãos de todo o mundo, hoje, foram impactados nessa época, através do Jesus People.
Mas, o amor, ficou lá, naquela década.
O Elo de perfeição, ficou apenas com os elo-gios dos que admiram aquela época e com a elo-quência dos que falam sobre ela, com saudade.
Os Elos que ligam o mundo hoje são outros: Superficialidade em tudo, indiferença, arrogância e prepotência dos que falam em Deus e na grande maioria das vezes, falam 'por' Deus, como se pudessem e soubessem o que dizem; o amor ao dinheiro, ao status, aos púlpitos, à moda, aos shopping's, às guerras, à corrupção, à incredulidade ...na verdade, estes são os elos conhecidos como 'algemas'.
Até o Oriente, por sua vez, também passou de práticas de boa respiração, meditação, para outras um tanto mais esquisitas. Bombas e ataques, chacinas, exclusão social e fanatismo. Até o budismo, geralmente visto como pacifista, derramou sangue num conflito contra os hinduístas na ilha de Sri Lanka. A Era que não tem nome e só apelido, Pós-modernidade, tem como paradigma de época, o mercado. O mundo vive na mercê de ter, de comprar e vender. Jesus, passou a ser moeda de troca, nome místico regado de supertição para a aquisição de bênçãos materiais. Missões no mundo se tornou movimento de expansão territorial eclesiástico, não se leva esperança senão regada de denominacionalismos. Os missionários só são ouvidos ao contar tragédias e dificuldades e a igreja só doa algum dinheiro em tempos de Avivamentos missionários patrocinados por algum encontro de Missões, num mês do ano sob forte apelo emocional.
O Elo de Perfeição é na cruz, quando Cristo nos uniu em amor e nos deu vida nesta vida e muita esperança para a Vida na próxima.

Os Beatles afirmaram que eram mais conhecidos que Jesus.
E serão, enquanto as nossas Missões forem desenvolvidas sem o significado de Elo com o Cristo.

Paz e amor da década de 60.
Paz, amor e vida, o Elo, do ano 0, quando uma Era se iniciou com Cristo.
Paz, Confronto do Espírito e Consciência, do ano de 2009.


Gito.

(Esse texto o Gito escreveu para o Boletim da 3° Consulta missionária da IPI Cosmópolis)