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quarta-feira, 9 de junho de 2010

Coitada da árvore do conhecimento...

Coitada da árvore do conhecimento: virou o judas vegetal da queda!

A Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal não era má, só não era para o homem...

Talvez por nada... Talvez apenas porque era assim ou precisasse ser...

Quem sabe?

Eu apenas confio!

Aliás, possivelmente nada houvesse em seu fruto, nenhum alterador de consciência, nenhuma cannabis sativa edemica, nenhum LSD natural, nenhuma cogumelo alucinógeno; enfim..., nada.

Tudo acontecia apenas na mente.

A Árvore, do lado de fora, poderia sem um pé de Tamarindo, como no Livro de Enoque, ou um Jenipapo engelhado, como no quintal/éden de aminha avó.

Tudo acontecia apenas dentro...

A Árvore não era; ela se fazia; ou se faria ou não.

Se ela nunca tivesse sido comida, ela teria sido apenas aquilo que nunca foi por nunca ter sido comido.

Mas como ela foi comida, ela virou todas as árvores do jardim e muito mais; ela se tornou todo o potencial da mente humana sem o teto da obediência ao mandamento do amor de Quem falava.

A Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal teve sua representação simbólica do lado “de fora”, se teve; porém, sua verdadeira manifestação é dentro da mente, no jardim ou desertos de decisões; pois, ela carrega apenas o poder do gosto e da química que decorrem da obediência ou da desobediência.

Entretanto, uma vez comida, ela nasce em nós; ela vira DNA; ela é a gente.

Do lado de fora ela é a teia que nós formamos; para o bem e para o mal; feita de todas as nossas bondades, maldades ou ambigüidades.

Tudo o que Deus criou, Ele criou bom. E a Árvore do Conhecimento não era um ente caído ou amaldiçoado, mas apenas um ente Referente; um ente/portal de escolha; um lugar interior de decisão de amor livre; um lugar de confiança; um singelo berço da fé que obedece por que confia...

Era só isto, pois era tudo isto!

Essa Árvore não aparece na Nova Jerusalém.

Ela é a Árvore de nossas relatividades e ambigüidades. Por isto ela morrerá quando vier o que é Perfeito.

Espero que isto seja útil ao seu discernimento do processo de bem e mal neste mundo.

Esta é a razão de eu escrever tanto acerca desta Árvore. Coitada. A culpa não é dela. Falo da Árvore de nossas obsessões, e que existe hoje dentro de cada um de nós.

Pense nisto!

Caio

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Quando o Sal perde o Sabor


O sal tem que ter mais alegria em dar gosto do que em ser visto

"Vocês são o sal da terra. Mas se o sal perder o seu sabor, como restaurá-lo? Não servirá para nada, exceto para ser jogado fora e pisado pelos homens..."

O que salva o sal é a sua dissolvência, aceitando a sua missão invisível de ser sentido sem ser visto; se não, vira monturo ou estatua de sal.

O sal tem que ter mais alegria em dar gosto do que em ser visto.
O sal tem que saber que seu papel é ser discernido, não preservado.
O sal existe para inexistir...
O sal que é visto, não é sentido; pois o sal que é sentido, não é mais visto, porque se tornou parte do sabor que anima os humanos a comer com prazer.

Caio Fábio

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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Decretos

Artigo 1 – Fica decretado que agora não há mais nenhuma condenação para quem está em Jesus, pois, o Espírito da Vida em Cristo, livra o homem de toda culpa para sempre.

Artigo 2 – Fica decretado que todos os dias da semana, inclusive os Sábados e Domingos, carregam consigo o amanhecer do Dia Chamado Hoje, por isso qualquer homem terá sempre mais valor que as obrigações de qualquer religião.

Artigo 3 – Fica decretado que a partir deste momento haverá videiras, e que seus vinhos podem ser bebidos; olivais, e que com seus azeites todos podem ser ungidos; mangueiras e mangas de todos os tipos, e que com elas todo homem pode se lambuzar.

Parágrafo do Momento: Todas as flores serão de esperança; pois que todas as cores, inclusive o preto, serão cores de esperança ante o olhar de quem souber apreciar. Nenhuma cor simbolizará mais o bem ou o mal, mas apenas seu próprio tom, pois, o que daí passar estará sempre no olhar de quem vê.

Artigo 4 – Fica decretado que o homem não julgará mais o homem, e que cada um respeitará seu próximo como o Rio Negro respeita suas diferenças com o Solimões, visto que com ele se encontra para correrem juntos o mesmo curso até o encontro com o Mar.

Parágrafo que nada pára: O homem dará liberdade ao homem assim como a águia dá liberdade para seu filhote voar.

Artigo 5 – Fica decretado que os homens estão livres e que nunca mais nenhum homem será diferente de outro homem por causa de qualquer Causa. Todas as mordaças serão transformadas em ataduras para que sejam curadas as feridas provocadas pela tirania do silencio. A alegria do homem será o prazer de ser quem é para Aquele que o fez, e para todo aquele que encontre em seu caminhar.

Artigo 6 – Fica ordenado, por mais tempo que o tempo possa medir, que todos os povos da Terra serão um só povo, e que todos trarão as oferendas da Gratidão para a Praça da Nova Jerusalém.

Artigo 7 – Pelas virtudes da Cruz fica estabelecido que mesmo o mais injusto dos homens que se arrependa de seus maus caminhos, terá acesso à Arvore da Vida, por suas folhas será curado, e dela se alimentará por toda a eternidade.

Artigo 8 – Está decretado que pela força da Ressurreição nunca mais nenhum homem apresentará a Deus a culpa de outro homem, rogando com ódio as bênçãos da maldição. Pois todo escrito de dívidas que havia contra o homem foi rasgado, e assustados para sempre ficaram os acusadores da maldade.

Parágrafo único: Cada um aprenderá a cuidar em paz de seu próprio coração.

Artigo 9 – Fica permanentemente esclarecido, com a Luz do Sol da Justiça, que somente Deus sabe o que se passa na alma de um homem. Portanto, cada consciência saiba de si mesma diante de Deus, pois para sempre todas as coisas são lícitas, e a sabedoria será sempre saber o que convém.

Artigo 10 – Fica avisado ao mundo que os únicos trajes que vestem bem o homem diante de Deus não são feitos com pano, mas com Sangue; e que os que se vestem com as Roupas do Sangue estão cobertos mesmo quando andam nus.

Parágrafo certo: A única nudez que será castigada será a da presunção daquele que se pensa por si mesmo vestido.

Artigo 11 – Fica para sempre discernido como verdade que nada é belo sem amor, e que o olhar de quem não ama jamais enxergará qualquer beleza em nenhum lugar, nem mesmo no Paraíso ou no fundo do Mar.

Artigo 12 – Está permanentemente decretado o convívio entre todos os seres, por isso, nada é feio, nem mesmo fazer amizades com gorilas ou chamar de minha amiga a sucuri dos igapós. Até a “comigo ninguém pode” está liberta para ser somente a bela planta que é.

Parágrafo da vida: Uma única coisa está para sempre proibida: tentar ser quem não se é.

Artigo 13 – Fica ordenado que nunca mais se oferecerá nenhuma Graça em troca de nada, e que o dinheiro perderá qualquer importância nos cultos do homem. Os gasofilácios se transformarão em baús de boas recordações; e todo dinheiro em circulação será passado com tanta leveza e bondade que a mão esquerda não ficará sabendo o que a direita fez com ele.

Artigo 14 – Fica estabelecido que todo aquele que mentir em nome de Deus vomitará suas próprias mentiras, e delas se alimentará como o camelo, até que decida apenas glorificar a Deus com a verdade do coração.

Artigo 15 – Nunca mais ninguém usará a frase “Deus pensa”, pois, de uma vez e para sempre, está estabelecido que o homem não sabe o que Deus pensa.

Artigo 16 – Estabelecido está que a Palavra de Deus não pode ser nem comprada e nem vendida, pois cada um aprenderá que a Palavra é livre como o Vento e poderosa como o Mar.

Artigo 17 – Permite-se para sempre que onde quer que dois ou três invoquem o Nome em harmonia, nesse lugar nasça uma Catedral, mesmo que esteja coberta pelas folhas de um bananal.

Artigo 18 – Fica proibido o uso do Nome de Jesus por qualquer homem que o faça para exercer poder sobre seu próximo; e que melhor que a insinceridade é o silencio. Daqui para frente nenhum homem dirá “o Senhor me falou para dizer isto a ti”, pois, Deus mesmo falará à consciência de cada um. Todos os homens e mulheres que crêem serão iguais, e ninguém jamais demandará do próximo submissão, mas apenas reconhecerá o seu direito de livremente ser e amar.

Artigo 19 – Fica permitido o delírio dos profetas e todas as utopias estão agora instituídas como a mais pura realidade.

Artigo 20 – Amém!


Caio, e tantos quantos creiam que uma revolução não precisa ser sem poesia.


Para ler o site do Caio, críque aqui, óh: Caio Fábio