Durante o golpe de 1969, meu avô era militar.
Pra ele, o que era bom naquela época, que hoje ele diz quase não ver, era o respeito às autoridades. Bastava passear pelas ruas vestindo uma farda e já se impunha respeito.
Eu entendo o porquê de meu avô dizer assim.
Nos nossos dias, dificilmente se verá tanto respeito por alguém que vista uma farda ou qualquer roupa de autoridade qualquer, ainda mais se for política. Mas, talvez, tanto des-respeito seja resultado da própria Ditadura militar.
Naquele período, provavelmente o respeito não vinha pelo serviço de segurança prestado à população. Mas sim como resultado de todo o efeito de repressão, ou seja, medo. Medo de sofrer perseguição, medo de ser morto como alguém que conspirava contra o governo. Medo de abrir a boca e levar um soco que lhe quebrasse os dentes todos.
Entretanto, se a ditadura militar gerou medo nas pessoas, certamente, também gerou revolta, raiva, inconformismo e intolerância. O que explica, de certa forma, todo o des-respeito que é presente hoje. Quem sabe seja isso herança impregnada e desenfreada em nossa geração, pela vivência reprimida de nossos pais e avós, e nos traga repulsa quanto às autoridades, e a todo mundo, pela associação com o mal da injustiça praticada pelos que deveriam prezar pela ordem justa a todo cidadão durante a ditadura militar.
Por isso, a nossa intolerância hoje é tão des-norteada e cheia de injustiça quanto eram as ações dos militares da ditadura. Sim, pois, se os que lutaram contra o militarismo opressor foram tomados por intolerância contra a injustiça, engajados numa luta por direitos, democracia e liberdade, nós somos cheios de intolerância sem senso de justiça e que não enxerga nunca qualquer compromisso de respeito pelo outro. Somos revoltados contra os nossos próprios pais, mas conformados com as besteirices da política suja e com as injustiças sociais.
Por isso, o fruto do respeito pelo medo, nunca será o respeito de verdade, mas sempre o próprio des-respeito sem o medo de des-respeitar pela justiça injusta da geração de intolerância burra e sem propósito.
Diferente de quando o respeito acontece pelo amor. Sim, pois, o amor dá como fruto o respeito que preza sempre pela justiça e verdade e é intolerante com o des-respeito e a própria injustiça, posto que o amor também não toléra tais coisas, mas também não des-respeita.
No amor, toda e qualquer sub-missão acontece pelo respeito conciênte que reconhece no outro um poder de autoridade ou posição a ser respeitada, mesmo quando esse outro não possui qualquer posto a que se lhe atribua poder a lhe render gente submissa.
Sim, o respeito acontece por se ver no outro o direito de respeito mesmo que se não concorde com ele, que não se lhe deva comportamento submisso, ou que se ache nele toda forma de injustiça com os outros. Ainda assim, não se deve des-respeitar.
Ora, acaso a injustiça de alguém já não lhe cai como o seu próprio mal, posto que até mesmo a injustiça gera o fruto justo do respeito falso sem amor e da intolerancia com a injustiça por ele cometida? Assim, não é injusto respeitar alguém em sua injustiça, bem como não é justo o des-respeito onde há justiça. Entretano, respeitar não é sinônimo de tolerancia com o que é injusto, e tampouco de conformidade. Pois, assim como quem des-respeita não é justo, quem tolera a injustiça também é conivente e de igual forma praticante da injustiça.
É por isso que eu entendo o meu avô e o respeito, mesmo sem concordar que naquele tempo existia mais respeito, apenas medo e opressão. É por causa do amor, que é justo e verdadeiro. Pois, à luz da verdade do amor, nem sequer necessidade haveria de existir gente de farda pra que houvesse respeito se, ao contrário, existisse amor, que é só o que pode gerar o fruto do respeito verdadeiro e justo! Nem mesmo seria necessário respeitar as manifestações de injustiça, pois no amor nada existe que não seja justo.
Assim, você pode discordar, achar besteira e injusto tudo o que eu disse aqui. Mas jamais des-respeitar. Se não, o fruto da justiça do amor não estará em você.
Com amor e respeito,
Isa.
(Me desculpem pelas tantas repetições. É qu’eu quis enfatizar. Rs)
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
DoS HoMeNs QuE PodEMoS SeR e Da JustIçA qUe NãO NoS É JuStA
Grifes
aconteceu,
BrÓg do Gito,
De Dentro,
opinião,
pensamentos,
Surrealidade-Real
De um lado.
Ensinaram-lhe que deveria fazer como se fosse o próprio.
Assim, enquanto olhava, bem mirado, projetou-se nave.
Desacoplou de seu compartimento-base. Num estouro, explodiu em direção ao alvo.
Percorreu viajante o caminho desimportante, focado, veloz que nem se via.
"Seja a bala" - sussurrava-lhe as vozes do sitema que o domesticou assim.
É pelo bem da população.
"Eu sou a bala" - Concentrava-se em aplicar o que aprendera um dia.
Enfim, terra inimiga a vista: vamos penetrar.
Ao tocar o solo-pele, rasgou-o como se fosse um fino papel. Esfolheou-lhe o couro. Arrancou-lhe o sangue. Perfurou as chapas de cálcio-crânio que protegiam o núcleo-cérebro.
Na mosca.
Aterrissou num metal-placa de portão de casa. Vinho, como as plaquetas escuras do sangue fresco pelo chão.
O dia livre.
Herói pela concepção estranha de justiça e certo.
O Civil salvo.
Missão completa.
Saiu da nave.
O homem-bala.
Do outro lado.
Apreensão. Desnorteado, extravazou no erro.
Se power-transformou em homem-bomba, em terrorísta da sua própria vida.
Ficou tomado pelo diabo da loucura. Inferno em sí mesmo. Desesperou-se agarrado à vítima. Explodiu-lhe a sensatez-Humana. Endoideceu no ser.
Nada se sabe da sua existência. Consideraram em preservar-lhe a vida.
Angustiava-se aguardando o fim. Foi preso. Pelas entranhas de sua alma só, foi pego de surpresa. Esquecido, odiado. Acharam justo a decisão.
Em um vascilo só: Pá! - Sem dó.
Miolos pelo chão. Mil olhos na televisão.
Satisfação de alguns.
Disseram: É menos um!
O Civil salvo.
"Bandido, ladrão, sem-vergonha e folgado" - Assim julgado sem pré-disposição em conhecer-lhe a história.
Maldito dia de surto.
Missão Failed.
Morreu na guerra.
O homem-bomba.
Isso é pra dizer como eu jamais entenderei as soluções desses meus dias.
Todo tiro certeiro deveria ser luto em todo ser humano, por não acharmos solução capaz de preservar as vidas. Ao contrário disso, a gente bate é palma.
Entre bandidos e mocinhos, matar ou morrer, eu fico é com a justiça que não é dos homens.
Maranata!
Isabela Pizani.
Ensinaram-lhe que deveria fazer como se fosse o próprio.
Assim, enquanto olhava, bem mirado, projetou-se nave.
Desacoplou de seu compartimento-base. Num estouro, explodiu em direção ao alvo.
Percorreu viajante o caminho desimportante, focado, veloz que nem se via.
"Seja a bala" - sussurrava-lhe as vozes do sitema que o domesticou assim.
É pelo bem da população.
"Eu sou a bala" - Concentrava-se em aplicar o que aprendera um dia.
Enfim, terra inimiga a vista: vamos penetrar.
Ao tocar o solo-pele, rasgou-o como se fosse um fino papel. Esfolheou-lhe o couro. Arrancou-lhe o sangue. Perfurou as chapas de cálcio-crânio que protegiam o núcleo-cérebro.
Na mosca.
Aterrissou num metal-placa de portão de casa. Vinho, como as plaquetas escuras do sangue fresco pelo chão.
O dia livre.
Herói pela concepção estranha de justiça e certo.
O Civil salvo.
Missão completa.
Saiu da nave.
O homem-bala.
Do outro lado.
Apreensão. Desnorteado, extravazou no erro.
Se power-transformou em homem-bomba, em terrorísta da sua própria vida.
Ficou tomado pelo diabo da loucura. Inferno em sí mesmo. Desesperou-se agarrado à vítima. Explodiu-lhe a sensatez-Humana. Endoideceu no ser.
Nada se sabe da sua existência. Consideraram em preservar-lhe a vida.
Angustiava-se aguardando o fim. Foi preso. Pelas entranhas de sua alma só, foi pego de surpresa. Esquecido, odiado. Acharam justo a decisão.
Em um vascilo só: Pá! - Sem dó.
Miolos pelo chão. Mil olhos na televisão.
Satisfação de alguns.
Disseram: É menos um!
O Civil salvo.
"Bandido, ladrão, sem-vergonha e folgado" - Assim julgado sem pré-disposição em conhecer-lhe a história.
Maldito dia de surto.
Missão Failed.
Morreu na guerra.
O homem-bomba.
Isso é pra dizer como eu jamais entenderei as soluções desses meus dias.
Todo tiro certeiro deveria ser luto em todo ser humano, por não acharmos solução capaz de preservar as vidas. Ao contrário disso, a gente bate é palma.
Entre bandidos e mocinhos, matar ou morrer, eu fico é com a justiça que não é dos homens.
Maranata!
Isabela Pizani.
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quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Sentido no horário
Grifes
De Dentro,
pensamentos,
reflexões
Eu não sei quanto a vocês, mas, tem vezes que a minha mente voa. E aí, eu deixo ela solta, sobrevoar. E vôo junto, vou viajar.
Não é poema ou poesia. Não sei o que é, mas, é. rs
- > Sentido no horário < -
Tudo é ponteiro.
É por isso que a vida é cheia de quase tempos, quase horas.
Há tempo para todas as coisas e todas as coisas tem o seu tempo.
Ai, quanto tempo de esperar. Quem sabe o próximo ainda não é... ou, quem sabe, é, será!
Percebo os livramentos que me dá o quase tempo.
Escapadas de precipitações, pra não dizer depois, no fim: "quase acertei a hora".
Isso me traz sossego, pois, se não há tempo a perder, porque o tempo é curto, pra que tudo apressar?
Correr o tempo pode me fazer atrasar, perder a hora. E ai, se foi. Como voltar?
Deixa, deixa o tempo passar no seu devido tempo que a hora certa chega e marca o fim de toda espera.
Deixa, deixa que o que é ponteiro um dia se encontra e deixa tudo no lugar.
Há sentido no horário, mesmo quando se gira ao contrário, se tudo é ponteiro.
[Isabela Pizani - 24/09/2009]
Não é poema ou poesia. Não sei o que é, mas, é. rs
- > Sentido no horário < -
Tudo é ponteiro.
É por isso que a vida é cheia de quase tempos, quase horas.
Há tempo para todas as coisas e todas as coisas tem o seu tempo.
Ai, quanto tempo de esperar. Quem sabe o próximo ainda não é... ou, quem sabe, é, será!
Percebo os livramentos que me dá o quase tempo.
Escapadas de precipitações, pra não dizer depois, no fim: "quase acertei a hora".
Isso me traz sossego, pois, se não há tempo a perder, porque o tempo é curto, pra que tudo apressar?
Correr o tempo pode me fazer atrasar, perder a hora. E ai, se foi. Como voltar?
Deixa, deixa o tempo passar no seu devido tempo que a hora certa chega e marca o fim de toda espera.
Deixa, deixa que o que é ponteiro um dia se encontra e deixa tudo no lugar.
Há sentido no horário, mesmo quando se gira ao contrário, se tudo é ponteiro.
[Isabela Pizani - 24/09/2009]
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sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Um CoNtO Do SabEr
Grifes
BrÓg do Gito,
conto,
De Dentro,
pensamentos,
Surrealidade-Real
Naquela manhã, levantou cedo. No despertar do próprio dia. Arregalou os olhos mal dormidos, avermelhados, insônia companheira. Perambulou o quarto todo, a casa toda, indoidecido de saber. A sua mente estava gróg, com pensamentos embriagados. De tanto tempo que não dormia, já nem sabia se era noite, ou será dia, se tinha hora.
Na cozinha, bebeu um café frio, ruim, que o diabo tinha feito. Lembrou-se da vida, dos dias que antecederam seu declínio na existência. Já tinha feito todas as coisas, foi deus de sí mesmo, no trono do seu ser.
De súbito, sentou-se no chão, encostando-se na parede, ao lado da pia. Coçou a cabeça e indagou, ao berros: “Quem me livrará do corpo desta morte?”
Ele sentia as tripas contorcerem-se dentro de sí, o estômago embrulhar e os dedos dos pés encolherem-se até estralar os ossos. Sangrava sabedoria de morte. Desejou não saber de mais nada, deixar se esvair pelo ralo do universo tudo o que possuía. Flertou com a morte, com o diabo, ao murmurar de sua condição, dizendo: “Deus, você não existe. Se assim não fosse, porque de tanta angústia morro em minh’alma?”
Em um momento, em um inesperado instante, disse-lhe Deus, num sussurrar de sopro pelo vento: “Não há na terra e no universo, maior tolo que você. Tornou-se cético pelo saber, diabo de sí mesmo. Ainda que não se lhe fechem os olhos por toda a eternidade, não poderá me ver se não entregar-me a sua alma. Sou Deus que excede todo o entendimento.”
Ficou pasmo. Asmo. Silenciou-se. Surgiram-lhe os primeiros sinais de conciência sã-nta. Raciocinou: “Miserável homem que sou. Bestifiquei-me pelo saber. Intelecto demoníaco. Tornei-me sábio dentre os homens, doutor de toda ciência, mas leigo na alma, no espírito e conciência. Todo entendimento me foi ocultado. Rastejei-me pra morte, abriguei-me no abismo do falso conhecimento. Correntes do cão. Alimentei-me de loucuras vãs, como os porcos.
Mas, agora, se me abriram os olhos. Misericórdia do Deus qu’eu não cria. Euréca. Mal posso explicar tanto alívio. Libertaram-me as asas. Sou pássaro livre.”
Naquela noite, foi deitar-se cedo. No adormecer do mesmo dia. Fechou os olhos cansados, descamados de toda cegueira, sono profundo de paz. Sonhou com o céu do outro dia, um azul de repousar a cabeça. A sua mente estava leve, pensamentos soltos, sóbrios. De tanto tempo que não vivia, morreu eterno sono de vida. Só sabia que a noite ou o dia não tinham tempo, excediam as horas. Acordou, o café estava fresco. Novo dia. Seguinte de Deus.
Deus é.
Isabela Pizani
Na cozinha, bebeu um café frio, ruim, que o diabo tinha feito. Lembrou-se da vida, dos dias que antecederam seu declínio na existência. Já tinha feito todas as coisas, foi deus de sí mesmo, no trono do seu ser.
De súbito, sentou-se no chão, encostando-se na parede, ao lado da pia. Coçou a cabeça e indagou, ao berros: “Quem me livrará do corpo desta morte?”
Ele sentia as tripas contorcerem-se dentro de sí, o estômago embrulhar e os dedos dos pés encolherem-se até estralar os ossos. Sangrava sabedoria de morte. Desejou não saber de mais nada, deixar se esvair pelo ralo do universo tudo o que possuía. Flertou com a morte, com o diabo, ao murmurar de sua condição, dizendo: “Deus, você não existe. Se assim não fosse, porque de tanta angústia morro em minh’alma?”
Em um momento, em um inesperado instante, disse-lhe Deus, num sussurrar de sopro pelo vento: “Não há na terra e no universo, maior tolo que você. Tornou-se cético pelo saber, diabo de sí mesmo. Ainda que não se lhe fechem os olhos por toda a eternidade, não poderá me ver se não entregar-me a sua alma. Sou Deus que excede todo o entendimento.”
Ficou pasmo. Asmo. Silenciou-se. Surgiram-lhe os primeiros sinais de conciência sã-nta. Raciocinou: “Miserável homem que sou. Bestifiquei-me pelo saber. Intelecto demoníaco. Tornei-me sábio dentre os homens, doutor de toda ciência, mas leigo na alma, no espírito e conciência. Todo entendimento me foi ocultado. Rastejei-me pra morte, abriguei-me no abismo do falso conhecimento. Correntes do cão. Alimentei-me de loucuras vãs, como os porcos.
Mas, agora, se me abriram os olhos. Misericórdia do Deus qu’eu não cria. Euréca. Mal posso explicar tanto alívio. Libertaram-me as asas. Sou pássaro livre.”
Naquela noite, foi deitar-se cedo. No adormecer do mesmo dia. Fechou os olhos cansados, descamados de toda cegueira, sono profundo de paz. Sonhou com o céu do outro dia, um azul de repousar a cabeça. A sua mente estava leve, pensamentos soltos, sóbrios. De tanto tempo que não vivia, morreu eterno sono de vida. Só sabia que a noite ou o dia não tinham tempo, excediam as horas. Acordou, o café estava fresco. Novo dia. Seguinte de Deus.
Deus é.
Isabela Pizani
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3° Consulta Missionária - O Elo Perfeito
Grifes
Eventos
Começa hoje, a partir das 19h30min, a 3° consulta missionária na Igreja Presbiteriana Independente de Cosmópolis. Quem quiser, é só chegar.
Estará disponivel para os participantes, boletins com a programação e artigos sobre o tema.
E como colaborador e amigo, o Gito, aquele do BrÓg amigo com o banner aí nos apetrechos do canto direito, escreveu um artigo exclusivo pra gente, que estará no boletim.
O "evento" é grátis. É só chegar.
Estará disponivel para os participantes, boletins com a programação e artigos sobre o tema.
E como colaborador e amigo, o Gito, aquele do BrÓg amigo com o banner aí nos apetrechos do canto direito, escreveu um artigo exclusivo pra gente, que estará no boletim.
O "evento" é grátis. É só chegar.
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terça-feira, 15 de setembro de 2009
Eu SoU CasA
Grifes
da minha história,
De Dentro,
memórias
Certa vez, minha avó me disse:
- Menina, larga mão de ser besta. Não tá vendo que Deus quer você na casa dele?
Na hora, eu achei que ia morrer. Pra mim, Deus tava no céu e a casa dele era lá. De que outra forma eu iria pra lá senão morrendo? Rs
Naquele dia, pelo poder santo das palavras de minha vó, morri.
Morri e fui falar com Deus. Eu disse que tudo bem, se era o que Ele queria. Descobri que o céu da vez era o meu coração, e nele Deus faria morada. Abri os olhos, vivi.
Agora, Ele está em mim, e eu nEle, além de mim. Moro dentro do meu coração, porque lá encontro Deus, sentado nas almofadas do meu ser, sussurrando-me na conciência.
Acarinhando a minha alma e dissipando meus pensamentos de destruição, ele faz pulsar amor, esperança e ousadia de convicção de que nada e nem ninguém pode despeja-lo de mim. Sua habitação é eterna. O seu sangue corre em mim e me faz saber que é preciso viver em sacrifício de amor, de cruz. Não se prega vida senão pela morte, por sacrifício de sangue da alma.
Deus está em mim, mas não sou Deus. Sou dEle, e Ele meu. Sou do EU SOU que é e me faz ser com Ele. Sou coração que jamais pára, árvore que jamais seca.
Eu sou casa, lugar de Deus. E Ele habita em mim!
Deus É.
Um Beijão!
Isa.
- Menina, larga mão de ser besta. Não tá vendo que Deus quer você na casa dele?
Na hora, eu achei que ia morrer. Pra mim, Deus tava no céu e a casa dele era lá. De que outra forma eu iria pra lá senão morrendo? Rs
Naquele dia, pelo poder santo das palavras de minha vó, morri.
Morri e fui falar com Deus. Eu disse que tudo bem, se era o que Ele queria. Descobri que o céu da vez era o meu coração, e nele Deus faria morada. Abri os olhos, vivi.
Agora, Ele está em mim, e eu nEle, além de mim. Moro dentro do meu coração, porque lá encontro Deus, sentado nas almofadas do meu ser, sussurrando-me na conciência.
Acarinhando a minha alma e dissipando meus pensamentos de destruição, ele faz pulsar amor, esperança e ousadia de convicção de que nada e nem ninguém pode despeja-lo de mim. Sua habitação é eterna. O seu sangue corre em mim e me faz saber que é preciso viver em sacrifício de amor, de cruz. Não se prega vida senão pela morte, por sacrifício de sangue da alma.
Deus está em mim, mas não sou Deus. Sou dEle, e Ele meu. Sou do EU SOU que é e me faz ser com Ele. Sou coração que jamais pára, árvore que jamais seca.
Eu sou casa, lugar de Deus. E Ele habita em mim!
Deus É.
Um Beijão!
Isa.
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terça-feira, 8 de setembro de 2009
PaRCeriA E amOntOadO dE IdÉiaS
Grifes
amigos e compadres,
informativo
Pr’aqueles que entram aqui no BrÓg, algumas observações.
Já faz um tempo que tá rolando uma espécie de “parceria” com o BrÓg do Gito. Lá, no blog dele, tem contribuições de um tanto de gente que externa as idéias em textos e publica em blogs também. Nesse ajuntamento todo, as idéias têm sido compartilhadas e tá formando um amontoado delas por lá, somando uma grande quantidade de pensamentos com diversos pontos de vista, inconformismos, opiniões, contos, histórias e estórias, saudades, sentimentos e afins. Os temas são variadamente diversos.
Alguns artigos daqui vão parar por lá também, nesse ajuntamento todo. O legal de lá é que tem bastante gente lendo, de vários cantos mesmo. E isso é bom pra compartilhar, pra se mover, pra ecoar vozes e tentar fazer alguma coisa juntos, relevante, que transforme ou que ao menos mude alguma coisa, nem que seja um dispertar de alguma mente e coração que anda adormecido, sedado e inerte ao mundo ao redor. Se alguém for desperto, já tá valendo a pena.
Se você é daqueles que repara nos trequinhos que ficam aí no canto direito do BrÓg, então deve ter visto que tem um homenzinho azul com balões de moluscos e um menininho. Pois é, esse é o íconezinho de divulgação do BrÓg do Gito. Clica nele que já vai abrir a página pra você conferir o que tá rolando por lá.
E ah, contribua também com as idéias. Deixe comentários, escreva no seu BrÓg, divulgue o blog do Gito, pense, aja, mude a cabeça, viva todo dia uma metanóia, e na rotatividade das conversas virtuais, a gente vai invadindo e contagiando outros lugares, casas, moçadas e sendo mais ativos e relevantes.
CríCa Alí, Óh -------------------------------------------->
Um Beijão!
Já faz um tempo que tá rolando uma espécie de “parceria” com o BrÓg do Gito. Lá, no blog dele, tem contribuições de um tanto de gente que externa as idéias em textos e publica em blogs também. Nesse ajuntamento todo, as idéias têm sido compartilhadas e tá formando um amontoado delas por lá, somando uma grande quantidade de pensamentos com diversos pontos de vista, inconformismos, opiniões, contos, histórias e estórias, saudades, sentimentos e afins. Os temas são variadamente diversos.
Alguns artigos daqui vão parar por lá também, nesse ajuntamento todo. O legal de lá é que tem bastante gente lendo, de vários cantos mesmo. E isso é bom pra compartilhar, pra se mover, pra ecoar vozes e tentar fazer alguma coisa juntos, relevante, que transforme ou que ao menos mude alguma coisa, nem que seja um dispertar de alguma mente e coração que anda adormecido, sedado e inerte ao mundo ao redor. Se alguém for desperto, já tá valendo a pena.
Se você é daqueles que repara nos trequinhos que ficam aí no canto direito do BrÓg, então deve ter visto que tem um homenzinho azul com balões de moluscos e um menininho. Pois é, esse é o íconezinho de divulgação do BrÓg do Gito. Clica nele que já vai abrir a página pra você conferir o que tá rolando por lá.
E ah, contribua também com as idéias. Deixe comentários, escreva no seu BrÓg, divulgue o blog do Gito, pense, aja, mude a cabeça, viva todo dia uma metanóia, e na rotatividade das conversas virtuais, a gente vai invadindo e contagiando outros lugares, casas, moçadas e sendo mais ativos e relevantes.
CríCa Alí, Óh -------------------------------------------->
Um Beijão!
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Isabela Pizani
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sexta-feira, 4 de setembro de 2009
SaBedOriA dE VÓ
Grifes
BrÓg do Gito,
da minha história,
memórias
A sabedoria de vó é simples, mas é cheia de verdade.
Quando eu tinha lá os meus 14 anos, todas às vezes qu’eu olhava pro céu durante a noite e via ele com um tom avermelhado, eu achava que Jesus tava chegando.rs. E ficava olhando, esperando acontecer como naquelas ilustrações de folhetinhos da Igreja Adventista. Eu tinha até um pouco de medo. Não de Jesus voltar, mas das ilustrações dos folhetinhos mesmo. Rs
Certa vez, conversando com minha avó em uma dessas noites avermelhadas, comentei:
- Nossa, como o céu tá vermelho, Vó!
E ela respondeu:
- Ah, o céu fica assim mesmo, sempre que vai chover.
Dito e feito. Pela manhã, chuva.
Como ela sabia? Ah, a minha avó aprendeu com a experiência da vida. Por causa do sossego que vem pela idade, ela é mais sensível nas observações que faz. Eu fico até imaginando as conversas que ela deve ter com Deus. Eles devem conversar sobre as coisas corriqueiras da vida, sobre os pássaros, as plantas e árvores, sobre o cheiro bom que o café fresco tem.
Isso explica porque minha avó tem tanta sabedoria. Ela passa um tempão conversando com quem sabe todas as coisas, pela oração que não cessa e excede as horas. A sabedoria que a minha avó tem, é sabedoria de Deus, mais sábia do que a sabedoria dos grandes sábios da terra.
A gente que é jovem custa em ter um tempo de conversa com Deus. É porque a gente não tem a sabedoria dos velhos, dos avós, que são sempre os que oram mais, que vêem Deus com mais facilidade. Se tivéssemos, saberíamos que orar e conversar com Deus nos deixa sábios e de vista aguçada, apesar da idade.
É assim que se sabe quando vai chover. Deus é a chuva que molha a gente de sabedoria, a todo e qualquer tempo, sem importar a idade.
A sabedoria de vó é simples, mas cheia de verdade.
Um Beijão!
Quando eu tinha lá os meus 14 anos, todas às vezes qu’eu olhava pro céu durante a noite e via ele com um tom avermelhado, eu achava que Jesus tava chegando.rs. E ficava olhando, esperando acontecer como naquelas ilustrações de folhetinhos da Igreja Adventista. Eu tinha até um pouco de medo. Não de Jesus voltar, mas das ilustrações dos folhetinhos mesmo. Rs
Certa vez, conversando com minha avó em uma dessas noites avermelhadas, comentei:
- Nossa, como o céu tá vermelho, Vó!
E ela respondeu:
- Ah, o céu fica assim mesmo, sempre que vai chover.
Dito e feito. Pela manhã, chuva.
Como ela sabia? Ah, a minha avó aprendeu com a experiência da vida. Por causa do sossego que vem pela idade, ela é mais sensível nas observações que faz. Eu fico até imaginando as conversas que ela deve ter com Deus. Eles devem conversar sobre as coisas corriqueiras da vida, sobre os pássaros, as plantas e árvores, sobre o cheiro bom que o café fresco tem.
Isso explica porque minha avó tem tanta sabedoria. Ela passa um tempão conversando com quem sabe todas as coisas, pela oração que não cessa e excede as horas. A sabedoria que a minha avó tem, é sabedoria de Deus, mais sábia do que a sabedoria dos grandes sábios da terra.
A gente que é jovem custa em ter um tempo de conversa com Deus. É porque a gente não tem a sabedoria dos velhos, dos avós, que são sempre os que oram mais, que vêem Deus com mais facilidade. Se tivéssemos, saberíamos que orar e conversar com Deus nos deixa sábios e de vista aguçada, apesar da idade.
É assim que se sabe quando vai chover. Deus é a chuva que molha a gente de sabedoria, a todo e qualquer tempo, sem importar a idade.
A sabedoria de vó é simples, mas cheia de verdade.
Um Beijão!
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