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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Fé e esquisitices

Eu nunca me encaixei nos estereótipos das menininhas bonitinhas da escola, mas, na adolescência, eu fiquei ainda mais esquisitinha. Culpa da puberdade que, geralmente, piora tudo. A pele ficou mais oleosa, o cabelo uma verdadeira derrota e ainda vieram as espinhas, que não eram grandes, mas eram muitas. Além do mais, eu era magrela, muito mais do que hoje. E, o agravante maior, eu nasci menina, então, todas essas questões são muito mais intensas na auto-estima feminina do que eu imagino que sejam na dos meninos - tirando as exceções. No mais, eu ainda continuo desengonçada como uma adolescente, mas um pouquinho melhor agora, eu acho. rs

O fato é que, assim como a minha esquisitice na adolescência, talvez, nunca antes, a fé tenha andado tão esquisita como em nosso tempo.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O Grande e o Amigo



Certa vez, os discípulos perguntaram pra Jesus sobre qual deles seria o maioral.
Jesus respondeu, dizendo: Maior é aquele que Serve.
Aquilo deu um nó na cabeça deles todos. Talvez isso lhes tivesse causado desânimo, ou frustração, ou desapontamento. Talvez não fosse isso o que queriam ouvir.
Quem sabe, a resposta esperada era: Será você, Fulano.
Afinal, aquela era uma resposta um tanto esquisita de se receber. Como poderia ser grande aquele que se fazia o menor ?

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Quando a Vida vir'um Bordel.




Dos líderes que estupram a fé, das téologias que abortam a paz, das orações que dilatam o ego, das caridades que escomungam o amor;


- Nasceu, nasceu o filho da Puta. - Gritavam os frequentadores de bordel.
Alguns, afim de saber se eram o pai, perguntavam, afoitos, de que Puta se tratava, para já agilizarem o esquema de não assumir a criança. Outros nem perguntavam nada.
A Puta que pariu, era jovem e deu à luz um menino, que logo foi amamentado.
As outras mulheres do bordel iam visita-la na maternidade e levavam flores, pequenos presentes-lembranças pelo nascimento do menino. Paparicada criança. É que entre elas, o menino não era o filho da Puta, era apenas o filho, e ela, não era a Puta, era apenas a mãe, como qualquer outra mulher que dá à luz uma criança.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Invernos Verão

O verão, com toda certeza, não é a minha estação.
Eu faria uma música sobre isso, mas transbordo em suor só de pensar. rs
Eu gosto muito do mar, mas só quando o céu faz sombra na areia.
Daí é qu'eu penso que as nuvens carregam os invernos com elas.
E quando o calor está quase a nos matar, elas chovem os junhos em nós.
Talvez isso explique porque os anos passam depressa.
Ou, quem sabe, isso explique o colapso da existência dos homens.
Andam tão frios, de corações-iceberg. Tão à merce de suas próprias vontades, de suas próprias verdades.
Quem dera eles quisessem ser as respostas das vontades dos outros.
Como as nuvens, refrescariam os mundos com águas de amor.
Seriam mares de sopros de céus. Seriam invernos quando as vidas fossem infernos.
Ventariam consolo nas estações do viver.
Com o amor, fariam da vida um agradável verão.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Primeira Coríntios treze.

Ainda qu'eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.

E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.

E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.

O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos; Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.

Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.

Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.

Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.