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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Costa do Marfim à beira de genocídio





O novo embaixador da Costa do Marfim na ONU, Youssoufou Bamba, disse que o país está "à beira do genocídio".

Segundo ele, houve graves violações de direitos humanos como resultado dos confrontos políticos após as eleições.

Laurent Gbagbo se recusa a deixar a Presidência do país, apesar de seu rival, Alassane Ouattara, ter sido reconhecido internacionalmente como o vencedor das eleições presidenciais de novembro.
Os dois candidatos se declararam vencedores e participaram de cerimônias de posse quase simultâneas.

Bamba, o novo embaixador do país na ONU, foi indicado por Ouattara e assumiu o posto na quarta-feira.


'Casas marcadas'

Em uma entrevista na sede da organização, em Nova York, ele disse que 172 pessoas foram mortas nas últimas semanas "simplesmente porque queriam protestar, queriam falar, queriam defender a vontade do povo".

"Achamos que isso é inaceitável. Logo, umas das mensagens que eu tento passar nas conversas que conduzi até o momento é que estamos à beira de um genocídio", disse Bamba.

Segundo ele, algumas casas foram marcadas de acordo com a origem tribal do morador. Ele diz temer o que virá em seguida.

"Esperamos que as Nações Unidas sejam confiáveis e que as Nações Unidas impeçam violações e impeçam que as eleições sejam roubadas da população", apelou o novo embaixador.

TV Estatal Mais cedo na própria quarta-feira, o chefe das Forças de Paz da ONU na Costa do Marfim, Alain Le Roy, lançou uma crítica sem precedentes ao canal de televisão estatal controlado por Gbagbo na Costa do Marfim.

"As declarações que ouço na RTI nos deixam preocupados e chocados, porque elas claramente incitam a população contra a ONUCI (Missão da ONU na Costa do Marfim)", disse ele.

Le Roy afirmou que o incidente em que um de seus homens foi ferido com um facão quando seu carro foi cercado por uma multidão "foi consequência direta de todo o incentivo ao ódio, mentiras e propaganda anti-ONUCI".



Guerra Civil


Apesar do apoio internacional, Alassane Ouattara e seu primeiro-ministro, Guillaume Soro, continuam presos em um hotel em Abidjan, protegidos por tropas da ONU.

Partidários de Gbagbo conhecidos como "jovens patriotas" ameaçaram invadir o hotel.

O líder do grupo, Charles Ble Goude, que também é o ministro da Juventude de Gbagbo, disse que pretende "libertar o país" e avisou que países vizinhos não devem interferir na situação.

"Eles precisam se preparar muito bem porque estamos pensando em libertar completamente nosso país e logo eu vou lançar o ataque final", disse ele.

Analistas acreditam que a retórica inflamatória pode ajudar a levar o país de volta à guerra civil, sete anos após outro conflito ter resultado em uma divisão na Costa do Marfim, com o norte controlado por rebeldes e o sul, pelo governo.

Quase 20 mil pessoas já fugiram do país após as eleições de novembro, na maioria mulheres de crianças, temendo mais violência.

fonte: UOL

domingo, 1 de agosto de 2010

Eleições: esperança e sonho.




Se o voto é secreto, depois dessas linhas, o meu não será mais. Mas não importa. Até o Caetano anda dizendo na TV o voto dele. Meu blog é muito menos visto que a caixota preta e esse texto não faz parte de campanha alguma. Pois bem.

Júro que, quando eu ví confirmada à candidatura do Serra e da Dilma, ardi quase que em desespero. Aí, confirmaram a Marina; senti um alívio.
Eu nunca fui do grupo anti-Lula, mas na Dilma é qu'eu não voto, nem se o Lula me implorasse.
O Serra e sua política de privatização, vai acabar fazendo da minha mãe minha babá, terceirizada.
Se der 2° turno entre Serra e Dilma, meu voto é nulo.
Devo dizer que, Dilma, apesar de grande nas pesquisas, não terá voz capaz de emitir nem se quer um sussurro.
Apesar de poder parecer, eu não quero que esse texto soe como um texto fanfarrão. A verdade é que eu não vou argumentar contra nada e nem ninguém (mesmo que pareça), minhas razões bastam à mim e pronto. Mas, mesmo assim, não posso deixar de dizer o que digo, ainda que a grosso modo.
Na Marina estão minhas esperanças. Eu vejo, nela, o que não vejo em muitos; sonhos. Sim, a Marina sonha. Mas não aquele sonho-tese, de quem discursa pra impressionar. Sonho de verdade, de quem os tem com força e segue firme neles.
Quase ninguém anda sonhando hoje em dia. Mas eu insisto e creio, com toda minha força, que a Marina faz assim.
Eu sei, eu sei, essas palavras parecem infantis e pouco profundas, quase que até romantizadas. Quem sabe sejam mesmo. Quem sabe até eu esteja enganada. Quem sabe?
Quem sabe a Marina nem ganhe muitos votos. Quem sabe ela nem vá ao 2° turno. Ou, quem sabe, ela vá. Quem sabe ela perca no 2° turno. Ou, quem sabe, ganhe. Quem sabe?
Eu só não posso é dar meu voto em quem não acredito. Isso seria um voto na desesperança.
Eu acredito é na Marina, porque ela sonha. Sonho é melhor que politicagem.
Prefiro um voto assim, como se fosse um risco, em quem acredito, do que votar em quem já sei, de certo modo, como será o fim.
Eu quero ver a história de outro jeito, de outro ângulo, sem lulanês ou tucanês.
Meu discurso não é dos conformados e desesperançosos, que dizem: "meu voto é dela porque, de todos, ela é a menos ruim". E nem tampouco daqueles que abraçam o espinho, esperando que alguma coisa aconteça pelos gemidos e gritos à sorte.
Meu voto não é verde, nem partidário.
Meu voto é sonhador, por isso é na Marina; porqu'ela sonha.



Inté.